Linfopedia Você sabe o que é Linfoma? Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e Sim, o Linfoma pode ser curado.

Neste espaço vamos conversar e tirar dúvidas sobre suas características e seu tratamento.

27/03/2026

“O que fazer quando o mieloma múltiplo recai? Quais os principais avanços para esses casos?”

Quase fechando o mês de conscientização sobre o mieloma, deixo aqui a resposta para esta pergunta que chegou numa caixinha.

Aperte o ▶ e confira!

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

O diagnóstico do Mieloma Múltiplo é notoriamente desafiador devido a uma série de fatores que envolvem a natureza da doe...
25/03/2026

O diagnóstico do Mieloma Múltiplo é notoriamente desafiador devido a uma série de fatores que envolvem a natureza da doença e suas manifestações clínicas:

♦️ Sintomas iniciais vagos e inespecíficos e similares a outras doenças;

Sintomas como a fadiga, dores ósseas e infecções recorrentes são comuns a muitas outras condições médicas. E a semelhança com os sintomas de outras doenças, como osteoporose, artrite e outras doenças hematológicas muitas vezes dificulta o diagnóstico, pois os pacientes são tratados para essas condições antes de uma avaliação mais aprofundada sugerir Mieloma Múltiplo.

♦️ Apresentação assintomática nas fases iniciais;

Isso retarda ainda mais o diagnóstico.

♦️ Heterogeneidade da doença;

Há variações significativas nas manifestações clínicas de paciente para paciente. Isso significa que não existe um "padrão" claro de apresentação, o que complica a suspeita inicial pelos profissionais de saúde.

♦️ Necessidade de exames laboratoriais específicos e complexos como:

🩺 Eletroforese de proteínas séricas e urinárias;
🩺 Biópsia de medula óssea;
🩺 Estudos de imagem.

Estes te**es não são comuns na rotina de exames gerais, o que pode levar a um atraso significativo até que o diagnóstico correto seja estabelecido.

♦️ Necessidade de alta suspeição clínica por parte dos médicos.

Além das razões acima, é importante destacar que os profissionais de saúde devem estar atentos e considerar o Mieloma Múltiplo como uma possibilidade em pacientes com sintomas sugestivos persistentes, especialmente aqueles com fatores de risco como idade avançada e histórico familiar de doenças hematológicas.

O diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz e a melhoria dos resultados dos pacientes.

Por tudo isso, é fundamental aumentar a conscientização sobre os desafios do diagnóstico e promover uma abordagem multidisciplinar para a avaliação dos sintomas inespecíficos.

Você que lida com o mieloma, qual é o seu maior desafio no diagnóstico da doença? Me conte nos comentários.

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

Sempre encontrei na filosofia e na literatura um espaço de reflexão que complementa a prática técnica. Em 2025, um livro...
24/03/2026

Sempre encontrei na filosofia e na literatura um espaço de reflexão que complementa a prática técnica. Em 2025, um livro me marcou de forma especial: Em Busca de um Mundo Melhor, de Karl Popper.

Popper, um dos grandes filósofos da ciência do século XX, defendia que o conhecimento não avança acumulando certezas absolutas, mas reconhecendo e corrigindo erros. Seu conceito de falseabilidade propõe que uma teoria só é verdadeiramente científica se puder ser testada e, se necessário, refutada por novos fatos.

Trazer essa lógica para o consultório de onco-hematologia não é apenas um exercício intelectual. É um compromisso ético.

Na Medicina contemporânea, o “sempre fizemos assim” já não basta. Vivemos uma era de biologia molecular acelerada e inovação constante. Protocolos se atualizam, evidências se acumulam, e o que era padrão há poucos anos pode ser revisto à luz de novos dados e estudos.

A ciência médica é viva. Ela se aprimora quando aceitamos que nossas hipóteses são provisórias e que podem (e devem) ser questionadas. Somos profissionais treinados para fazer boas perguntas, interpretar evidências em contexto e decidir com responsabilidade.

Isso também se reflete nas relações profissionais do médico. Parcerias éticas só fazem sentido quando a pergunta científica e o benefício real ao paciente vêm antes de qualquer interesse secundário. Transparência e revisão crítica constante são pilares da excelência.

Buscar um mundo melhor, como sugere Popper, começa com a honestidade de reconhecer os limites do conhecimento atual, para que possamos construir o próximo passo com rigor e humanidade.

A dúvida metódica não é insegurança. É uma forma de cuidado.

Talvez a boa ciência seja justamente isso: decidir com base em evidências sólidas, mas permanecer aberta ao novo. Assim que a Medicina se mantém fiel ao seu propósito maior: servir à vida.

Você já se permitiu revisar uma conduta diante da inovação?

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
CRM 52-49052-5 | RQE 30636 / 30637

20/03/2026

O De Carona com a Doutora da semana traz um assunto de extrema importância no momento: a falta do ciclofosfamida.

Vamos comigo entender tudo isso? 🚗🚗🚗

⚠️ Aviso sobre o vídeo: os últimos minutos ficaram sem som por uma falha na gravação. Por isso, deixo aqui o complemento do que eu explico no final do De Carona com a Doutora de hoje.

O tema do vídeo é muito sério: a falta de ciclofosfamida, um quimioterápico essencial usado há décadas em protocolos de tratamento oncológico e onco-hematológico. A indisponibilidade dessa medicação já está impactando diretamente a condução de tratamentos no Brasil, tanto no SUS quanto na saúde suplementar.

Nos minutos finais (que ficaram sem áudio), eu comentava que sociedades médicas como a ABHH, SBTMO e SBOC elaboraram documentos técnicos com recomendações emergenciais para adaptação de protocolos, justamente para tentar evitar prejuízo aos pacientes durante esse período de desabastecimento. Deixei o print dele ao final do vídeo.

Essa situação expõe uma vulnerabilidade importante do sistema: depender de um único fabricante para uma medicação fundamental pode comprometer tratamentos potencialmente curativos.

Assista ao vídeo para entender o contexto completo e, se tiver dúvidas, deixe nos comentários. Esse é um tema que precisa ser discutido

Dra. Adriana Scheliga
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Durante décadas, o diagnóstico de leucemia linfocítica crônica (LLC) vinha acompanhado de uma expressão que eu sempre co...
17/03/2026

Durante décadas, o diagnóstico de leucemia linfocítica crônica (LLC) vinha acompanhado de uma expressão que eu sempre considerei pesada: observar e esperar.

Para o paciente, esse hiato gerava angústia, como se estivéssemos apenas assistindo à doença progredir sem intervenção. Hoje, a Hematologia nos permite trocar a espera por um monitoramento inteligente e o “quando tratar” agora está na biologia oculta da célula, desde que haja indicação de tratamento.

Importante destacar que, de acordo com as diretrizes da iWCLL (International Workshop on Chronic Lymphocytic Leukemia), a análise molecular só deve ser solicitada quando o paciente apresentar critérios claros de indicação. Não é recomendado realizar esses te**es sem indicação.

No momento de tratar, as alterações moleculares são o que ditam o comportamento da doença e a escolha da terapia mais adequada. Entendê-las é o que separa o sucesso terapêutico de uma estratégia obsoleta. Temos desfechos mais humanos e precisos, integrando indicadores de qualidade de vida, fadiga e capacidade funcional ao rigor da doença residual mínima (DRM).

Essa segurança de informações genômicas nos permite prever quem tem maior risco de progressão precoce, respeitando o momento certo. E nos dá o poder de planejar intervalos de consulta modulados pelo risco real e discutir terapias-alvo, como os inibidores de BTK e BCL-2 com mais previsibilidade.

Para quem cuida, o hemograma conta apenas parte da história. Para quem vivencia o diagnóstico, o recado é que, na LLC, a melhor decisão muitas vezes não é tratar de imediato, mas acompanhar com precisão até que surja indicação clara. É aí que a análise molecular entra para guiar a conduta com segurança.

O fim da vigilância acontece quando substituímos o medo do desconhecido pela clareza, na hora certa.

Se você recebeu o diagnóstico de LLC e sente a angústia da espera, saiba que a ciência já nos permite “vigiar com inteligência”, respeitando diretrizes internacionais. Ótima notícia, não é? 💜

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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14/03/2026

Este foi o De Carona com a Doutora da semana. Eu explico com muitos detalhes como é a primeira consulta de um paciente com linfoma.

Vamos comigo de carona neste final de semana? 🚗🚗🚗

Aperte o play e confira!

Dra. Adriana Scheliga
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Curar o Linfoma de Hodgkin é, sem dúvida, um dos grandes triunfos da Oncologia moderna. Contudo, ao observar pacientes q...
10/03/2026

Curar o Linfoma de Hodgkin é, sem dúvida, um dos grandes triunfos da Oncologia moderna. Contudo, ao observar pacientes que tratei há 10 ou 20 anos, percebo que a remissão biológica é apenas metade da história.

O verdadeiro desafio atual é o que chamamos de Oncologia de Sobrevivência (também conhecida como “survivorship oncology” ou simplesmente “survivorship” em inglês). A toxicidade tardia é um espectro que pode surgir décadas após o fim da quimioterapia ou radioterapia, e não dá para negligenciar esse fato na nossa prática clínica. Não basta entregar um PET-CT negativo hoje; é preciso garantir a saúde sistêmica desse paciente em 2045.

Por isso, a nossa estratégia mudou para o que chamamos de terapia adaptada por imagem, onde calibramos a intensidade do tratamento de acordo com a resposta precoce, buscando sempre o menor custo biológico sem abrir mão da eficácia.

Essa nova fase da Oncologia exige que o acompanhamento pós-cura seja ativo e estruturado. O plano de cuidados deve incluir um rastreio cardiológico e pulmonar rigoroso para quem foi exposto a agentes tóxicos, além de um monitoramento endócrino e de fertilidade que deve integrar a rotina desde o primeiro dia após a alta.

Em mulheres tratadas jovens, o rastreamento mamário personalizado torna-se um pilar inegociável. A cura integral, portanto, exige um olhar multidisciplinar que conecte a Hematologia à Cardio-Oncologia e ao suporte psicossocial, acolhendo a ansiedade de recidiva e a reinserção social do sobrevivente.

A Oncologia de sobrevivência não é um acessório, é a nova linha de base da nossa excelência. A vitória sobre o câncer só é completa quando entregamos um futuro com plenitude, onde o tratamento não se torne o novo protagonista da história clínica de quem confiou em nosso trabalho.

Como você tem planejado o seguimento de longo prazo dos seus pacientes para mitigar esses riscos tardios?

Vamos conversar sobre o "capítulo depois da remissão" nos comentários. 💜

Dra. Adriana Scheliga
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Todo ano esse evento se consolida como um dos mais importantes da hematologia brasileira: um espaço onde ciência de pont...
06/03/2026

Todo ano esse evento se consolida como um dos mais importantes da hematologia brasileira: um espaço onde ciência de ponta encontra a medicina que realmente transforma vidas.
Com o tema “Raízes que conectam ciência. Medicina que muda vidas.”, o Haimatus reúne especialistas de todo o país para discutir os avanços que estão mudando o futuro dos pacientes.
E eu, mais uma vez, tenho a honra de voltar como moderadora do módulo de LLC! ❤️
Mal posso esperar para compartilhar conhecimento, trocar experiências e aprender com os melhores.
Quem mais vai estar lá esse ano? Me conta nos comentários! 👇

Em minhas viagens e estudos, observo que frequentemente buscamos a cura em fórmulas moleculares sofisticadas, enquanto n...
06/03/2026

Em minhas viagens e estudos, observo que frequentemente buscamos a cura em fórmulas moleculares sofisticadas, enquanto negligenciamos os pilares fisiológicos fundamentais.

O sono é, talvez, o mais subestimado deles. Dormir não é um hiato na produtividade ou um mero descanso para a mente, mas sim o momento em que a farmácia interna do nosso corpo entra em operação.

Na Onco-Hematologia, a privação de sono atua como uma sabotadora silenciosa que reorganiza o sistema imune e eleva marcadores inflamatórios justamente quando o organismo mais precisa de estabilidade.

A rotina moderna normalizou viver cronicamente com menos repouso do que o necessário, mas o preço é pago em silêncio, célula por célula.

Para quem enfrenta um tratamento oncológico ou está na fase de acompanhamento de longo prazo, o sono profundo é o turno noturno dedicado ao reparo do DNA e à consolidação da memória imunológica. Quando esse ciclo é interrompido, enfrentamos um combo biológico perigoso: desregulação do cortisol, piora da fadiga e resistência insulínica.

Como médica, entendo que o tratamento de vanguarda deve caminhar lado a lado com o respeito à nossa biologia mais profunda. Sem o descanso restaurador, até a terapia mais sofisticada encontra barreiras no microambiente inflamatório do corpo. A higiene do sono, portanto, não é um detalhe de estilo de vida, mas uma prescrição médica rigorosa.

Nenhuma tecnologia supera a combinação básica de escuridão, regularidade e tempo suficiente. Respeitar o tempo de repouso do seu corpo é a fundação de qualquer processo de cura sustentável, pois o seu sistema imune entende essa linguagem biológica melhor do que qualquer aplicativo ou suplemento.

Dormir bem não é uma concessão à preguiça, é parte ativa e essencial do seu plano terapêutico.

Se você está em tratamento ou acompanhamento, como tem sido a qualidade do seu descanso? Na sua última consulta, o sono foi tratado como um dado biológico ou apenas como um detalhe?

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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05/03/2026

No De Carona com a doutora dessa semana, a conversa foi sobre linfoma folicular, um dos linfomas mais comuns em adultos.

Durante muitos anos, essa doença foi considerada incurável. Porém, os avanços no tratamento e novas análises de longo prazo estão trazendo reflexões importantes.

No vídeo, explico os resultados do estudo SWOG S0016, que acompanhou pacientes por 15 anos e levanta uma pergunta interessante: será que alguns casos de linfoma folicular podem, de fato, ser curados?

👉 Assista ao vídeo para entender melhor esse estudo e o que ele pode significar para o futuro do tratamento. Depois me conte nos comentários: você já tinha ouvido falar sobre linfoma folicular?

Vamos comigo? 🚗🚗🚗

Dra. Adriana Scheliga
MÉDICA - Hematologista | Oncologista
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Iniciando o mês Março Borgonha, trago uma reflexão necessária para conscientizar sobre o impacto vital das escolhas inic...
02/03/2026

Iniciando o mês Março Borgonha, trago uma reflexão necessária para conscientizar sobre o impacto vital das escolhas iniciais no Mieloma Múltiplo.

No xadrez clínico desta neoplasia, a abertura define o xeque-mate. Não existe "segunda chance" para uma primeira linha mal planejada. O tratamento inicial não é um ensaio ou um rascunho; ele é o capítulo que reescreve todos os outros.

Na era das terapias com 3 ou 4 dr**as e das terapias celulares, o Mieloma não pode mais ser encarado como uma linha infinita de esquemas em sequência. Quando essa janela inicial é desperdiçada por inércia terapêutica ou falta de acesso, cada recidiva tende a ser biologicamente mais complexa, agressiva e menos sensível.

O objetivo moderno transcende a remissão clínica superficial. O veredito da Hematologia é a busca pela negatividade da Doença Residual Mínima (DRM). Alcançar a DRM negativa significa silenciar a doença em um nível tão profundo que as chances de uma vida longa e com autonomia aumentam drasticamente.
É a diferença entre apenas controlar sintomas e planejar um futuro onde os projetos do paciente não sejam interrompidos.

Desenhar essa trajetória exige orquestrar sequência e intensidade com olhar clínico apurado. Precisamos considerar o risco citogenético e a fragilidade funcional de cada indivíduo, garantindo que as terapias de vanguarda, como os CAR-T e biespecíficos, permaneçam como planos de resgate robustos, e não como tentativas desesperadas após uma indução subótima.

Escolher o tratamento inicial é um ato de responsabilidade com o tempo de vida de quem confia em nós. Se você escolheria hoje para seu paciente de primeira consulta o mesmo esquema que escolheria há dez anos, talvez seja o momento de revisitar a literatura. Na medicina de precisão, o primeiro movimento precisa ser o mais inteligente.

Isso faz sentido para você? Compartilhe sua percepção nos comentários.

E se você é paciente ou familiar de alguém com mieloma envie este post para que entendam por que o começo do tratamento é tão decisivo. 💜

Dra. Adriana Scheliga
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