Psicóloga Júlia Romualdo

Psicóloga Júlia Romualdo Psicóloga e Especialista em Psicanálise e Saúde Mental. Experiência clínica e educacional com http://central.consulte.me/perfil/editor?medicoID=35665

A psicanálise não é uma fórmula de sucesso. Não deve-se buscar uma solução imediata ou respostas óbvias.Trabalhar com a ...
10/02/2021

A psicanálise não é uma fórmula de sucesso. Não deve-se buscar uma solução imediata ou respostas óbvias.

Trabalhar com a psicanalise é uma aposta, uma interrogativa que lapida o desejo no discurso.

Fuja de quem promete a cura. Além de impossível é antiético e imprudente.

"Neutralität, neutrality, neutralité, em alemão, inglês e francês respectivamente. Segundo Laplanche & Pontalis (1983, p.404), o termo corresponde à atitude desejável de um analista no tratamento: deve ser neutro com relação aos valores religiosos, morais; evitar dar conselhos, “não entrar no jogo do paciente”, não privilegiar determinadas significações, etc.

No texto Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise é possível ler as orientações freudianas.

Freud (1912) considera contraindicado direcionar ou julgar o paciente e indica uma série de regras para o psicanalista que “se destinam a criar (...) uma contrapartida à regra fundamental da psicanálise” (1969, p.154).

Algumas delas são: manter a atenção uniformemente suspensa diante do relato do paciente, não procurar registrar integralmente o material durante as sessões analíticas, evitar a ambição terapêutica e não se deixar guiar por valores, inclinações e expectativas pessoais."
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💭 Reflexão autoral
📃Recorte do texto: Neutralidade e ato em Freud, Lacan e na clínica contemporânea
✏Autor: Michele Cukiert Csillag; Léia Priszkulnik
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"A angústia tem inegável relação com a expectativa: é angústia por algo. Tem uma qualidade de indefinição e falta de obj...
07/02/2021

"A angústia tem inegável relação com a expectativa: é angústia por algo. Tem uma qualidade de indefinição e falta de objeto "(Freud, 1926/1976, p.189).

O ser humano é um ser desejante. Sempre foi e sempre há de ser. Vivemos pelo desejo, em busca de algo que sempre nos falta.

Buscamos formas de tampar esse peça do quebra-cabeça da vida, mas quando um lado se completa outro se apresenta como incompleto.

A incompletude é o motor da vida do sujeito. Por mais que busquemos, por mais que alcancemos, nunca nos completamos.

Por vezes, depositamos no outro nossas expectativas de realizações, mas logo nos frustramos, ninguém é capaz de completar a alguém.

Essa falta gera-nos angústia, que por sua vez, manifesta-se em forma de ansiedade ou melancolia o que deriva os sintomas psicossomáticos conhecidos, tais quais, insônia, hiperatividade, enxaquecas, dores musculares, choro fácil, sensações de descontrole dos pensamentos e outros.

Existem dois lados da relação do sujeito com a falta, sendo uma delas a entrega total ao destino angustiante e inalcançável, ou como nos mostra Shel Silverstein em sua obra "A parte que falta", que o reconhecimento da incompletude pode nos levar a um nível mais elevado de satisfação com a nossa própria existência.

A falta não está em outra pessoa, nem tão pouco na aquisição de algum bem de valor, muito menos em conquistas profissionais ou sociais, a falta é uma constante que migra de objeto em objeto nos levando a conhecer novos horizontes.

Entender que não podemos esperar dos outros algo para afirmar nossa vida, nem podemos acreditar que somos a solução de alguém já é um começo.
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Com muita satisfação que venho compartilhar o meu artigo publicado na revista CECIERJ de Educação Pública.---
04/02/2021

Com muita satisfação que venho compartilhar o meu artigo publicado na revista CECIERJ de Educação Pública.
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Em 1994, a Declaração de Salamanca tornou-se um marco no Brasil sobre princípios, políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais, definindo que todas as pessoas com deficiências possuem direito e dever da educação em ambientes escolares regulares, o que significa dizer q...

Faz um bom tempo que essa série vem ficando cada vez mais frequente no explorar do meu IG. Me rendi e já estou super env...
26/01/2021

Faz um bom tempo que essa série vem ficando cada vez mais frequente no explorar do meu IG. Me rendi e já estou super envolvida.

This is us, não é o tipo de série com início, meio e fim, é um compilado de histórias, versões e vivências distintas mas unidas.
Trata-se sobretudo de humanização, da fragilidade emocional que cerca o sujeito.

Enquanto assistimos passado e presente dos personagens, somos direcionados pela empatia e de alguma forma nos familiarizamos com algum fragmento do episódio.

Não é sobre romance mas é sobre amor. Não se trata de sonhos, mas da realidade, de como a vida pode transformar e fragmentar pessoas.

Até o momento, o que mais me impressiona é o fato de como nossa vida é tão nossa mas ao mesmo tempo, temos o poder de atravessar a vida e existência de tantas pessoas.

A responsabilização da nossa existência é um imperativo. Uma ficção realista, personagens humanizados e histórias multilaterais, isso é This is us.

Recomendo a todos 😊
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Uma leitura reflexiva, densa e complexa, não pela forma como é escrita, mas pelo seu conteúdo tão profundo que atravessa...
25/01/2021

Uma leitura reflexiva, densa e complexa, não pela forma como é escrita, mas pelo seu conteúdo tão profundo que atravessa o íntimo do leitor.

A insustentável leveza do ser, trata-se de relações, da complexa rede que o ser humano tece na sua existência.
Encontramos uma dialética passional, ao ponto que relacionamentos nos trazem sensações de bem-estar e satisfação, também são responsáveis pela dor e tristeza, causando-nos um peso.

Dessa forma o livro nos convida a refletir o que de fato nos torna pesados na vida e como alcançar a leveza da existência apesar das dores.

"Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”

Questionamentos necessários mas sem respostas imediatas. Peso e leveza ultrapassam a razão e leva o ser humano caminhar por uma busca do eterno,a busca pela incompletude perpetua do ser humano.

Em 1914, Freud nos fala em seu texto Recordar, Repetir e Elaborar, que estamos constantemente repetindo em nossas relações algo da ordem do inconsciente, imperceptível mas real.

Seria aqui o momento de pensarmos como o método psicanalítico permite o sujeito se apropriar da sua repetição não como um erro ou sintoma patológico, mas como caminho para entender o porquê do desejo.

Por meio da repetição encontra-se a elaboração, que no espaço clínico e sob transferência, pode então, encontrar sentido na suposição da leveza, não como verdade absoluta, mas enquanto saída possível para o sujeito.

São reflexões como essa, que o livro nos convida a ter e até mesmo revisitar conceitos psicanalíticos por meio de reflexões filosóficas práticas da vida.
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📚A Insustentável Leveza do ser
✏️Milan Kundera
💭 Comentário meu: Júlia Romualdo
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Como assim??😅 Já seguem minha nova conta?👉 ---
03/01/2021

Como assim??😅

Já seguem minha nova conta?
👉
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Para 2021, buscarei ser mais Essencialista.Você conhece o conceito do Essencialismo?No livro, Essencialismo: a disciplin...
01/01/2021

Para 2021, buscarei ser mais Essencialista.
Você conhece o conceito do Essencialismo?
No livro, Essencialismo: a disciplinada busca por menos, o autor Greg Mckeown nos orienta sobre a constante busca por menos tarefas, ocupações e também relações.
Vivemos em um mundo que demanda demais, energia, trabalho, atenção, e no decorrer das atividades somos inclinados a nos perder. Perder nossas vontades, desejos e opiniões.
Em uma linguagem acessível e didática com exemplos práticos, o autor nos leva a refletir o que de fato temos feito com nosso tempo e vida. Pra que vivemos? Temos um propósito ou estamos apenas no fluxo?
Ser essencialista é saber distinguir o que é realmente importante, é fazer menos mas fazer com propósito.
💬 “Os essencialistas passam o maior tempo possível explorando, escutando, debatendo, questionando e ponderando. Mas essa exploração não é um fim em si. Seu propósito é discernir as poucas coisas vitais das muitas triviais.” (p. 24).
Uma leitura rica e reflexiva.
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📚Livro: Essencialismo
✏ Autor: Greg Mckeown
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Esse não é um texto feliz.---O adeus de 2020 nunca existirá.Esse ano avassalador deixará sequelas.2020 corrompeu família...
30/12/2020

Esse não é um texto feliz.
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O adeus de 2020 nunca existirá.
Esse ano avassalador deixará sequelas.
2020 corrompeu famílias, fragmentou pessoas, entristeceu corações.
2020 foi em grande parte, um ano de despedidas.
Diariamente vimos pessoas virarem números, e números que não paravam de aumentar. Ainda não parou.
Semblantes desfalecidos, milhares de lares choram.
Esse ano o réveillon não terá fogos, não acenderão luzes e tampouco abraçaremos a todos.
Algo falta.
Alguém falta.
Muitos faltam.
Famílias separadas, pessoas hospitalizadas. Alegria apagada.
2020 está se findando, mas também está deixando cicatrizes.
Tentamos nos enganar com a ilusão que no próximo ano teremos a solução. De fato, a ciência pode avançar, mas jamais nos recuperaremos dessa tsunami de vazios criados em 2020.
Nossos profissionais da saúde fazem apelos, imploram por uma consciência coletiva que a cada hora parece se esvair. Estamos nos torando ignorantes ou fingimos não ver o que nos cerca?
O médico chora, implora por uma boa ação, “fica em casa” ele diz, mas pela janela vejo amontoados de pessoas.
Agora beijos e abraços. Mais tarde choro e sofrimento.
Até quando me pergunto?
Quem me dera ter um botão de DELETE.
Quem me dera que 2021 fosse de fato a solução.
Contudo, eu sei, no próximo ano ainda sentirei essa ânsia constante de um mal-estar que insiste perdurar não somente no físico, mas na mente de todos que passaram por 2020.
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✏Texto autoral.
❤️Instagram:
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Deixa eu contextualizar um pouquinho sobre esse novo perfil .A alguns anos, criei o meu primeiro perfil, com o  , onde e...
27/12/2020

Deixa eu contextualizar um pouquinho sobre esse novo perfil .
A alguns anos, criei o meu primeiro perfil, com o , onde eu compartilhava com as pessoas, um pouco da minha vivência retrabalho na clínica, pensamentos embasados na psicanálise e alguns devaneios quando a inspiração vinha a mente. Contudo, ao longo do ano de 2020 tive alguns problemas com o IG e depois de muito tentar sem alcançar solução, decidi (Re)começar uma nova página.
Certamente a insegurança nos alcança diante de novos desafios, mas, o que esse anos de 2020 me ensinou, com certeza é a capacidade de RESILIÊNCIA que existe no ser humano, não é mesmo?
Então, convido você a estar junto comigo nessa nova jornada de reconstrução e significação do PsiAqui.
Desde já, agradeço o carinho de cada um e BEM - VINDOS!🌻

Novo @ :
Link do perfil: https://www.instagram.com/psi_aqui_/
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A publicação do E-book elaborado pelo CRP-RJ sobre as Reflexões e práticas em tempos de pandemia saiu. Tive a felicidade...
12/11/2020

A publicação do E-book elaborado pelo CRP-RJ sobre as Reflexões e práticas em tempos de pandemia saiu. Tive a felicidade em participar desse compilado de reflexões. Vocês podem encontrar meu texto na página 65. :D
Título do texto: Tempo, Cobrança e Felicidade.
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DIREITOS HUMANOS  ESPORTES  EDUCAÇÃO  SUBSEDE SERRANA  CORONAVÍRUS  POLÍTICAS PÚBLICAS  COMISSÃO DE EVENTOS  SOCIOEDUCATIVO  COREP  ASSISTÊNCIA  LAICIDADE  MOBILIDADE  ESTUDANTES  CREPOP  SAÚDE  EMERGÊNCIAS E DESASTRES  MEDICALIZAÇÃO  SUBSEDE BAIXADA  SISTEMA PENITENCIÁ...

Minha alma velha se cansa constantemente da vida Online. Prefiro acreditar no velho dito “ o melhor da vida fazemos offl...
09/11/2020

Minha alma velha se cansa constantemente da vida Online. Prefiro acreditar no velho dito “ o melhor da vida fazemos offline” e desfrutar de momentos verídicos do que cair no ciclo vazio das comparações irreais.
Vejo frequentemente relatos de pessoas que buscam através da exposição certa aprovação e confirmação no modo de viver. A atuação em ser blogueir@, e influencer ultrapassa a linha tênue entre o real e o inalcançável. Me parece que a função principal das redes sociais foi esquecida e distorcida, já não vivemos em um mundo onde busca-se conexões, mas em um mundo que impõe a aprovação por meio das ostentações. Já não importa o que foi necessário ser feito para obter a marca da verificação, ou ainda, os almejados 10K e “arrasta para cima”.
Estamos vivendo uma época estranha. Época em que a quantidade fala mais alto do que a qualidade, onde o contato visual foi esquecido e é preciso enviar um emoji como forma de demonstração de afeto, se é que existe afeto...
Cada vez mais cedo as crianças são expostas a essas pequenas telas luminosas, o touch vem antes do A,B,C, a coordenação motora fina (aquela em que precisamos aprimorar para ter a pega do lápis mais precisa) é deficiente na nova geração, que cresce colecionando likes em vez de amizades.
Me pergunto para onde estará indo a necessidade básica de relacionamentos, se com o passar do tempo acaba-se influenciando números crescente e não seres confidentes. Quiçá se tornará um vazio, uma falta tão intensa que adoece o corpo, não obstante diagnósticos são colecionáveis por detrás de todos esses 15 segundos de glória.

💭Acho que vou patrocinar uma publicação, “o melhor da vida acontece em off”, será que funciona?

(Essa ultima frase foi irônica, ok?!)
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✏Texto autoral.
📷 Imagem original do Pinterest Editada por mim
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Júlia Romualdo

Psicóloga e especialista em Psicanálise e Saúde Mental. Atua na área clínica com crianças jovens e adultos. Possui experiência na clínica com autismo, mediação escolar atuando e desenvolvendo estudos na área.

Conheça mais no site: www.psiaqui.com