Psicóloga Vanessa Jarotzky

Psicóloga Vanessa Jarotzky Especialista em Psicoterapia de Orientação Analítica.
-Atendimento a adolescentes e adultos;
-Ava

29/11/2025

Ontem encerrei uma importante etapa da formação psicanalítica de adultos do Espaço Criar, parte do tripé que constitui nossa interminável formação, os seminários!
Foi uma alegria encerrar esta etapa, não somente pelo que signif**a mergulhar no estudo psicanalítico com toda a intensidade e investimentos necessários, mas especialmente pelos encontros que estar vinculada a uma instituição proporciona! Encontros não somente potentes porque nos impulsionam, nos nutrem de conhecimento, nos ajudam a construir e desconstruir ideias e ventila-las, como costumo dizer, mas porque nos lembram a todo instante de nossa humanidade e portanto, necessidade de agregar-se, pertencer, ser amado e amar de volta! Afinal, a psicanálise é sobre amor!

Quando fui estagiária de psicologia, minha primeira experiência na clínica, foi um homem de meia idade, que eu enxergava...
12/11/2025

Quando fui estagiária de psicologia, minha primeira experiência na clínica, foi um homem de meia idade, que eu enxergava pequeno, triste, sofrido, humano. Passados 23 anos eu penso como aprendi com aquele ser humano tão cheio de histórias para serem escutadas. Aprendi não só porque o escutei com atenção e com a humildade de quem não sabe mais, nem menos do que o que ele tinha para contar. Aprendi porque também fui escutada numa supervisão que acontecia num clima de seriedade, atenção, respeito, acolhimento e bom senso. Ahhh bom senso! Como é bom! Usem!

Naquela época não se estudava tanto e nem se debatia tanto quanto hoje em dia, as questões de raça, classe, sexualidades… não se ouvia falar muito em letramento racial. A depressão era o mal do século, a indústria farmacêutica estava faturando alto com os psicofármacos, só se falava na pílula da felicidade, o Prozac (usada para tudo, desde um luto normal a um rompimento amoroso indesejado) e na desinstitucionalização da saúde mental. 

De repente eu, uma jovem branca, hetero, cis, classe média privilegiada, estava dentro de um CAPS, atendendo como estagiária de psicologia de uma universidade privada, um homem que fazia um luto sofrido pela morte da mãe, que tinha uma história difícil com pessoas que o ajudaram a criar, que não conheceu o próprio pai, mas tinha irmãs e sobrinhos carinhosos e preocupados, tinha um caso amoroso, um cão e um bom caráter. Era assíduo ao tratamento, educado, respeitoso e grato por aquelas sessões de psicoterapia. 

Agora, imaginem que este homem era negro, pobre, homossexual e alcoolatra. Era também quem ele era!

Sorte a minha e a dele, que eu não o atendi com o objetivo de aprender sobre essas coisas. Sorte a minha e a dele, que o que a gente enxergava juntas, minha supervisora e eu, nas supervisões a respeito do tratamento dele, é que ele era um homem que, com alguma ajuda, poderia vir a sofrer menos das coisas das quais ele sofria. 

Erramos por não saber, erramos por falta de letramento? Sim, a gente erra, mas erramos ainda mais, e feio, é por achar que sabemos sobre o outro sem que ele fale por ele mesmo!

Sempre gosto de registros aqui no feed, pois perpetuam aquilo que as "bolinhas" ali em cima fazem sumir em 24h... vivênc...
09/11/2025

Sempre gosto de registros aqui no feed, pois perpetuam aquilo que as "bolinhas" ali em cima fazem sumir em 24h... vivências que deixam marcas indeléveis em nossa existência.
Assim foi a Jornada dos Estagiários, que realizamos ontem no Espaço Criar.
Como diz a psicanalista Ana Suy, tem coisas que só saberemos depois. Diria que sobre a grande maioria das coisas vividas, só saberemos depois.
A jornada dos estagiários deste ano foi organizada com o tempo impiedosamente cortando com sua espada as horas que tínhamos para sua organização. Em meio a mudanças, chegadas e partidas, adaptação, processo seletivo de estágio, estávamos nós, nas quintas-feiras pela manhã, coordenadoras e grupo de estagiários, pensando e tomando decisões.
O tema escolhido, teve relação especialmente com uma atividade de estágio que é vivida com intensidade e é rica em aprendizagens e desafios que sensibilizam o grupo e geram vontade de aprender mais, refletir mais, entender melhor, partilhar!
A vulnerabilidade social, atravessada pelas questões de classe e raça daqueles considerados situados às margens da sociedade inspiraram a escolha pelo tema da jornada deste ano.
E assim, tivemos a grata surpresa (aquilo que só depois de viver para saber!) de uma manhã ventosa no clima que fazia lá fora, mas que ao mesmo tempo ventilou nossas ideias e aqueceu nossos corações!
Orgulho define não somente a união do grupo que trabalhou para que acontecesse, mas também o que escutamos ontem pela manhã dos convidados e que apresenta uma psicanálise contemporânea implicada e atenta aos seus desafios e inquietações, que questiona e aponta caminhos, potente, ética, ampliada, que procura acolher, agregar e com isso expandir-se e tornar-se ainda mais interessante e viva!
Que momento e que alegria ter parte nisso e fazer parte disso!
F**a aqui um agradecimento ao nosso grupo de estagiários do , aos convidados que toparam enriquecer com suas falas a atividade, a todos que contribuíram, divulgando, prestigiando e tornando possível que acontecesse! 🙏🥰

Às vezes, aliás, com frequência, leio ou escuto coisas que me fazem escrever. Estava escutando o podcast da .iaconelli e...
31/10/2025

Às vezes, aliás, com frequência, leio ou escuto coisas que me fazem escrever. Estava escutando o podcast da .iaconelli entrevistando a Zélia Duncan e daí surgiu o que segue:

Uma oraçãozinha para a nossa existência

Que a gente, neste mundo, como gente que é, sabendo da possibilidade de desistir ou insistir, não esqueça que não é porque aguenta que é preciso aguentar.
Que saibamos que para praticamente tudo, há uma medida, mas que muitas das vezes, não sabemos qual é.
Que possamos, insistir, ou então desistir, precoce ou tardiamente, de tantas coisas ao longo da nossa vida justamente por essa condição desmedida, mas que, mesmo assim, correndo tantos riscos de se atrapalhar, a gente nunca desista é de EXISTIR!

27/10/2025

A Sarah, a Thainá e o Francisco, representando o grupo de estagiários da psicologia do Espaço Criar, convidam para a Jornada dos Estagiários, uma manhã de encontro, trocas e aprendizagem, com convidados(as) especiais, pensada e organizada por eles a partir das vivências de suas atividades ao longo do estágio em psicologia! Participem!
Inscrições no link da Bio no

Inscrições para a jornada no link da Bio do  !
20/10/2025

Inscrições para a jornada no link da Bio do !

Quem me conhece bem e desde a infância sabe que já fui professora! E das brabas!E daquelas que trabalhava horas a fio!Tr...
15/10/2025

Quem me conhece bem e desde a infância sabe que já fui professora!
E das brabas!
E daquelas que trabalhava horas a fio!
Trabalhava, às vezes, tarde da noite!
Em feriados e também finais de semana!
Na minha sala de aula, desde os anos 80, já era praticada a inclusão e respeitada a diversidade.
Meus pequenos alunos, não importava o tamanho, a cor, poderiam ser ursos de pelúcia, bonecas, um palhaço, um sujeito barrigudo feito de cerâmica, uma Barbie, um pequeno Pônei, a Uvinha da Coleção Moranguinho, ( que era a que eu tinha), uma réplica do personagem Cascão ds Turma da Mônica escorado num latão de lixo, aliás, esse era o André, meu aluno nota 10, o favorito, estudioso, bem comportado e por uma dessas coincidência da vida, tinha o mesmo nome do meu crush na escola!😜
Eu ensinava com convicção e levava muito a sério meu ofício! Pena não haver registro em foto da minha sala de aula! O quadro negro eu tenho até hoje! Muitas risadas eu arranquei daqueles que se esgueiravam no corredor para ouvir a minha aula atrás da porta! Pai?Mãe? É ou não é verdade?!Rsrsrs...
Durante muitos anos da infância eu queria ser professora quando crescesse e tive muitas inspirações nas escolas por onde andei, que guardo com afeto até hoje!
Fui crescendo e me tornando uma tão boa ouvinte, que comecei a escutar das amigas próximas que eu deveria ser psicóloga! A carreira de professora ficou para trás, mas eu costumo dizer que toda menina foi professora, é a primeira profissão de faz de conta da vida de muitas de nós, que depois se realiza, ou não! Mas ninguém costuma br**car de estar sentada de frente para outro ouvindo as questões que o fazem titubear e sofrer diante da existência, não é mesmo?
Enfim, sem br**cadeira, para ser profissional de qualquer área é preciso ter sido ensinado por professores! Aí está a graça e a importância da profissão e destes, tantos, que se dedicam a ela com empenho, sabemos o quanto!, ética e responsabilidade! Parabéns aos professores e professoras pelo seu dia!
Parabéns àquela professorinha dentro de cada criança que br**ca de dar aula! E àquela que existiu dentro de nós, que nos alegrou e foi nossa escolha em nosso tempo livre para br**car!

Feliz dia das crianças!Às crianças!E também, àquela criança dentro de cada um de nós!
12/10/2025

Feliz dia das crianças!
Às crianças!
E também, àquela criança dentro de cada um de nós!

Alguém aí ainda não aderiu ao uso das chaleiras elétricas? Há duas semanas a minha resolveu deixar de funcionar. Muito b...
24/09/2025

Alguém aí ainda não aderiu ao uso das chaleiras elétricas? Há duas semanas a minha resolveu deixar de funcionar. Muito bem! Logo pensei que iria adquirir uma nova, mas enquanto isso tive que procurar por uma chaleira "normal", como a que ilustra esta legenda, esquecida no fundo do armário embaixo da pia da cozinha. Lá estava ela, abandonada, mas em perfeitas condições. É daquelas que quando a água ferve, soa um apito. Funciona a partir de uma fonte de calor. A mais moderna versão antes de tornar-se obsoleta com o advento da chaleira elétrica! Acontece que estou pensando melhor sobre adquirir outra dessa versão moderna à eletricidade!
Percebi que a chaleira convencional que apita, está trazendo para minha vida uma nova relação com o tempo de preparar meus cafés e chás e minhas refeições. Uma relação com o tempo, que já vivi anteriormente, e que reviver na relação com a chaleira, tem sido prazeroso! Um tempo de esperar, diferente do tempo de ouvir o click da chaleira elétrica. É preciso f**ar atenta, pois ela vai apitar, não é como a chaleira elétrica que desliga sozinha, sem grandes alardes, sem chamar atenção e f**a lá quietinha, passiva, inerte, parada. A chaleira convencional não! Ela primeiro sussurra um som como um lamento, em seguida bufa, e cada vez mais alto, numa excitação crescente que de repente se torna um grito, cada vez mais alto e estridente... ela não pede socorro, ela é exigente, é preciso largar o que estiver fazendo e correr para acudi-la! Ufa! E também, antes disso, não se pode ter pressa, ela tem seu tempo, nisso ambas até são parecidas, mas como tudo mais contemporâneo, me parece que a elétrica é mais acelerada, meio, digamos, ligada no 220!!!
É sobre chaleiras, mas também sobre esse tempo que vivemos, onde parece que cada segundo importa, onde é possível e desejável acelerar os tempos, do vídeo, do áudio, do reels... dos outros, no trânsito, na fila do elevador, na escada rolante... na verdade ter que esperar ou não poder controlar o tempo do outro, mesmo que aqui no caso, o outro seja uma simples chaleira, pode ser um exercício narcísico e, portanto, de alteridade, muito interessante e que estamos nos desacostumando de praticar!

Nem só da clínica vive um psicólogo ou, no meu caso, um psicanalista em formação! Nem só de leituras, seminários, enfim....
06/09/2025

Nem só da clínica vive um psicólogo ou, no meu caso, um psicanalista em formação! Nem só de leituras, seminários, enfim... desde abril fui convidada e aceitei o convite para coordenar o grupo de estagiários da . Junto com a amiga Giordana .psico assumimos e aceitamos este desafio proposto pela ! E como tudo na vida, desafios fazem parte, a vida quer isso da gente, como diz o poeta, coragem, ou como diz a frase de Lucão: passarinho quando aprende a voar, sabe mais de coragem, que dê vôo!
Eu sou uma curiosa e o que me instiga é aprender!
Estou numa fase em que o não-saber já não me aflige, o que, antes de tudo, me aterroriza, é acreditar que não tenho mais nada a aprender!
Hoje tivemos uma reunião-café com nossos estagiários, coordenadores e supervisores de estágio! Uma reunião rica e proveitosa!
A vida são encontros! E além de um desafio, é também uma alegria fazer parte desta equipe!

Então hoje é o dia do psicólogo!?Quem são eles?Do quê se alimentam?Como vivem? Rsrsrs...Nós somos esses de quem se diz, ...
27/08/2025

Então hoje é o dia do psicólogo!?
Quem são eles?
Do quê se alimentam?
Como vivem? Rsrsrs...
Nós somos esses de quem se diz, num dia como hoje, que acolhem o sofrimento alheio com afeto e atenção, escutam com os olhos, abraçam sem sair do lugar, caminham de mãos dadas, mesmo sem levantar da poltrona, dão colo com um sorriso, enxugam lágrimas com silêncio ou palavras...
Sim, nós somos esses que emprestamos nossos corpos, como li outro dia, com nossa presença, nossa escuta atenta, nosso olhar, para que outro possa ser acolhido em suas dores, dúvidas, lamentos, e toda sorte, (ou azar) de coisas que escolha partilhar conosco em sessão.
Presencialmente ou no virtual, via atendimentos on-line, somos essa presença!
Nós somos esses, e nos alimentamos do mesmo que vocês: da existência que temos, da esperança e da crença no bom e no bem, que nos move e que às vezes tambem nos abandona momentaneamente. De uma fé, não necessariamente religiosa, mas na vida, na mudança, na possibilidade... não tanto no ideal!
E vivemos assim, como quase todo mundo, (porque todo mundo, afinal é muita gente), buscando dar conta também da existência que a gente tem!
Se a gente escolheu a psicologia é porque talvez algo em nós nos levou a acreditar na possibilidade de tornarmos outras existências mais vivas, confortáveis, melhores, menos sofridas... mas não é, como sempre digo, uma crença apartada da ideia de que isso não é um dom por si só, mesmo que isso exista, mas deve vir junto com estudo, comprometimento, ética, seriedade e muita dedicação!
Um feliz dia a todos e todas!

Estava lendo uma crônica antiga do Mario Corso,  sugerindo a criação de uma versão do Facebook onde fosse "postável" som...
18/07/2025

Estava lendo uma crônica antiga do Mario Corso, sugerindo a criação de uma versão do Facebook onde fosse "postável" somente nossos fracassos e frustrações existenciais. Fiquei pensando: realmente, a tristeza pelo término de um relacionamento, a decepção com um desempenho sexual ruim, a indigestão depois daquele prato da alta gastronomia, caro e mais bonito do que saboroso, todas as mazelas cotidianas que a gente não deseja mostrar, mas que fazem barulho dentro de nós enquanto desejamos a melhor self e a nossa melhor versão fotográf**a que nunca acontece, onde aparecem???
É raro, mas talvez aconteça de encontrarmos vida adentro um amigo leal e confiável a quem a gente consiga confessar (sim, essa palavra que remete à atmosfera sisuda e fria das catedrais onde há confessionários e culpa!) e dizer em voz alta dos nossos mais obscuros e bizarros pensamentos e sentimentos sobre aquilo que nos assombra, aflige, atormenta e envergonha. Mas é tão raro, que não sei se é possível! E não sei quantos de nós tem de fato tal privilégio!
O que pensei é que nossos consultórios, estes espaços psicanalíticos cada vez mais cheios de cor e textura, em suas folhagens pendentes, quadros coloridos e papeis de parede, é que podem ser o lugar, já inaugurado há tempos, onde é possível dizer em voz alta, ouvir-se dizendo e também ser escutado sem julgamentos, comentários desnecessários, cancelamentos, curtidas, ou likes, se preferirem, em toda essa dimensão que não desejamos mostrar, mas com a qual necessitamos nos haver. Tão triste seria se não houvessem lugares nesses outros formatos, além desses retangulozinhos aqui, onde a gente pudesse descarregar, exibir, sem tantos riscos, a nossa versão mais xoxa, capenga, sofrida, vulnerável, infantil e humana em toda a sua singularidade. Privilégio de quem se anima a usufruir destes espaços!

Endereço

Rua Primeiro De Março, 708
São Leopoldo, RS
93010-210

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