11/04/2021
Será que não está na hora de começar a repensar as afirmações que ouvimos e reproduzimos desde a infância?
Será que essas mensagens fazem realmente sentido hoje?
Será que seguem uma lógica que já não se encaixa mais na nossa vida?
Será que já não estamos agitados demais, correndo demais, consumindo demais, desperdiçando demais?
Na lógica de se manter uma mente cheia, nos colocamos num padrão de produtividade onde o corpo se transforma numa máquina, onde a racionalidade é mais importante que o sentir...
Podemos observar hoje que uma mente cheia demais é uma oficina de transtornos, de aceleração, agitação de pensamentos, ansiedade, pânico, estresse, doenças diversas.
Até quando iremos nos submeter à essa lógica capitalista, abusiva, predadora, que destrói não só a natureza, mas também nossos corpos e nossos afetos?
Quando estamos cheios demais, não sobra espaço para mais nada. Passamos a sentir menos, a ter menos concentração, menos prazer, menos percepção de quem somos e do que precisamos.
Parece contraditório, mas quanto mais cheia a mente está, menor a possibilidade de se fazer escolhas conscientes, menor a possibilidade de conexão consigo mesmo e com o outro e mais difícil será de nos sentirmos satisfeitos.
Como desacelerar?
Que tal começar prestando atenção na sua respiração, na sua pulsação?
Desacelerar não tem a ver com ser lento. Tem a ver com tomada de consciência e qualidade de contato.
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