08/12/2025
Eu jamais imaginei que a maternidade pudesse ser tão solitária.
A gente cresce achando que solidão é estar sem pessoas.
Mas depois que a gente vira mãe… solidão passa a ser outra coisa.
É ter alguém nos braços o tempo inteiro e, mesmo assim, sentir um silêncio enorme por dentro.
Quando pegamos um filho no colo pela primeira vez, alguma coisa dentro de nós morre e outra nasce no mesmo instante. A gente sente vazio, sente medo, sente culpa. Sente coisas que só quem vive a maternidade de verdade consegue nomear. Não porque somos melhores ou piores do que ninguém, mas porque não somos mais as mesmas.
E não é romântico.
Não é mágico.
É real.
O amor chega com o tempo, junto com um tanto de cansaço e um tanto de renascimento.
Eu, por exemplo, estou há um ano e onze meses aprendendo a ser mãe da minha filha. E tem dias em que eu me vejo tentando ser forte como ensinaram para a nossa geração “fortes o tempo todo”, independentes o tempo todo, dando conta de tudo o tempo todo. Só que pedir ajuda no pós-parto é quase um tabu para nós. Parece fraqueza… mas é sobrevivência.
Por isso, quem está do nosso lado precisa entender que, às vezes, tudo o que uma mãe precisa é ouvir:
“Eu estou aqui, tá? Me dá o bebê, vai descansar.”
Ou receber uma comida feita com carinho.
Ou apenas um ombro para chorar porque, na maternidade, o choro é livre e necessário.
A gente precisa pegar na mão umas das outras.
Precisa lembrar que, mesmo quando parece que estamos sozinhas, a verdade é que não estamos.
Em algum lugar tem uma mãe sentindo a mesma coisa, vivendo a mesma luta, carregando o mesmo amor-aperto que a gente.
É sobre isso.
É sobre ser sozinha… e, ao mesmo tempo, ter tudo.
Porque existe um amor gigante que nos transforma e existe uma rede de mães que nos entende como ninguém.
Rosiane Martins Coren 253120
Enfermeira Obstetra /Especialista em Aleitamento Materno
Laserterapeuta / Educadora Perinatal
📍São José do Rio Preto SP / Rosas do Parto
📱17 996765029