03/02/2026
Larissa* chegou na sessão exausta. Na cabeça dela, ela era a única que lutava pela relação.
- Ele se cala, foge, ele não quer resolver, ela não está nem aí, se não for eu…” ela disse isso com muita raiva.
Larissa seguia à risca a regra famosa: “não durmam brigados.” Então, após cada discussão, ela forçava a porta, queria a DR naquela hora, queria que “ficassem bem” imediatamente.
Isso para ela era cuidado.
Mas pra ele, era uma invasão.
Enquanto o parceiro precisava de tempo para processar o impacto das palavras e abaixar a guarda, Larissa, tomada pela ansiedade, interpretava o silêncio dele como “não está nem aí”. E aí vinha o erro: ela começava a provocar, alfinetando para ele reagir e falar. E quando ele finalmente cedia e respondia à altura, ela se sentia validada: “Tá vendo? eu sou a única que tenta manter isso de pé”.
Mas a verdade: Larissa não estava cuidando da relação. Ela estava cuidando da própria ansiedade - o medo de não darem certo - e também de não fazerem as coisas como ela determinava que era o certo.
Ela queria aliviar o desconforto dela de estar em conflito, e para isso, passava por cima do tempo e do limite do outro.
Mas a relação é feita de dois, por que só o seu tempo importa?
Se é uma parceria, por que o seu jeito de resolver tem que ser a regra?
Forçar uma conversa com alguém que não está pronto é interrogatório. E o resultado é sempre o mesmo: solidão acompanhada. Você ganha a discussão, mas perde a conexão.
E o caminho para sair desse ciclo de reatividade Começa por você. Dá para respeitar o ritmo do outro sem abrir mão da sua voz.
Você é a “Larissa” da relação ou convive com uma? Vamos conversar nos comentários. 👇