02/11/2019
Neste dia de finados homenageamos os entes queridos que findaram suas vidas das mais diversas formas. Lembramos das nossas perdas e das dores que passamos. Gostaria de aproveitar este dia para tecer alguns comentários sobre “viver o luto de uma perda”.
Por mais que nós, seres humanos, tenhamos consciência de que somos seres finitos e que a vida que temos terá fim em algum momento, a maioria não se sente confortável com a ideia da morte e, em geral, não é fácil aceitá-la como uma consequência natural de estarmos vivos.
Daí decorre a razão de termos muitas dificuldades em lidar e viver o luto de uma perda de alguém que nos é querido. O desejo inerente ao ser humano de ser infinito nesta vida, nos faz sentir inconformados e, até mesmo indignados, com a chegada, inevitável, da morte.
Porém, como diz o linguajar popular, a vida tem que continuar e, para que isso seja possível de forma natural, é preciso vivenciar o luto de uma perda. Viver o luto é ressignificar a própria vida. Chorar a dor de uma perda é lavar a alma para seguir em frente com mais força e determinação.
Segundo a psiquiatra Elizabeth Kubler Ross, a dor do luto passa por 5 estágios: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, não necessariamente nesta ordem. Após esses estágios, o indivíduo tende a ressignificar alguns valores da sua vida de forma mais positiva, aceitando e lidando melhor com as dificuldades da vida e tendendo, em geral, a se sensibilizar com ações que beneficiam seus semelhantes. Não atingir o estágio da aceitação genuína implica em ficar, de alguma forma, aprisionado ao inconformismo da perda e, em consequência, com sua energia para a vida enfraquecida.
Viver o luto de uma perda é a melhor forma de aceitá-la e seguir vivendo com plenitude.
Ficou alguma dúvida? Quer saber mais? Entre em contato comigo. Até mais!