14/12/2025
Esse é meu pai, meu amigo, aquele que sempre me segurou, me carregou e me apoiou. Eu br**cava dizendo que ele era o meu nenê.
Hoje dói não poder ligar, não poder pedir ajuda quando preciso. Com ele, eu me sentia protegida. Ele me fazia ter a certeza de que nada do que eu fizesse nesse mundo o faria deixar de me amar. Foi ele quem me viu nascer, quem me ensinou tantas coisas, quem esteve ali desde o começo.
Existe uma mistura de tristeza e esperança na ideia de que, um dia, esse encontro ainda vai acontecer de novo.
Essa música sempre me leva à infância, às vezes em que ele parava o carro para abrir o portão e ela estava tocando. Ele conhecia a minha versão mais boba, e eu conhecia a dele também.
Fico em paz por ter agradecido em vida, mesmo sabendo que nunca seria suficiente diante de tudo o que ele fez por mim.
A vida segue, os passos continuam, correndo e caminhando sem ele ao lado mas sempre com ele no coração.
“No fim, não é quem f**a mais tempo que nos marca, mas quem faz o tempo valer. Porque o tempo mede relógios, mas o afeto mede corações.
Não é a quantidade de dias que dá valor, é a qualidade dos gestos. Não é a soma de conversas vazias, mas a presença que preenche.” ( )