14/02/2026
O chão que me sustenta é o chão por onde passa um velho sábio capaz de moldar o meu caminho e o meu destino. Naquilo que vejo - e que não vejo - está assentada toda a minha ancestralidade.
Oxalá moldou a minha cabeça e, há pouco tempo, moldou a cabeça de meu filho. Iemanjá me confiou entregá-lo. Iansã o soprou. Ogum permitiu que ele chegasse. A história da minha maternidade está completamente fundamentada numa trama na qual, pouco a pouco, vou narrando aquilo que decifro e por isso posso dizer. Os Orixás sempre foram resposta para a minha vida e em nome deles eu também decido assumir o meu destino.
É dessa ancestralidade que eu preciso. Procuro pelo que veio antes - e que tanto foi e ainda é apagado, excluído, renegado, oprimido. Sou testemunha da medicina que é beber a água dessa fonte e meu propósito também desemboca no ato lembrar quem quer ser lembrada do quão grandioso é transitar sobre a terra tendo consciência das bençãos e presentes que nossa ancestralidade nos ofereceu. São nossas as heranças.
Que bom que hoje posso compartilhar a maior e mais importante delas, para a minha trajetória, com vocês: a chegada de meu filho.
Quem com os ancestrais caminha encontra exatamente aquilo que cura, orienta e abre espaço para o novo na vida de cada um. O importante é ter coragem de assumir-se e realizar-se sendo quem se é e fazendo aquilo que se veio fazer. Há um propósito maior a ser cumprido e por isso, com responsabilidade, eu sigo.
Isadora Maia
Oraculista
Mestre em Psicologia
((Agenda de atendimento oracular aberta no link da bio)).