NGH Núcleo de Gastroenterologia e Hepatologia
Clínica multidisciplinar focada em saúde digestiva e bem-estar.

🔬 Você sabia que nem toda intolerância à lactose é permanente?Existe um tipo chamado intolerância à lactose secundária, ...
13/03/2026

🔬 Você sabia que nem toda intolerância à lactose é permanente?

Existe um tipo chamado intolerância à lactose secundária, que acontece quando o intestino sofre alguma agressão e passa a produzir menos lactase, a enzima responsável por digerir a lactose.

O que pode causar?

Diversas condições que lesionam a mucosa intestinal podem levar à redução temporária da lactase, como:

• Disbiose intestinal
• Supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO)
• Doença celíaca
• Gastroenterites infecciosas
• Doenças inflamatórias intestinais
• Uso de alguns medicamentos

Quando a lactase diminui, a lactose não é digerida adequadamente e chega ao cólon, onde é fermentada por bactérias.

Sintomas mais comuns

Após ingestão de leite ou derivados, podem ocorrer:

• distensão abdominal
• gases
• dor abdominal
• diarreia
• sensação de estufamento

Tem cura?

📚 De acordo com a literatura médica, a intolerância à lactose secundária pode ser reversível.

Quando a doença de base é tratada e a mucosa intestinal se recupera, a produção de lactase pode voltar ao normal ou melhorar significativamente.

Por isso, o mais importante não é apenas retirar a lactose da dieta, mas investigar a causa do problema intestinal.

🩺 Identificar a causa correta permite um tratamento mais direcionado e eficaz.

07/03/2026
A esteatose hepática (gordura no fígado) é um achado relativamente comum nos exames de rotina. Estima-se que ela esteja ...
04/03/2026

A esteatose hepática (gordura no fígado) é um achado relativamente comum nos exames de rotina. Estima-se que ela esteja presente em cerca de 25% a 30% da população mundial. Em pessoas com obesidade, essa prevalência pode chegar a 70%, e em pacientes com diabetes tipo 2 pode ultrapassar 60%.

As principais causas incluem:
• Obesidade e gordura abdominal
• Resistência à insulina
• Diabetes tipo 2
• Dislipidemia
• Síndrome metabólica
• Consumo excessivo de álcool

Na maioria das vezes, a esteatose não causa sintomas. Porém, em parte dos pacientes, pode evoluir para inflamação do fígado (esteato-hepatite) e, ao longo dos anos, para fibrose hepática.

A fibrose é o processo de cicatrização do fígado, que leva ao aumento da rigidez e endurecimento do órgão. Estudos mostram que cerca de 20% a 30% dos pacientes com esteato-hepatite podem evoluir com fibrose progressiva. Nos estágios mais avançados, isso pode levar à cirrose e aumentar o risco de câncer de fígado (carcinoma hepatocelular).

A boa notícia é que existem formas de avaliar o risco de fibrose de maneira não invasiva, como exames laboratoriais específicos, escores clínicos e métodos de imagem que medem a rigidez hepática (como a elastografia).

Por isso, se você recebeu o diagnóstico de esteatose hepática, não ignore.
É fundamental procurar um médico especialista (hepatologista) para avaliar o seu risco individual e orientar as medidas necessárias.

Em muitos casos, a esteatose pode regredir com:

✔ perda de peso
✔ melhora da alimentação
✔ atividade física regular
✔ controle do diabetes e do colesterol
✔ redução ou suspensão do álcool

Cuide do seu fígado. Ele trabalha em silêncio por você todos os dias.

Estudos mostram que a deficiência de vitamina B12 pode estar presente em 5% a 15% da população geral, podendo ultrapassa...
21/02/2026

Estudos mostram que a deficiência de vitamina B12 pode estar presente em 5% a 15% da população geral, podendo ultrapassar 20% em pessoas acima de 60 anos.

É mais comum do que se imagina — e muitas vezes passa despercebida.

Principais sintomas:

• Cansaço que não melhora
• Anemia
• Formigamento nas mãos e nos pés
• Esquecimentos frequentes
• Dificuldade de concentração
• Língua dolorida
• Alterações de humor

Principais causas:

• Problemas no estômago, como gastrite crônica
• Anemia perniciosa (quando o organismo não consegue absorver a vitamina)
• Cirurgia bariátrica
• Uso prolongado de antiácidos
• Doenças intestinais, como doença de Crohn
• Dietas muito restritivas sem suplementação

Importante:
Nem sempre é falta de ingestão. Muitas vezes, o problema está na absorção da vitamina pelo estômago ou intestino.

Diagnóstico precoce evita complicações neurológicas.






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📌 Evacuação dissinérgica: o que é?A evacuação dissinérgica é um distúrbio funcional em que há falha na coordenação dos m...
13/02/2026

📌 Evacuação dissinérgica: o que é?

A evacuação dissinérgica é um distúrbio funcional em que há falha na coordenação dos músculos do assoalho pélvico durante a evacuação.

Em vez de relaxar para permitir a saída das fezes, a musculatura contrai ou relaxa de forma inadequada.

👉 O intestino empurra, mas a saída não abre corretamente.

📌 O que pode causar?
• Aprendizado inadequado do mecanismo evacuatório
• Hábito crônico de retenção f***l
• Episódios prévios de dor ao evacuar
• Disfunções funcionais do assoalho pélvico

Na maioria dos casos, trata-se de uma alteração funcional, e não estrutural.

📌 Sintomas mais comuns
• Esforço excessivo para evacuar
• Sensação de bloqueio a**l
• Sensação de evacuação incompleta
• Necessidade de manobras digitais
• Fezes afiladas ou fragmentadas

O paciente muitas vezes relata que faz dieta adequada e hidratação correta, mas continua com dificuldade para evacuar.

📌 Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito por avaliação clínica associada a exames funcionais, principalmente:
• Manometria anorretal
• Teste de expulsão do balão

Esses exames demonstram a contração paradoxal ou falha no relaxamento do esfíncter a**l durante o esforço evacuatório.

📌 Tratamento: papel fundamental da fisioterapia especializada

O tratamento de primeira linha é o biofeedback anorretal, realizado por fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico.

É uma terapia de reeducação muscular que ensina o paciente a:

✔️ Relaxar adequadamente a musculatura a**l
✔️ Coordenar o esforço abdominal com o relaxamento
✔️ Restabelecer o padrão evacuatório normal

A literatura demonstra que o biofeedback é superior ao uso isolado de laxantes nesses casos.

Exagerou no final de semana? 😅🍔🍟🍺Comida pesada, bebida, horários bagunçados… e agora veio aquela azia e queimação no pei...
08/02/2026

Exagerou no final de semana? 😅🍔🍟🍺
Comida pesada, bebida, horários bagunçados… e agora veio aquela azia e queimação no peito? 🔥
Calma — dá pra ajudar o corpo a se recuperar!

👉 Dicas práticas para aliviar o refluxo:
✅ Faça refeições leves e fracionadas
✅ Evite deitar por pelo menos 2 horas após comer
✅ Reduza café, álcool, frituras, chocolate e molhos
✅ Beba água ao longo do dia
✅ Prefira alimentos menos gordurosos
✅ Eleve a cabeceira da cama
✅ Use roupas mais soltas no abdômen
✅ Evite grandes volumes à noite

⚠️ Se os sintomas são frequentes ou não melhoram, procure avaliação com um médico gastroenterologista. Diagnóstico correto faz toda a diferença!

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03/02/2026
🧠🦠 Intestino e humor: qual é a relação?Um estudo publicado em 2025 investigou pacientes com transtornos do humor que nun...
01/02/2026

🧠🦠 Intestino e humor: qual é a relação?

Um estudo publicado em 2025 investigou pacientes com transtornos do humor que nunca haviam usado antidepressivos e comparou sua microbiota intestinal com a de pessoas saudáveis.

Os pesquisadores encontraram:

✔️ Redução da diversidade bacteriana no intestino
✔️ Alterações específicas em certos gêneros bacterianos
✔️ Mudanças em vias metabólicas ligadas à inflamação, produção de lipopolissacarídeos e metabolismo de aminoácidos
✔️ Possível impacto no eixo intestino–cérebro, influenciando sintomas como tristeza, fadiga e ansiedade

Esses achados reforçam que a saúde intestinal pode ter papel relevante na modulação do humor e ajudam a explicar por que a disbiose vem sendo estudada como um fator associado aos transtornos depressivos.

📌 Embora não prove causalidade direta, o trabalho abre caminho para futuras estratégias de avaliação e tratamento integrando intestino e cérebro.

Fonte
Lin SKK, Chen HC, Chen IM, et al. Dysbiosis and depression: a study of gut microbiota alterations and functional pathways in antidepressant-naïve mood disorder patients. Transl Psychiatry. 20

Endereço

Rio De Janeiro, Brazil
Rio De Janeiro, RJ

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