30/01/2026
Não basta ser Técnica de Enfermagem. Tem que ter coragem.
Na prática, nem sempre o conflito acontece “entre categorias”. Às vezes, ele acontece ali, no plantão, no calor da urgência, quando o técnico é cobrado, pressionado e até desrespeitado por quem deveria estar somando.
E aí muita gente pergunta: “onde está o enfermeiro nessa hora?”
A verdade é que nem sempre dá tempo de chamar alguém. Nem sempre existe suporte imediato. E nem sempre o problema é ausência — muitas vezes é o ambiente que normaliza o abuso e espera que o técnico engula seco.
Mas tem um ponto que precisa ficar claro: respeito não é favor. E técnico de enfermagem não é alvo.
Não é sobre “bater de frente”. É sobre se posicionar com firmeza, manter postura profissional e não aceitar humilhação como parte do trabalho. Porque existem momentos em que a gente precisa, sim, responder à altura — com ética, com clareza e com limites.
Quem cuida também merece cuidado. Quem trabalha com vidas merece dignidade.