26/12/2025
Essa história serve de alerta para mães que acham que o autismo trata-se apenas de uma fase da infância:
Essa semana conheci um homem que, aos seus 50 e poucos anos, quase perdeu tudo. O casamento estava à beira do colapso, o silêncio na casa dele era ensurdecedor e o peso de uma vida inteira de “falhas” parecia insuportável. Ele passou décadas sendo chamado de difícil, frio e antissocial. Perdeu empregos, nunca conseguiu manter amizades e vivia em uma solidão profunda, mesmo acompanhado. Foi só quando o mundo dele estava prestes a desmoronar que ele resolveu buscar ajuda profissional. E foi ali, sentado em um consultório na fase adulta da vida, que ele finalmente recebeu a resposta: Autismo. O diagnóstico tardio trouxe um alívio, mas veio acompanhado de um luto devastador. O luto por um passado que não pode ser reescrito. Ao conversar com ele, a dor era nítida: “Se eu soubesse antes, eu não teria sofrido tanto. Eu não teria me sentido quebrado por 50 anos.” Este é um alerta para quem tem crianças em casa. Muitas vezes, por medo, negação ou o receio de um “rótulo”, muitas mães negligenciam a busca por ajuda nos primeiros anos de vida. Mas a verdade é cruel: a falta de diagnóstico na infância não faz o autismo sumir; ela apenas transforma a criança em um adulto desamparado, cheio de cicatrizes e traumas que poderiam ter sido evitados. O que hoje pode parecer apenas um “jeitinho dele”, amanhã pode se tornar uma barreira irreversível na vida profissional e afetiva. O diagnóstico precoce não é uma sentença, é uma ferramenta de liberdade. É o que permite que uma criança cresça entendendo como o seu cérebro funciona, em vez de passar a vida tentando se encaixar em um molde que nunca foi feito para ela. Nunca é tarde para buscar respostas, mas quanto mais cedo, melhor é o futuro.
Agende uma consulta no link da bio.