01/04/2026
Nosso 🍎Pomar-Amor🍎 está em luto pela perda da Manu e do Chico.
Manu foi uma importante ativista não-mono — crítica, consciente e profundamente entusiasmada. Seu próprio grupo de WhatsApp se chamava “Manugamia”.
Esteve com a gente desde o início da 🍎Maçãnaria🍎. Participou da produção do nosso primeiro encontro presencial, no começo de 2025. Lembro com carinho do dia em que ela compôs músicas com IA para cada integrante, a partir das apresentações no grupo — rimos muito, foi um sucesso absoluto. Manu estava radiante naquele encontro, como em tantos outros. Aliás, ela quase nunca faltava.
Para mim, Manu era também uma grande conselheira. Eu sempre recorria a ela: perguntava sobre pessoas, pedia opiniões, dividia ideias. Sua escuta era atenta, mas sua fala, firme — e necessária.
Mais recentemente, com a criação do grupo temático Masculinidades Maçãners, dentro da comunidade, Manu foi nomeada Embaixadora desse grupo. Assumiu esse papel com muita seriedade, participando dos encontros e contribuindo para tensionar e qualif**ar o diálogo dos homens com as mulheres.
Ela estava feliz com essa função — e isso era bonito de ver. Com sua personalidade confrontadora, Manu me ensinou muito. Ela me ajudou a não acolher além do limite, a reconhecer quando certas falas não devem ser normalizadas ou toleradas. Era intensa, direta, “braba” — e foi exatamente assim que me ajudou a f**ar mais atenta, mais firme. Levo esse aprendizado comigo.
Neste último Carnaval, ela idealizou e montou as fantasias do bloco Piranhas Carinhosas. Foi, sem dúvida, um dos dias mais especiais. E nossa última lembrança juntas também é cheia de vida: na sexta-feira passada, no encontro da Maçãnaria, quando ela levou o Chico, que acompanhou atentamente a dinâmica Não-Monogamia explicada com meteoritos. Foi a última vez que os vi, e guardo esse momento com muito carinho. Naquela noite, cheguei em casa e comi, em sequência, os dois pudins que Manu havia preparado. Levo comigo a doçura da sua existência. Manu e Chico presentes!