28/03/2026
Tem atendimentos que são diferentes.
Não pela gravidade.
Não pela complexidade.
Mas porque, no meio da fala do paciente…
alguma coisa em voçê reconhece.
Ele fala…
e cada frase parece abrir uma gaveta da sua própria história.
E voçê pensa, bem baixinho:
“Isso eu conheço.”
A gente estuda anos.
Teoria. Técnica.
Aprende a manejar casos....
Mas tem coisa que não está em livro nenhum.
Tem dor que a gente só entende
porque já atravessou.
Tem paciente que chega contando uma perda…
e voçê lembra da sua.
Fala de ansiedade…
e seu corpo reconhece
É desafiador?
Muito.
E ali existe um risco —
se fechar.
Mas existe também uma potência enorme.
Porque tem dores que a gente só compreende com profundidade
não porque leu sobre elas…
Mas porque viveu.
A experiência não substitui a técnica.
Mas afina a escuta.
A nossa história pode ser gatilho.
Mas pode ser ponte também.
Se isso já aconteceu contigo no consultório,
talvez seja hora da gente falar sobre essas experiências que também nos atravessam.