17/04/2026
Na correria do sistema de saúde, criamos um ciclo vicioso: o “rótulo” precisa vir antes do “cuidado” para garantir direitos.
Mas, em um país como o Brasil e em um Estado como o Maranhão, como ignorar que a pobreza é uma variável decisiva no desenvolvimento?
Dados recentes (UFSCar, 2026) confirmam: bebês em vulnerabilidade social apresentam atrasos motores já aos 6 meses. A questão é: estamos diagnosticando transtornos ou sintomas da desigualdade?
E mais…como podemos pensar em um fluxo de atendimento e terapia que considere essas questões?
Diagnósticos na infância devem ser escritos “à lápis” — com espaço para a observação, o tempo e a mudança de cenário.
Somos seres biopsicossociais. O cuidado deve olhar para o corpo, mas também para a realidade social!