08/11/2025
Hoje, nosso pequeno Emanuel perdeu seu primeiro bichinho de estimação: um peixinho beta.
Temos uma cachorrinha, mas a Luna não é considerada um animal de estimação — ela é a irmã mais velha.
Quando Emanuel ganhou o peixinho de aniversário do nonno e da tia Tê, disse que foi o melhor presente do mundo. Cuidou muito bem do então chamado Todinho.
Hoje, ele foi dar comida e percebeu que Todinho não se mexia. A reação inicial foi perguntar se ele “tinha ido”. Com carinha triste, disse: “Ah, tudo bem, era só um peixe.” Pegou-o, colocou-o em sua mão e, num primeiro momento, não demonstrou muita tristeza.
Mas, quando permitiu cair a primeira lágrima, não conseguiu mais parar de chorar. Chorou, chorou e chorou. Quis fazer todo o processo da despedida. Arrumou tudo, mas não conseguia dizer as últimas palavras nem escrever o bilhete.
Essa semana, Emanuel teve algumas notícias sobre morte, e hoje o peixinho morreu.
Só quis compartilhar porque senti, na pureza do seu choro, o luto, a tristeza sincera, o se entregar a algo ainda pouco vivido por ele.
Na verdade, senti compaixão — e alegria — de vivenciar esse momento. Sem indignação, compreendendo tudo: que cuidamos muito bem dele, que peixes assim vivem pouco, e que os bichinhos morrem cedo.
Mas foi tristeza. Tristeza de se despedir.