14/11/2025
Depois dos 40, o corpo realmente muda. E isso não é sinal de falha, é fisiologia. Há redução natural de massa muscular, alterações hormonais e uma queda progressiva no metabolismo. A partir daqui, alimentação deixa de ser detalhe: ela passa a ser estratégia de preservação de estrutura, vitalidade e autonomia.
Proteína importa sim, mas não isolada. Ela só cumpre o papel quando existe contexto: boa hidratação, carboidratos complexos, micronutrientes de suporte e estímulo muscular. Distribuir proteínas ao longo do dia (ovos, peixes, leguminosas) ajuda o corpo a manter e recuperar tecido. Sem isso, ele começa a retirar de nós o que não entregamos no prato.
Para os ossos, o princípio é o mesmo: cálcio sozinho não resolve. Precisamos também de magnésio, vitamina D e K2 para que esse cálcio seja utilizado de forma eficiente. Folhas verdes, sementes, oleaginosas e sol consciente (ou suplementação adequada) fazem essa engrenagem funcionar de forma eficiente.
Carboidratos continuam essenciais, mas precisamos priorizar versões que liberam energia de forma mais gradual, como aveia, quinoa, leguminosas, raízes e frutas com casca. Eles sustentam saciedade, foco e performance sem picos e quedas bruscas.
E um ponto pouco falado: a sede reduz com a idade. Muitas vezes não é fome… é desidratação. Hidratar bem muda energia, pele, humor e intestino.
Por isso, o ponto aqui não é “comer perfeito”, mas alimentar o corpo de forma inteligente conforme ele muda, para continuar forte, leve e funcionando bem pelas próximas décadas.