07/01/2026
Depois dos 40, o corpo passa a responder de forma diferente às mesmas estratégias alimentares. O metabolismo f**a mais sensível às oscilações hormonais, a resposta à insulina pode mudar e processos inflamatórios se tornam mais frequentes. Nesse contexto, insistir em cortar gordura por medo de engordar costuma gerar mais fome, instabilidade e frustração.
As gorduras de boa qualidade têm papel importante no equilíbrio feminino nessa fase. Elas participam da produção hormonal, auxiliam na absorção de vitaminas, contribuem para maior saciedade e ajudam a dar mais estabilidade ao metabolismo. Quando estão ausentes, é comum observar mais compulsão, menos energia, alterações de humor e maior dificuldade em regular o peso, mesmo com ingestão calórica menor.
A diferença está na escolha. Azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes, linhaça, chia e fontes de ômega-3, como os peixes, favorecem um ambiente metabólico mais estável, ajudam a modular inflamação e apoiam a saúde cardiovascular, que ganha ainda mais relevância ao longo dos anos.
Respeitar o momento do corpo passa por incluir gorduras de boa qualidade com critério e contexto. Elas são fundamentais para o equilíbrio hormonal e metabólico, mas, como qualquer nutriente, quando entram em excesso podem gerar desequilíbrios. O ponto está na escolha, na quantidade e na constância, criando um ambiente mais favorável para composição corporal, bem-estar e estabilidade ao longo dos anos.