06/05/2020
Você se acha uma boa ou bom ouvinte?
Escutar é uma arte, mas tem sua ciência. Escutar quem concordamos ou se parece conosco é fácil. Escutar alguém que não compartilha de nossa opinião é um grande desafio, pois em geral queremos reafirmar nossas crenças e necessidades.
Otto Scharmer e sua equipe no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram o modelo de 4 níveis de escuta: 👂🧠💙💫
O primeiro nível é aquele que ouvimos no piloto automático e muitas vezes já temos uma resposta pronta. Geralmente há desinteresse ou a presunção que já se sabe o que o outro vai falar. Por vezes, rebatemos e ou concordamos no impulso, na ausência de maior reflexão.
O segundo nível – chamado de mente aberta (open mind) – estamos atentos e genuinamente abertos à perspectiva do outro. Examinamos os pontos de vista, analisando fatos e dados. Podemos avançar para o próximo nível quando nos perguntamos: qual é a necessidade por trás desta fala?
O terceiro nível – coração aberto (open heart) – envolve uma escuta empática completa. Aqui buscamos compreender, além dos argumentos e fatos, os sentimentos envolvidos na fala do outro. É buscar não apenas entender, mas sentir com o interlocutor.
O quarto nível - escuta generativa ou criativa (open will) – envolve abrir nossa mente, coração e, também, vontade. Abdicamos de uma agenda prévia – um resultado ou decisão previamente decididos - e nos abrimos para a possibilidade de uma solução que EMERGE a partir do diálogo. Aqui, entra em campo, também, a intuição.
👉 Da próxima vez que estivermos em um diálogo, podemos direcionar nossa atenção não apenas à voz do interlocutor, mas também a nós, nossos pensamentos, emoções e sensações, buscando compreender em qual nível de escuta estamos atuando.
Este simples exercício de autoconsciência nos prepara gradualmente a sermos melhores ouvintes.