30/06/2022
As sequelas do coronavírus podem afetar a qualidade de vida e até ameaçar a vida. Em estudos, até 80% dos recuperados sentem ao menos um sintoma até seis meses depois do fim da infecção.
A queda de cabelo se encontra em 5ª posição entre as principais manifestações pós COVID-19, acometendo 25% dos pacientes. Ou seja, a cada 4 infecções, 1 paciente sofrerá com eflúvio telógeno agudo (ETA). Vale ressaltar que essa queixa é mais comum entre as mulheres e pacientes negros.
O ETA é uma queda não-cicatricial, ou seja, o folículo volta ao ciclo capilar normalmente após a queda de um fio - significa que outros estão nascendo, e não é uma manifestação exclusiva do covid (assunto para outro post).
No caso da Covid-19, a fase anágena, responsável pelo crescimento, passa para a telógena, havendo a predisposição à queda. Esse problema pode ocorrer durante ou após a infecção.
Até o momento ainda não possuímos um tratamento bem estabelecido, mas o ETA é um evento autolimitado, ou seja, vai passar sozinho.
Como sempre falo aqui, tempo é cabelo, procure por um profissional que seja capaz de diagnosticar corretamente, porque pode não ser simplesmente um eflúvio telógeno.
Referência: Lopez-Leon, S., Wegman-Ostrosky, T., Perelman, C. et al. More than 50 long-term effects of COVID-19: a systematic review and meta-analysis. Sci Rep 11, 16144 (2021).
Dr. Henrique Dutra
CRBM 46509