05/02/2026
As recentes diretrizes alimentares dos Estados Unidos, divulgadas na nova pirâmide alimentar, têm repercutido no debate brasileiro. Esses movimentos internacionais são legítimos e merecem acompanhamento atento, mas sua leitura exige contextualização.
A difusão de orientações que incentivam o aumento indiscriminado do consumo de proteínas, com a recomendação de sua priorização em todas as refeições, sem considerar perfis, necessidades específicas e públicos distintos, podem afetar a saúde da população envolvida.
É fundamental diferenciar recomendações alimentares de caráter populacional da prescrição dietética individual, que constitui ato profissional regulamentado e de competência exclusiva do profissional Nutricionista, Lei nº 8.234/1991.
O Conselho Federal de Nutrição reafirma que as políticas, os programas e as orientações alimentares no Brasil devem permanecer ancorados no Guia Alimentar para a População Brasileira. As experiências internacionais podem contribuir para o debate, desde que não se sobreponha aos princípios da saúde coletiva.
https://cfn.org.br/guia-alimentar-para-a-populacao.../