20/11/2025
Segundo o Censo 2022, 45,3% da população se declara como parda e 10,2% preta; 43,5% se declararam brancas, ou seja, mulheres negras (pretas + pardas) formam a maioria da população brasileira. Porém, o acesso à saúde de excelência para esse grupo de mulheres não é simples como deveria ser.
Para além da condição social, alguns estudos mostram que mulheres negras apresentam maior risco de desenvolver doenças hipertensivas da gestação (pré-eclâmpsia), independentemente de outros fatores tradicionais de risco.
Entre 2010 e 2020, mortes maternas por hipertensão aumentaram 5% entre mulheres pretas, enquanto caíram ou estabilizaram entre brancas e pardas, sinal claro de desigualdade nos desfechos e acessos.
Como podemos melhorar essa situação na prática?
• Ter uma escuta atenta e protocolos de referência para identificar e tratar condições que podem levar risco à gestação.
• Acesso equitativo ao pré-natal de qualidade, com monitoramento contínuo e atenção a sintomas e situações que podem atravessar a paciente.
• Formação contínua, sensibilização e conduta anti ra***ta das equipes de saúde para reduzir vieses no atendimento
Se você está gestante ou acompanha alguém: peça sempre explicações, quantas vezes for necessário, busque avaliação precocemente, mude de profissional se achar necessário e confie nos sinais do corpo.
Por fim, precisamos ser sempre aliados à causa, todas as mulheres devem ter acesso a qualidade de atendimento e uma boa experiência independente da sua cor de pele.