23/07/2020
Pesquisas mostram que indivíduos com TDAH tem chances maiores de desenvolver obesidade do que pessoas sem o transtorno. O déficit no controle inibitório, as dificuldades de organização (e funções executivas em geral), além dos hábitos de sono ruins podem facilitar o ganho de peso.
Estudos já mostraram que mulheres com TDAH tem duas vezes mais probabilidade de serem obesas, aumentando também a chance de surgirem distúrbios alimentares.
Os medicamentos psicoestimulantes normalmente utilizados para o tratamento do TDAH tem como efeito colateral a diminuição do apetite. Poderíamos pensar que o uso do medicamento seria um fator de proteção para o aumento do peso, mas a retomada do apetite após a duração do efeito da medicação pode ser intensa, levando ao ganho de peso.
Pensando também na química cerebral, pacientes com TDAH tem baixos níveis de dopamina. A dopamina faz parte do sistema de recompensa do cérebro, que nos faz ter uma boa sensação após comermos algo gostoso. Alimentos com altos níveis de açúcar disparam os níveis de dopamina, que pode ser atrativo para pacientes com TDAH, que tendem a preferir recompensas imediatas.
A falta de atenção também pode influenciar na percepção da saciedade. Quando comemos assistindo televisão, ou nos distraindo com outras coisas, tendemos a comer mais, mastigar menos, e ter menos percepção da saciedade enquanto comemos. O mesmo acontece de forma frequente em pacientes com déficit de atenção.
E, então, como você pode ajudar seu filho com TDAH no controle da alimentação?
1) Planeje as refeições com antecedência;
2) Ajude-o a manter uma rotina e regular o sono. O sono regula hormônios, controlando o estresse e a alimentação excessiva por motivos emocionais.
3) Estimule-o a fazer exercícios (pode ser também uma boa forma de regulação para crianças mais hiperativas).
4) Esteja atento à momentos de maior estresse/ansiedade na vida da criança. Acolher e ajudar nesses momentos pode evitar o “comer emocional”.
5) Seja um bom modelo! As crianças aprendem através do exemplo. Não leve o celular à mesa, engaje-se junto a ele em atividades físicas, tenha também uma rotina de alimentação e mostre boa relação com