19/01/2026
Quase 40% dos infartos acontecem em pessoas consideradas de baixo risco cardiovascular, gente que, em geral, não está no foco da prevenção, não recebe acompanhamento intensivo e acaba fora das prioridades das políticas de saúde.
Um grande estudo internacional com quase 200 mil pessoas em 21 países mostrou que os modelos tradicionais de avaliação falham em identif**ar uma parte relevante de quem vai sofrer um infarto. Isso revela uma lacuna importante: muitos eventos graves acontecem fora do radar médico.
Os dados reforçam que o adoecimento cardiovascular não é apenas individual. Ele reflete como vivemos, nos alimentamos, lidamos com o estresse, nos movimentamos e, principalmente, o acesso que temos a diagnóstico, tratamento e cuidado contínuo. Onde há estrutura, há mais sobrevivência. Onde falta, o risco aumenta mesmo entre quem “não parecia estar em perigo”.
A mensagem é clara: sabemos o que previne infarto e AVC, mas ainda falhamos em aplicar esse conhecimento no dia a dia, na clínica e nas políticas públicas. Prevenção precisa começar cedo, ser contínua e baseada em ciência, não em promessas.
Fonte: G1