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Cursos, Vivências, Workshops e Retiros de Ashtanga e Meditação.

Passamos boa parte da vida, talvez a vida toda, esperando por algo.Quando eu crescer.Quando eu me formar.Quando eu arrum...
10/02/2026

Passamos boa parte da vida, talvez a vida toda, esperando por algo.
Quando eu crescer.
Quando eu me formar.
Quando eu arrumar um emprego.
Quando eu me casar.
Quando eu tiver dinheiro.
Quando eu me aposentar.

E, enquanto esperamos… o que acontece?
A vida acontece.

O mundo, a vida, não pausa diante da nossa espera por condições que julgamos ideais para viver. A vida pouco se importa com nossas expectativas, com nossos anseios por um cenário perfeito. Ela segue caminhando, mesmo quando nos sentamos à beira de sua estrada aguardando o tal momento certo.

Esse momento não existe.
Ou, virando a moeda, todo momento é o momento. Ou melhor, nem certo, nem errado. Apenas único, pois é o único que existe, ainda que fulgaz, escorregadio, furtivo.

E é nesse único agora, nesse instante que já quase não é, que tudo acontece, queira isso nos agrade ou não.

Para além disso, habitamos o futuro de uma ilusão daquele dia que nunca chega.

Zé Rangel

Vez ou outra somos impactados pela barbárie humana. Somos arrastados para esse lugar da vergonha de nos reconhecermos co...
28/01/2026

Vez ou outra somos impactados pela barbárie humana. Somos arrastados para esse lugar da vergonha de nos reconhecermos como pertencentes a uma espécie. Um lugar que nos faz perguntar: quando foi que demos errado?

O ser humano é a única criatura que mata outro ser por puro prazer. Nenhum outro animal tira a vida de outro impulsionado apenas pelo gozo, nem mesmo as bactérias. Só nós, seres humanos, somos capazes de atrair um ser indefeso e descarregar sobre ele toda a nossa violência por motivo algum, além do prazer em fazê-lo.

Não consigo deixar de me perguntar: que gozo impulsionou esses garotos que assassinaram o Orelha? Qual pai ou qual mãe teve sua vida poupada porque um cachorro indefeso foi tomado como s**o de pancadas para a satisfação de eliminar, de extirpar, aquilo que incomoda a vida idílica na qual esses jovens se refestelam?

Que vazio é esse, ocupado por tantos excessos e, ao mesmo tempo, por tantas ausências, que precisou ser preenchido dessa forma? Resolvida a descarga de ódio, será que algum deles chegou em casa, tomou banho e foi dormir? Será que, diante da pergunta “como foi o dia?”, respondeu com naturalidade: “foi tranquilo, só matamos um cachorro”.

O bem e o mal estão sentados em nossos corações, um de costas para o outro. Nunca se veem. Ao menor vacilo, um deles se levanta. Para nossa tristeza, e para o infortúnio do Orelha, esses pais estão vacilando há muito tempo.

Zé Rangel

Somos em nossas relações, apesar da onda de individualismo que dá o tom dos dias de hoje. Intersomos: só me vejo, só me ...
24/01/2026

Somos em nossas relações, apesar da onda de individualismo que dá o tom dos dias de hoje. Intersomos: só me vejo, só me reconheço a partir do que do outro há em mim. E, em contrapartida, o outro também existe a partir do que nele habita em mim.

Somos espelhos andarilhos, refletindo-nos o tempo todo. Esponjas porosas, preenchidas por modos de ser e de fazer, por vidas outras que, amalgamadas às minhas experiências, conferem novos contornos a essa aventura que é viver.

Somos fartamente servidos por essa salada de sabores, olhares, toques, emoções e pensamentos. É ela que possibilita uma multiplicidade de existências para além de qualquer marcador social, para além de todo discurso único.

E assim, enquanto vários, tornamo-nos únicos.

Zé Rangel





Por vezes, a vida é um ensaio de um espetáculo que nunca estreia. Dia após dia, matutamos as mesmas ideias, decoramos o ...
16/01/2026

Por vezes, a vida é um ensaio de um espetáculo que nunca estreia. Dia após dia, matutamos as mesmas ideias, decoramos o mesmo texto, repetimos as mesmas falas. Troca-se o figurino, muda-se o cenário, compõem-se novas músicas, mas os personagens continuam os mesmos diante de uma plateia vazia.

Talvez adiemos a grande noite de estreia por falta de patrocínio. Uma boa desculpa que esconde quantias desviadas para atores que não compõem a trama, figurinos que nada têm a ver com a história ou propagandas de uma estreia marcada para um dia sem data. Pode ser também por falta de tempo, embora percamos tanto dele discutindo, incessantemente, os pormenores do texto. Isso sem falar no tempo entregue de graça a quem sequer torce pelo nosso sucesso.

O tempo não é algo simplesmente dado, como uma herança recebida por alguém cuja única preocupação é gastá-la. O tempo é algo criado a todo tempo. Poderia citar muitas outras desculpas para o adiamento do espetáculo da vida. Mas, em todas elas, o que realmente aparece é o medo. O medo do aplauso. O medo da alegria estampada na gargalhada que explode na realização de um sonho. Enfim, o medo de ser o protagonista da própria vida, com todo o seu ridículo, com todas as suas dores e alegrias.

Tenho refletido muito sobre a imagem que construímos de nós mesmos.Sobre a nossa autoimagem: como eu me vejo, como sou v...
15/01/2026

Tenho refletido muito sobre a imagem que construímos de nós mesmos.
Sobre a nossa autoimagem: como eu me vejo, como sou visto pelos outros — e, principalmente, a imagem que crio na minha própria mente.

Não falo apenas da imagem aparente, mas daquela que passa a nos definir internamente. Penso que essa imagem pode se tornar uma prisão. E, muitas vezes, é exatamente isso que acontece. Encarcerados nos limites dessa ideia fixa sobre quem somos, deixamos de conhecer outros em nós, de viver novas experiências, de acessar novos saberes e novas formas de existir.

Não se trata de ser outro, como se fosse possível apagar toda a história e as experiências que nos constituem. Trata-se de ser além. Ser além de si mesmo. Ser outro apesar de si mesmo.

O mesmo acontece nas relações. Quando alguém me vê de uma única forma e eu me recuso a corresponder a essa imagem unificadora, é provável que eu frustre expectativas. Mas, ao mesmo tempo, abro a possibilidade de ampliar o horizonte desse encontro, desse vínculo, dessa relação.

Não somos imagens congeladas em uma fotografia.
Não somos personagens presos a um roteiro fixo.
Nossa narrativa é construída todos os dias — sem gênero definido e sem roteiro prévio.

Somos processo. Movimento. Possibilidade.

Zé Rangel

De todos os mestres que podemos ter, nenhuma é mais incisivo que a vida, o dia a dia, esse cotidiano que nos leva do êxt...
14/01/2026

De todos os mestres que podemos ter, nenhuma é mais incisivo que a vida, o dia a dia, esse cotidiano que nos leva do êxtase ao desespero e vice versa.

Basta olhar e ver!

Zé Rangel

Nada é tão extraordinário quanto um dia comum! Quando perdemos o encanto com a banalidade da vida comum, é porque perdem...
08/01/2026

Nada é tão extraordinário quanto um dia comum!

Quando perdemos o encanto com a banalidade da vida comum, é porque perdemos o encanto com a nossa própria vida!

Zé Rangel

13/12/2025

07/11/2025

De tudo aquilo que iremos produzir, criar, inventar, certamente não há nada mais importante que nossa própria subjetividade, nós mesmo, resultados do desejo de irmos além de nossos horizontes.

J. Rangel

Aprende-se no Yoga a integrar-se em si mesmo. Mas tudo isso depende do nível da entrega.Até onde você está disposto a ir...
06/11/2025

Aprende-se no Yoga a integrar-se em si mesmo. Mas tudo isso depende do nível da entrega.

Até onde você está disposto a ir em sua entrega?

04/11/2025

03/11/2025

Não basta entender, é preciso sentir.

E nada melhor para aprender do que praticar aquilo que em alguma medida se compreendeu.

J. Rangel

Endereço

São Francisco Xavier, SP
12249000

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