01/02/2026
No papel de suprimento narcisista, a filha não existe como pessoa inteira.
Ela existe como reguladora emocional da mãe.
Sua função passa a ser amparar, acalmar, validar, sustentar.
O humor da mãe vira prioridade.
As necessidades da filha f**am em segundo plano.
Ela aprende a adular para evitar conflito.
Aprende a se manter menor para preservar a estabilidade da mãe.
Neutraliza emoções que não são dela, absorve tensões que não criou e chama isso de cuidado.
O custo é silencioso:
autoanulação, cansaço emocional e a sensação constante de que viver é sustentar o outro.
Nada disso é percebido como abuso no início.
Parece amor.
Parece dever.
Parece lealdade.
Mas ninguém nasceu para ser regulador emocional de um pai ou de uma mãe.
Isso não é amor.
É função.
Você se reconhece nesse lugar?