10/02/2021
A psicanálise não é uma fórmula de sucesso. Não deve-se buscar uma solução imediata ou respostas óbvias.
Trabalhar com a psicanalise é uma aposta, uma interrogativa que lapida o desejo no discurso.
Fuja de quem promete a cura. Além de impossível é antiético e imprudente.
"Neutralität, neutrality, neutralité, em alemão, inglês e francês respectivamente. Segundo Laplanche & Pontalis (1983, p.404), o termo corresponde à atitude desejável de um analista no tratamento: deve ser neutro com relação aos valores religiosos, morais; evitar dar conselhos, “não entrar no jogo do paciente”, não privilegiar determinadas significações, etc.
No texto Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise é possível ler as orientações freudianas.
Freud (1912) considera contraindicado direcionar ou julgar o paciente e indica uma série de regras para o psicanalista que “se destinam a criar (...) uma contrapartida à regra fundamental da psicanálise” (1969, p.154).
Algumas delas são: manter a atenção uniformemente suspensa diante do relato do paciente, não procurar registrar integralmente o material durante as sessões analíticas, evitar a ambição terapêutica e não se deixar guiar por valores, inclinações e expectativas pessoais."
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💭 Reflexão autoral
📃Recorte do texto: Neutralidade e ato em Freud, Lacan e na clínica contemporânea
✏Autor: Michele Cukiert Csillag; Léia Priszkulnik
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