NGH Núcleo de Gastroenterologia e Hepatologia
Clínica multidisciplinar focada em saúde digestiva e bem-estar.

💊 Uso crônico de “prazóis”: vilão ou aliado?Os inibidores da bomba de prótons (como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol...
21/03/2026

💊 Uso crônico de “prazóis”: vilão ou aliado?

Os inibidores da bomba de prótons (como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol) estão entre os medicamentos mais prescritos no mundo — e também entre os mais mal compreendidos.

🔎 O que a ciência mostra:
Eles são seguros e muito eficazes quando bem indicados.
Mas o uso prolongado, sem critério, pode trazer riscos.

⚠️ Possíveis associações do uso crônico:
• Infecções intestinais (como Clostridioides difficile)
• Deficiência de vitamina B12 e magnésio
• Maior risco de fraturas
• Alterações renais (raras, mas importantes)
• Disbiose intestinal (alteração da microbiota)

🦠 Com a redução da acidez do estômago, há uma mudança no ambiente gastrointestinal, favorecendo:
• crescimento bacteriano inadequado
• alteração da microbiota intestinal
• possível relação com distensão abdominal, gases e desconforto digestivo

👉 Importante: a maioria desses achados vem de estudos observacionais — ou seja, não significa causa direta em todos os casos.

✅ Quando o uso contínuo é indicado:
• Refluxo gastroesofágico grave
• Esofagite
• Esôfago de Barrett
• Prevenção de sangramento em pacientes de risco

🚨 O verdadeiro problema:
O uso sem necessidade — iniciado e nunca mais reavaliado.

💡 Regra prática:
Se há indicação → mantenha com segurança
Se não há → reavalie e considere suspender

👩‍⚕️ Medicina baseada em evidência é sobre equilíbrio — não medo.

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🦠 DISBIOSE INTESTINAL: o que é, causas, diagnóstico e tratamentoA disbiose intestinal é um desequilíbrio da microbiota, ...
17/03/2026

🦠 DISBIOSE INTESTINAL: o que é, causas, diagnóstico e tratamento

A disbiose intestinal é um desequilíbrio da microbiota, com redução de micro-organismos benéficos e aumento de micro-organismos nocivos, podendo impactar a digestão, imunidade e bem-estar.



📌 Principais causas:
✔ Uso de antibióticos
✔ Alimentos ultraprocessados (ricos em açúcar e aditivos)
✔ Infecções intestinais
✔ Dismotilidade intestinal
✔ Cirurgias intestinais
✔ Doenças funcionais (como SII)
✔ Uso de medicamentos (ex: antiácidos , IBPs)

🔍 Como diagnosticar?
O diagnóstico é clínico + complementar:
✔ Anamnese detalhada
✔ Exame físico
✔ Exames laboratoriais (quando necessário)
✔ Teste respiratório (importante para SIBO e intolerâncias)

💊 Como tratar?
O tratamento é individualizado e pode incluir:
✔ Ajustes na alimentação
✔ Uso de fibras, prebióticos e probióticos
✔ Antibióticos específicos (quando indicado, como no SIBO)
✔ Avaliação e acompanhamento com nutricionista
✔ Abordagem multidisciplinar (incluindo psicólogo, quando necessário)
✔ Correção de fatores associados (motilidade, medicamentos)



💡 O tratamento vai além de um único remédio — envolve entender e tratar a causa.

Constipação intestinal não é normal e merece atenção.Muitas pessoas convivem com dificuldade para evacuar, fezes resseca...
16/03/2026

Constipação intestinal não é normal e merece atenção.
Muitas pessoas convivem com dificuldade para evacuar, fezes ressecadas, sensação de evacuação incompleta, distensão abdominal e desconforto, achando que isso faz parte da rotina. Mas não deve ser assim.

A constipação pode ter várias causas, como baixa ingestão de fibras e água, sedentarismo, uso de alguns medicamentos, alterações hormonais ou metabólicas e também dissinergia pélvica, quando há dificuldade de coordenação dos músculos na hora de evacuar.

Além do tratamento individualizado, alguns hábitos podem ajudar no funcionamento intestinal:
água, fibras na alimentação, psyllium, frutas como mamão, kiwi e ameixa, além de atividade física regular.

Cada caso precisa ser avaliado com cuidado, especialmente quando os sintomas são persistentes ou impactam a qualidade de vida.

Seu intestino dá sinais. Escute seu corpo e procure orientação médica.

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🔬 Você sabia que nem toda intolerância à lactose é permanente?Existe um tipo chamado intolerância à lactose secundária, ...
13/03/2026

🔬 Você sabia que nem toda intolerância à lactose é permanente?

Existe um tipo chamado intolerância à lactose secundária, que acontece quando o intestino sofre alguma agressão e passa a produzir menos lactase, a enzima responsável por digerir a lactose.

O que pode causar?

Diversas condições que lesionam a mucosa intestinal podem levar à redução temporária da lactase, como:

• Disbiose intestinal
• Supercrescimento bacteriano do intestino delgado (SIBO)
• Doença celíaca
• Gastroenterites infecciosas
• Doenças inflamatórias intestinais
• Uso de alguns medicamentos

Quando a lactase diminui, a lactose não é digerida adequadamente e chega ao cólon, onde é fermentada por bactérias.

Sintomas mais comuns

Após ingestão de leite ou derivados, podem ocorrer:

• distensão abdominal
• gases
• dor abdominal
• diarreia
• sensação de estufamento

Tem cura?

📚 De acordo com a literatura médica, a intolerância à lactose secundária pode ser reversível.

Quando a doença de base é tratada e a mucosa intestinal se recupera, a produção de lactase pode voltar ao normal ou melhorar significativamente.

Por isso, o mais importante não é apenas retirar a lactose da dieta, mas investigar a causa do problema intestinal.

🩺 Identificar a causa correta permite um tratamento mais direcionado e eficaz.

07/03/2026
A esteatose hepática (gordura no fígado) é um achado relativamente comum nos exames de rotina. Estima-se que ela esteja ...
04/03/2026

A esteatose hepática (gordura no fígado) é um achado relativamente comum nos exames de rotina. Estima-se que ela esteja presente em cerca de 25% a 30% da população mundial. Em pessoas com obesidade, essa prevalência pode chegar a 70%, e em pacientes com diabetes tipo 2 pode ultrapassar 60%.

As principais causas incluem:
• Obesidade e gordura abdominal
• Resistência à insulina
• Diabetes tipo 2
• Dislipidemia
• Síndrome metabólica
• Consumo excessivo de álcool

Na maioria das vezes, a esteatose não causa sintomas. Porém, em parte dos pacientes, pode evoluir para inflamação do fígado (esteato-hepatite) e, ao longo dos anos, para fibrose hepática.

A fibrose é o processo de cicatrização do fígado, que leva ao aumento da rigidez e endurecimento do órgão. Estudos mostram que cerca de 20% a 30% dos pacientes com esteato-hepatite podem evoluir com fibrose progressiva. Nos estágios mais avançados, isso pode levar à cirrose e aumentar o risco de câncer de fígado (carcinoma hepatocelular).

A boa notícia é que existem formas de avaliar o risco de fibrose de maneira não invasiva, como exames laboratoriais específicos, escores clínicos e métodos de imagem que medem a rigidez hepática (como a elastografia).

Por isso, se você recebeu o diagnóstico de esteatose hepática, não ignore.
É fundamental procurar um médico especialista (hepatologista) para avaliar o seu risco individual e orientar as medidas necessárias.

Em muitos casos, a esteatose pode regredir com:

✔ perda de peso
✔ melhora da alimentação
✔ atividade física regular
✔ controle do diabetes e do colesterol
✔ redução ou suspensão do álcool

Cuide do seu fígado. Ele trabalha em silêncio por você todos os dias.

Estudos mostram que a deficiência de vitamina B12 pode estar presente em 5% a 15% da população geral, podendo ultrapassa...
21/02/2026

Estudos mostram que a deficiência de vitamina B12 pode estar presente em 5% a 15% da população geral, podendo ultrapassar 20% em pessoas acima de 60 anos.

É mais comum do que se imagina — e muitas vezes passa despercebida.

Principais sintomas:

• Cansaço que não melhora
• Anemia
• Formigamento nas mãos e nos pés
• Esquecimentos frequentes
• Dificuldade de concentração
• Língua dolorida
• Alterações de humor

Principais causas:

• Problemas no estômago, como gastrite crônica
• Anemia perniciosa (quando o organismo não consegue absorver a vitamina)
• Cirurgia bariátrica
• Uso prolongado de antiácidos
• Doenças intestinais, como doença de Crohn
• Dietas muito restritivas sem suplementação

Importante:
Nem sempre é falta de ingestão. Muitas vezes, o problema está na absorção da vitamina pelo estômago ou intestino.

Diagnóstico precoce evita complicações neurológicas.






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