23/01/2026
Satiríase carrega uma origem mitológica: o termo remete aos sátiros, figuras da mitologia grega associadas ao excesso, ao impulso e à busca incessante de prazer. 🍷🌿 Por muito tempo, essa imagem virou um rótulo cultural para descrever homens com desejo s3xu4l “fora do comum” quase como se fosse uma marca de personalidade, um estereótipo entre a virilidade e a desmedida
O problema é que a mitologia é poderosa para contar histórias… mas fraca para fazer diagnóstico 🧠
Na clínica, a pergunta central não é “você tem muito desejo?”, e sim: há perda de controle? há sofrimento? há prejuízo? ✅
Porque libido alta, por si só, não é doença.
O que muda o cenário é quando o comportamento s3xu4l deixa de ser uma expressão de prazer e intimidade e passa a funcionar como estratégia de alívio emocional, uma forma de anestesiar ansiedade, solidão, frustração, vergonha, estresse 😞➡️😮💨
Nesses casos, a pessoa pode entrar em ciclos de repetição, promessas de parar, recaídas e culpa, com impactos em relacionamentos, trabalho, estudos, finanças e saúde 🔁⚠️
É aqui que a linguagem atual faz diferença: em vez de “satiríase”, a nosologia contemporânea fala em Transtorno do Comportamento S3xual Compulsivo (TCSC), conforme descrito na CID-11 📌
Não se trata de moralizar o s3xo, nem de enquadrar desejos em padrões “certos”. Trata-se de reconhecer quando há um funcionamento que aprisiona, reduz liberdade e aumenta sofrimento 🧩
E um ponto essencial: diagnóstico diferencial. 🔎
Nem todo comportamento sexual elevado é TCSC
Da mitologia ao consultório, a mudança é essa: sair do rótulo e ir para a compreensão ✨
Me. Ana Larissa Perissini | Psicóloga |Sexóloga
Doutoranda FAMERP
Mestre USP
Especialista Sexualidade FAMERP
Terapeuta do Esquema WAINER |ISST
Terapeuta Cognitivo-Comportamental FAMERP