17/12/2015
Conhecendo um pouco mais de Criolipólise
Cientistas pesquisadores da Universidade de Harvard, detentores do método de criolipólise, perceberam que crianças que tomavam muito sorvete tinham mais covinhas que aquelas que não tinham este hábito. A partir disso resolveram estudar o efeito do gelo no organismo e descobriram que, em contato com temperaturas muito frias, ocorria a morte celular.Com base nesta premissa, as células de gordura são mais facilmente danificadas pelo resfriamento do que as células da pele, aplicando temperaturas baixas para o tecido através de condução térmica. Os estudos mostraram que o tecido adiposo que é resfriado abaixo da temperatura corporal sofre morte celular localizada seguido por uma resposta inflamatória local, que, ao longo de dois meses, promove a redução das células de gordura.
Acredita-se que o equipamento induz uma paniculite lobular (inflamação do tecido subcutâneo) causando a cristalização dos lipídeos nos adipócitos, induzindo a apoptose dessas células, o que estimula o aparecimento do infiltrado inflamatório inicial e posteriormente a fagocitose por macrófagos.
Essas alterações nas células podem ser notadas histologicamente após o segundo dia de tratamento onde já podemos encontrar infiltrado inflamatório misto, composto de neutrófilos e células mononucleares.
Após a primeira semana da aplicação o infiltrado se torna mais denso e observa-se importante paniculite lobular. Nesta primeira semana os sinais clássicos como dor, rubor, calor e edema podem estar presentes. A dor pode ser controlada a base de analgésicos, se houver necessidade.
Até os 15 primeiros dias o infiltrado atinge seu pico máximo. Neste momento, os adipócitos estão envolvidos por histiócitos, neutrófilos, linfócitos e outras células mononucleares.
Nos próximos 30 dias o infiltrado ira se tornando monocelular, mais característico de um processo de fagocitose. Os macrófagos começam a fagocitar e digerir os adipócitos apoptóticos, facilitando sua eliminação.
Finalmente, os lóbulos de tecido subcutâneo diminuem de tamanho e os séptos fibrosos constituem o maior volume do tecido subcutâneo. Clinicamente isso corresponde a diminuição da camada de gordura. Outras justificativas para esse mecanismo de ação seria a oxidação e morte celular decorrente da vasocontricção causada pelo frio e a alterações que ocorrem nas proteínas de superfície dos adipócitos, quando submetidos ao frio, que não conseguem ressintetizar-se sofrendo apoptose e morte prematura das células. A comprovação dessa apoptose é demostrada por estudos imuno histoquímicos que revelam a presence de caspase-3 (enzima) na área da aplicação. Um importante marcador da apoptose (morte celular programada).
As vias de eliminação ainda não foram bem estabelecidas. Supoe-se três vias: A primeira , através do sistema linfático. A segunda, através do fígado, onde a gordura e os restos celulares são metabolizados e eliminados pelas fezes e a Terceira, seleciona uma pequena quantidade para ser reaproveitada para formar hormônios se***is. Embora este mecanismo ainda não esteja totalmente explicado.
Exatamente pelo fato dos adipócitos serem fagocitados, a liberação local de gordura é desprezível, quase não havendo liberação local de gordura, o que torna o procedimento bastante seguro, mesmo em indivíduos com algum grau de comprometimento hepático.
A gordura permanence sequestrada dentro do adipócito até serem digeridas e varridas pela inflamação natural que ocorre no local da paniculite.
É indicada para áreas pequenas onde há bolsas de gordura localizada, como aquelas resistentes que insistem em ficar, mesmo quando o paciente faz muita atividade física e dieta. O equipamento elimina até 30% da gordura em um período de 2 meses após a primeira sessão. A flacidez tecidual avançada é um fator que contraindica a sua aplicação.
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