Psicologia PatPires

Psicologia PatPires Página destinada à pessoas com interesse em desenvolver inteligencia emocional nos seus relacionamentos do dia a dia.

Quando eu era mais nova, eu tinha  pouco autoconhecimento e MUITAS  certezas.Era o clássico: “quero fazer  isso”, “não é...
28/01/2026

Quando eu era mais nova, eu tinha pouco autoconhecimento e MUITAS certezas.

Era o clássico: “quero fazer isso”, “não é isso”, “é por aqui e ponto”.
Convicção eu tinha de sobra, consciência…nem tanto.🤫

Hoje é o oposto.
Tenho muito autoconhecimento… e poucas certezas.

Quero tanta coisa, enxergo tantos caminhos, às vezes completamente diferentes. É como se o mundo tivesse f**ado maior, e eu também.

E sigo assim: andando, testando, errando, acertando, aprendendo.

Mas uma certeza eu tenho: quanto mais eu me conheço, mais liberdade eu tenho.

Liberdade pra escolher pra onde eu vou, de onde eu saio
e quem eu deixo de ser no meio do caminho.

Porque autoconhecimento não entrega todas as respostas, mas vira bússola.
Dá norte.
E quando você se perde, você não f**a mais “desnorteada”.

E isso, olha… já dá uma segurança danada pra seguir em frente.

Uma vez eu estava na rua com uma amiga e a filha dela. Começou a chover. Nada demais. De repente, um raio lá longe.Na ho...
13/01/2026

Uma vez eu estava na rua com uma amiga e a filha dela. Começou a chover. Nada demais. De repente, um raio lá longe.

Na hora, a menina travou. Nervosa, começou a tremer assustada com aquela chuvinha boba.

Perguntei:
— O que aconteceu?

Ela respondeu:
— Eu morro de medo de trovão. (não estava trovoando)

Perguntei pra minha amiga:
— Aconteceu alguma coisa com vocês?

Ela disse:
— Com ela não.

Foi então que a menina contou que tinha ouvido a história de uma árvore que caiu com um raio no quintal da avó e alguém PODIA ter morrido.

A cena se fechou ali pra mim!

A menina nunca viveu o trauma. Mas… viveu o susto/medo da avó, que passou pra mãe, que passou pra ela.

Trauma não se transmite por genética, obviamente. Isso é psicologia sistêmica pura.

“Trauma não é o que acontece com você. Mas sim o que você faz com o que acontece dentro de você.”

Muitas dores nem começaram na gente.
Muitos medos não nasceram na nossa história. São padrões, as vezes invisíveis, que atravessam gerações como uma herança que você não pediu para herdar.

Somos moldados no ambiente que vivemos.

Nos gritos
Nos silêncios
Nos medos
Na falta de acolhimento
Na ausência de informação

Que me desculpe o ditado popular: “Faça o que eu digo, não faça o que faço.”

Apenas devolvo com outro:
“A palavra convence. Mas é o exemplo que arrasta.”

Crianças não aprendem com o que dizemos. Aprendem com quem somos.

Isso é ruptura de ciclos.
Isso é saúde mental.

Podemos escolher o que para em nós e o que segue adiante

Podemos escolher transmitir traumas, assim como:

Coragem
Afeto
Respeito
Amor
Ética

A maioria desses valores não se discursa, se vive.

A melhora não vem de esquecer nem de apagar o passado. Vem de escolher conscientemente o que continua… e o que finalmente vai parar em você.

Pergunte-se:
“O que eu herdei que não faz sentido?” e “o que eu quero passar adiante?”

Hoje faço meio século e escolho, com toda certeza, não repetir o que não me pertence mais.🎈

06/01/2026

Qual a sua idade?

A cultura de hoje não lida bem com o sumiço.Quem some vira suspeito. Quem se afasta vira problema. Vira um diagnóstico.V...
05/01/2026

A cultura de hoje não lida bem com o sumiço.
Quem some vira suspeito.
Quem se afasta vira problema. Vira um diagnóstico.

Vivemos na lógica da presença constante.
Tem que estar online, disponível, respondendo, explicando.
Se não aparece, incomoda.

A ausência angustia porque escancara uma verdade meio indigesta:
muitos vínculos não se sustentam em relação. Não é encontro, é voyeurismo.

Incomoda porque quebra o pacto narcísico (silencioso) em que todo mundo olha e quer ser olhado de volta.

O mundo atual não lida bem com o sumiço.Quem some vira suspeito. Quem dá um tempo das redes vira patologia, diagnóstico....
04/01/2026

O mundo atual não lida bem com o sumiço.
Quem some vira suspeito. Quem dá um tempo das redes vira patologia, diagnóstico.

Vivemos na lógica da presença constante.
Tem que estar online, disponível, respondendo, explicando.
Se não aparece, incomoda.

Incomoda porque quebra o pacto narcísico (silencioso)
em que todo mundo olha e quer ser olhado de volta.

A ausência angustia porque escancara uma verdade meio indigesta:
muitos vínculos não se sustentam em uma relação. Não são conexões.

São voyeurismo. 👀

“Quando estou muito quieta por fora, é porque dentro de mim alguma coisa grita. E eu preciso me ouvir.”— Clarice Lispect...
04/01/2026

“Quando estou muito quieta por fora, é porque dentro de mim alguma coisa grita. E eu preciso me ouvir.”

— Clarice Lispector

Mais um ano que a Patrícia  do presente  recebe uma carta digital da Patricia do passado.Mais um ano que a Patrícia  do ...
31/12/2025

Mais um ano que a Patrícia do presente recebe uma carta digital da Patricia do passado.

Mais um ano que a Patrícia do presente, que é hoje, manda uma cartinha para a Patrícia do futuro, que será amanhã.

Eu gosto de ser surpreendida em dezembro. Pra mim, um período de recapitulações e esperança, que sempre vêm com uma áurea de novo ciclo.

Você pode ir no site futureme.org ou apenas abrir teu e-mail, escrever-escrever-escrever e programar o envio para uma data no ano que vem.

Recomendo 💫

A memória nunca é neutra.Se você se lembra de algo, é porque, em alguma instância, aquilo te tocou.Apesar de não ser psi...
27/12/2025

A memória nunca é neutra.
Se você se lembra de algo, é porque, em alguma instância, aquilo te tocou.

Apesar de não ser psicanalista de formação (sou apenas uma entusiasta) Freud já nos ensinava que lembramos daquilo que, para nós, tem relevância. O que toca a gente por dentro f**a gravado.

Não é sobre capacidade cognitiva, é sobre interesse.

E aqui faço um recorte pessoal: Pessoas interessantes são, quase sempre, pessoas interessadas.

Por isso, quando alguém se lembra de um detalhe seu: um gosto, uma mania, um gesto, uma palavra, não veja apenas como demonstração de atenção ou como sinal de “boa memória”.

Lembrar exige presença.
Exige ter estado ali de verdade no momento do encontro.

Quando alguém se lembra de algo seu, está dizendo, ainda que sem palavras:
“Você ocupou um lugar na minha psique.”

Lembrar é algo íntimo, não dá pra fingir. Não há performance sustentada na memória.

Dizer “eu te amo” é uma declaração de amor.

Lembrar, é prova.

Simples assim
24/12/2025

Simples assim

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Rio De Janeiro, RJ

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