Bruna Rafaele

Bruna Rafaele Psicanalista especialista em Saúde Mental. Escritora por hobby. Siga também no Instagram: brunarafaele.oficial.

15/02/2026

A misoginia está cada vez mais intensa na sociedade e trazendo com isso homens ocupando o papel de "vítimas da sociedade" e recenbendo o apoio de mulheres. Não é vítima quem mata, principalmente seus próprios filhos para punir sua ex-esposa, mesmo que depois tenha se suicidado.

Como se pode dosar o ódio à mulher nesse episódio da vida real? Um crime para gerar suposta vingança por sua ex-esposa ter lhe traído? A articulação com a misoginia permeia a carta de suicídio em que o autor dos crimes acreditava ser "justificável" seus atos, colocando a culpa deles na mulher.

Medeia, uma figura mitológica grega que Lacan trabalhou muito bem em sua obra, para ae vingar de seu marido fez algo semelhante - mas na mitologia, ou seja, na ficção - não é algo concreto, justamente para demonstrar ao ser humano o que há de limite entre o que é ético e antiético.

Quando soube que mulheres assim como homens defendem o pai e atacam a mãe das crianças não me surpreendeu, por saber o quanto há de fanatismo político na atual sociedade, em que está autorizado falar abertamente de ódios e ter práticas violentas, sem nenhum tipo constrangimento, nem interdição porque as pessoas não enxergam isso como crime.

Espero que haja o cumprimento de leis para combater crimes dentro e fora do contexto da internet, porque está ficando cada vez pior ver as notícias do quotidiano.

13/02/2026

Recentemente, em uma atividade de grupo, tive o prazer de ouvir sobre o que se faz quando se recebe ódio de alguém e foi uníssona a opinião de responder com ódio, provocações, entre outras reações que o ódio gera de fato. O que demonstra uma atividade ainda muito ligada ao universo infantil, de quem ainda não superou algum trauma da sua infância.

O ódio gera afastamento e repulsa e pessoas odiosas exprimem isso o tempo todo, mesmo que tentem disfarçar. Elas amam? Sim, a si mesmas e almejam o destaque social passando por cima dos outros, desrespeitando a humanidade alheira, acreditando que ascender socialmente só pode ser a partir disso, porque sabem que não têm potencial para ter admiração, nem amor dos outros.

É interessante pensar sobre esse assunto em termos psicanalíticos se estes sujeitos de fato se amam, porque se eles se amassem, não seriam tão repulsivos ao ponto de saber cativar pessoas por conquistarem o amor delas e amá-las.

Quem ama não ama por interesse. Isso também é importante ser levado em consideração. Podemos amar por admiração dos valores que o outro têm, já o fascínio é outro sentimento e pode ser perigoso.

Sei que é extremamente difícil não tomar atitudes extremas quando nos vemos em frente ao extremismo de outrem, dar limite é necessário e a agressividade é entendida até como uma reação do ser humano em prol de sua vida, quando passa por uma situação em que se sente ameaçado.

Por isso que a agressividade está associada à pulsão de vida, não à de morte que é associada às compulsões, por exemplo.

Viver é mais do que necessário e quando o sujeito se defende de um ataque ostensivo contra sua integridade, ele precisa se defender de algum modo e cada um tem a sua reação.

11/02/2026

Em tempo: É necessário pensar sobre o porquê de tanta necessidade de querer devorar seu passado, não? É preciso o controle do outro para amar?

06/02/2026

Ops!

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