30/11/2025
Os análogos de GLP-1 são amplamente utilizados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade por exercerem efeitos comprovados sobre aumento da saciedade pós prandial, retardo do esvaziamento gástrico, redução do apetite central mediada pelo hipotálamo, redução da ingestão calórica, plenitude gástrica, e perda de peso. Esses efeitos são desejáveis no tratamento da obesidade, mas podem se tornar problemáticos em populações suscetíveis a ingestão calórica inadequada, o que inclui muitos pacientes com doença celíaca. Embora esses medicamentos não sejam especif**amente estudados na doença celíaca, suas ações fisiológicas levantam questões importantes quando aplicadas a uma população que já apresenta, por si só, risco aumentado de deficiências nutricionais, como deficiência de ferro e anemia ferropriva, deficiências de vitaminas do complexo B, de vitamina D e cálcio, menor densidade mineral óssea e o risco aumentado de desnutrição proteico-calórica. Além disso, alguns pacientes mantêm sintomas gastrointestinais, alterações no apetite ou baixa ingestão alimentar devido à restrição alimentar da dieta sem glúten. Embora não existam evidências robustas demonstrando que agonistas de GLP-1 provoquem piora direta da doença celíaca ou da atrofia vilositária, seu uso pode exacerbar o risco de deficiência nutricional.
💥Os análogos de GLP-1 não são contraindicados para celíacos, mas exige cuidados, porque a combinação entre má absorção + redução da fome pode levar a deficiências que passam despercebidas.
Se você tem doença celíaca e está usando ou pensando em usar GLP-1, procure sempre acompanhamento nutricional individualizado. Seu intestino agradece, sua saúde também.