03/01/2026
Na perspectiva fenomenológica, riscar o excesso de palavras não é silêncio vazio, mas redução: suspender o que é imposto de fora para permanecer no que se vive por dentro. Quando o sujeito afirma “Estou bem”, ele não pede validação, ele se posiciona. E ao dizer “Não preciso mais ficar me explicando”, rompe com a lógica de ter que justificar sua própria experiência para existir.
Existir, aqui, não é convencer o outro, mas habitar a própria verdade, mesmo que ela não seja compreendida.
Às vezes, o mais autêntico não é falar mais, é parar de se explicar.