22/09/2023
Quando alguma lactante me procura para consulta por algum problema na amamentação, tratamos como urgência urgentíssima” e fazemos até o quase impossível pra fazer um encaixe o quanto antes para eu conseguir avaliar e ver como posso ajudar a socorrer essa mulher.
A mulher que amamenta tem PRESSA. A mama está num processo dinâmico 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem pausa em madrugadas ou feriados.
A maioria das vezes não dá pra esperar ter um horário vago na agenda. Ela tem dor, o bebê tem fome, ela tem febre, o bebê chora, ela chora mais ainda, o bebê quer acalento, mas ela não consegue nem pegar o bebê no colo porque vê estrelas de tanta dor ao mínimo toque da roupa na mama. Ela se culpa, procura o erro, troca mensagem com amigas pra ver se acha uma nova possível solução que não tenha tentado ainda. Faz compressa fria, quente, morna. Compra mamadeira. Chora. Hasteia bandeira branca e quase desiste.
Ela vem e traçamos um plano de ação. Depois volta em retorno e por muito pouco não soltamos juntas fogos de artifício pra comemorar um desenrolar positivo. Se não há melhora, “escaranfunchamos” a história toda de novo e elaboramos outro caminho. Troco idéias com outros profissionais que a avaliaram também (equipe multidisciplinar é tudo nessa vida!).
Hoje o plano de ação incluiu, além da antibioticoterapia endovenosa, um procedimento cirúrgico. Ela vai f**ar bem e minha torcida é que comemoremos uma etapa vencida em breve.
Com isso tudo, posso tornar a dizer: tenho o melhor trabalho do mundo!
Na 📷 comigo, uma grande médica e amiga Dra Erika Guertas. Fotografadas pelo querido e competente anestesista Dr Maurício Maranhão.