05/02/2026
Além disso, essa revisão sistemática também pode observar outras crenças que suportam o uso de exames de imagem de forma indiscriminada na prática clínica diante casos de dor lombar.
▪️Pacientes com dor crônica acreditam que imagem “mostra que a dor é real”
Pessoas com dor lombar persistente muitas vezes veem achados radiológicos como prova concreta de que sua dor existe e é legítima — aliviando um sentimento de estigmatização.
Isso cria uma ligação emocional entre evidência de imagem e legitimidade da dor, mesmo quando a imagem não explica a condição. Lembrando que toda dor é real, e a participação de tecidos da periferia não precisam ser evidenciados através de uma imagem.
▪️Profissionais pedem exames por questões sociais e legais.
Muitos clínicos relatam que solicitam imagens para atender expectativas do paciente que frequentemente exigem tais exames (clínico bom é que passa muitos exames 💭). E além disse mantém esse comportamento para evitar processos.(achados bem consistentes com outros artigos que já li)
▪️Profissionais dizem solicitar pra tranquilizar nem sempre funciona como esperado
Muitos profissionais acreditam que um resultado de imagem negativo tranquiliza o paciente sobre a ausência de doença grave. Porém, vários pacientes relatam frustração quando a imagem “não mostra nada” ou quando aparecem achados interpretados como “degenerativos” acabam tendo mais medo e ansiedade que tornam a condição mais complexa.
▪️Minimização dos prejuízos.
Tanto clínicos quanto pacientes tendem a enfatizar os benefícios potenciais dos exames (encontrar a causa, evidenciar a dor), enquanto os potenciais malefícios são raramente considerados
— como:
✔ exposição à radiação (quando relevante)
✔ rotulagem diagnóstica equivocada
✔ catastrofização da dor
✔ reforço de crenças irracionais
✔ intervenções desnecessárias