SemearSe Sandra Souza é psicóloga clínica e atende adultos, em especial, pessoas que encontram-se em algum

Da terra, a Lua se configura como o mais mutável dos fenômenos celestres, em função disso, deste os tempos arcaicos é ca...
19/02/2026

Da terra, a Lua se configura como o mais mutável dos fenômenos celestres, em função disso, deste os tempos arcaicos é carregada de sentido pelos humanos, se tornando um símbolo de forte magnetismo em praticamente todas das culturas.

O trecho escolhido para este post é um pequeno extrato de uma longa sessão dedicada à Lua em um dicionário de simbolos, que teve como um de seus organizadores Mircea Eliade (1907 – 1986), cientista das religiões, mitólogo, filósofo e romancista.

É com muita alegria que informo que estarei presente na edição de 10 anos do Freedom Day, um encontro que, neste ano, me...
18/02/2026

É com muita alegria que informo que estarei presente na edição de 10 anos do Freedom Day, um encontro que, neste ano, mergulha no tema “Amar, Conectar, Separar: Perspectivas junguianas sobre os vínculos no mundo contemporâneo”.

Fazer parte desta conversa é revisitar, com seriedade e imaginação, aquilo que nos move e nos desestabiliza: os encontros e desencontros que atravessam a clínica, a cultura e a vida cotidiana. Estarei presente para ampliar esse diálogo e compartilhar reflexões que considero urgentes para o nosso tempo.
E eu vou adorar contar com a sua presença neste evento.

📅 14 e 15 de março de 2026
 📍 Presencial em São Paulo, no Hotel Pullman, Vila Olímpia
 🎟️ Use o cupom FESTA300 para garantir um desconto exclusivo!

Participar do Freedom Day é entrar em um espaço que, há uma década, sustenta a Psicologia Analítica com rigor, ética e sensibilidade simbólica. Nesta edição comemorativa, quero somar minha voz a esse percurso que inspira, conecta e transforma.

📎 Acesse o link da bio do ou entre em www.institutofreedom.com.br/freedom-day-2026 e garanta seu ingresso!
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Jung foi pioneiro em pesquisar em profundidade a qualidade relacional entre as dinâmicas sociais e as dinâmicas intrapsí...
17/02/2026

Jung foi pioneiro em pesquisar em profundidade a qualidade relacional entre as dinâmicas sociais e as dinâmicas intrapsíquicas, sem reduzí-las à uma relação superficial ou causal mas a partir de uma interação complexa e arquetípica.

Os principais textos sobre este tema estão nos seguintes tomos das Obras Completas OC 10/1 Presente e Futuro, OC 10/2 Aspectos do Drama Contemporâneo, OC 10/3 Civilização em Transição.

Mulheres que trabalham e constroem uma carreira conhecem bem a dose de agressividade e competitividade que o mercado de ...
16/02/2026

Mulheres que trabalham e constroem uma carreira conhecem bem a dose de agressividade e competitividade que o mercado de trabalho impõe. Gostaríamos de viver em um mundo menos competitivo — sim, gostaríamos — e cada uma de nós pode, à sua maneira, sustentar agendas que caminhem nessa direção. Ainda assim, ninguém inventou uma fórmula mágica para as regras do jogo. Para fazer diferença, é preciso ocupar lugares de poder e, mais do que isso, sustentar esse poder. E isso não é simples.

A tensão se adensa quando essa mesma mulher é também mãe. Porque, se no trabalho nos é exigida assertividade, firmeza e resistência à pressão, na maternidade somos convocadas à amorosidade, à disponibilidade afetiva, ao cuidado constante. De um lado, o imperativo da performance; de outro, o imperativo da presença.

O mercado premia a objetividade e a rapidez. A maternidade exige tempo lento, escuta, repetição, corpo. O poder cobra energia expansiva; o cuidado pede recolhimento e vínculo. São lógicas distintas que atravessam a mesma psique.

Sustentar essas duas forças sem cindir é um dos grandes desafios contemporâneos. Não se trata de escolher entre potência e ternura, mas de suportar a tensão entre elas — sem romantizar a exaustão e sem negar a ambição. E esta contradição não está na mulher, está nas regras de um jogo que somos chamadas a jogar, e para o qual, o custo psíquico e emocional, e no caso da exaustão, o estereótipo de frágil emocionalmente, ou incompetente profissionalmente.

O livro Por que os seres humanos sofrem, de Adilson José Moreira, é uma leitura fundamental para quem deseja compreender...
15/02/2026

O livro Por que os seres humanos sofrem, de Adilson José Moreira, é uma leitura fundamental para quem deseja compreender o sofrimento humano para além de explicações individuais, moralizantes ou meramente psicológicas.

Partindo do campo do direito, da filosofia moral e da teoria crítica, Moreira mostra como o sofrimento é produzido e sustentado por estruturas sociais, especialmente por práticas discriminatórias que atingem grupos historicamente minorizados. O autor desmonta a ideia de que a discriminação fere apenas porque limita oportunidades ou a liberdade de ação. Ela fere também — e profundamente — porque produz danos psíquicos, desorganiza a identidade e compromete a possibilidade de uma relação coerente consigo mesmo.

Ao analisar estereótipos, racismo, desigualdades e exclusões, o livro evidencia como pessoas de grupos dominantes conseguem manter maior continuidade entre identidade pessoal e reconhecimento social, enquanto sujeitos minorizados vivem sob a ameaça constante de deslegitimação, desorientação e ruptura identitária. Trata-se de um sofrimento contínuo, muitas vezes invisível, mas estrutural.

Por que os seres humanos sofrem é um convite ético e político: reconhecer que sofrimento não é fragilidade individual, mas efeito de contextos que negam dignidade, pertencimento e reconhecimento. Uma leitura indispensável para quem atua nas áreas clínica, jurídica, educacional, organizacional ou em políticas de diversidade — e para todos que se recusam a tratar a dor humana como algo isolado do mundo que a produz.

É curioso como apesar das muitas evidencias de que o conceito, ou a fantasia corrente de um Ocidente como uma grande civ...
13/02/2026

É curioso como apesar das muitas evidencias de que o conceito, ou a fantasia corrente de um Ocidente como uma grande civilização fechada em si e responsável, para alguns por tudo de melhor que há no mundo, e para outros, como o berço de todas as mazelas destes tempos, apesar de não se sustentar, ainda segue sendo utilizada.

Esta imagem, curiosamente ainda permanece como referência em muitas formulações acerca de um "bem e de um mal" de ordem cultural, como se isso fosse realmente possível.

O Donki - meu gato - que me acompanha nas leituras, me pergntou a quem serve mais esta grande ilusão dos humanos. Como tem sido habitual, fiz de conta que não ouvi e com um cafuné, fiz ele desistir desta história...

Mulheres que trabalham e constroem uma carreira conhecem bem a dose de agressividade e competitividade que o mercado de ...
12/02/2026

Mulheres que trabalham e constroem uma carreira conhecem bem a dose de agressividade e competitividade que o mercado de trabalho impõe. Gostaríamos de viver em um mundo menos competitivo — sim, gostaríamos — e cada uma de nós pode, à sua maneira, construir agendas que caminhem nessa direção. Ainda assim, ninguém inventou uma fórmula mágica para as regras do mercado de trabalho. Mesmo para aquelas que querem fazer a diferença, na construção de um mundo mais inclusivo e colaborativo, precisam ocupar lugares de poder e, mais do que isso, sustentar esses lugares.

A tensão aumenta quando essa mesma mulher é também mãe. Porque, se no trabalho nos é exigida assertividade, firmeza e resistência à pressão, na maternidade a mulher é convocada à disponibilidade afetiva, e ao cuidado. De um lado, o imperativo da performance; de outro, o imperativo da presença.

O mercado premia a objetividade e a rapidez. A maternidade exige tempo lento, escuta, repetição. Os espaços de poder cobram energia expansiva; o cuidado pede recolhimento e vínculo. São lógicas distintas que atravessam a mesma psique.

Sustentar essas duas forças sem cindir é um dos grandes desafios contemporâneos. Não se trata de escolher entre poder e amor, mas de suportar a tensão entre estas dinâmicas — sem romantizar a exaustão e sem negar a ambição. E esta contradição não está na mulher, está nas regras de um jogo que somos chamadas a jogar, e para o qual, o custo é psíquico e emocional, e no caso da exaustão, o estereótipo que cola é o de frágil emocionalmente, ou incompetente profissionalmente. E sim, faltou a inclusão do pai, marido, companheiro... pois é assim, que algumas de minhas pacientes chegam na clínica, sozinhas, mesmo que aparentemente acompanhadas.

10/02/2026

É claro que foram muitos anos de estudo teórico, e de supervisão e prática clínica. Mas além disso, são muitos anos de experiências, e de experiências diversas. Não sou uma analista que diz ler ficção para se aproximar de sentimentos ou experiências que nunca viveu. Eu vivi muitas experiências e isto me coloca de um jeito especial próximo aos meus pacientes.

A minha prática clínica tem o olhar de quem sabe das questões e dificuldades práticas da vida, não sou uma intelectual ou teórica que sabe da vida pelos livros. Dos livros eu busco teorias e métodos para lidar terapeuticamente com os sofrimentos pelos quais meus pacientes passam.

Do ponto de vista psíquico, viver hoje como mulher implica sustentar uma enorme quantidade de energia tentando equilibra...
09/02/2026

Do ponto de vista psíquico, viver hoje como mulher implica sustentar uma enorme quantidade de energia tentando equilibrar papéis que obedecem a lógicas muitas vezes incompatíveis. Trabalho, cuidado, maternidade (ou a escolha de não tê-la), desejo, autonomia, sobrevivência. Nada disso se organiza sem custo interno.

Questionar as regras do patriarcado é necessário. Engajar-se politicamente, tensionar estruturas, lutar por ambientes profissionais mais justos também. Mas isso, por si só, não elimina o desgaste cotidiano que atravessa o corpo e a psique.

Para algumas, o rearranjo acontece ao empreender. Para outras, em contextos mais protegidos, com regras mais flexíveis. Ainda assim, sabemos: essas são exceções. A maioria segue operando no limite.

Talvez autocuidar-se, aqui, não seja parar —
mas escutar com honestidade o que a vida está pedindo agora, e reconhecer até onde dá para ir sem se romper.

Na trend...
09/02/2026

Na trend...

Uma mulher estudando o que ama, com cabelos e unhas arrumadas não quer briga com absolutamente ninguém... sexta-feira de...
06/02/2026

Uma mulher estudando o que ama, com cabelos e unhas arrumadas não quer briga com absolutamente ninguém... sexta-feira de pré carnaval !

06/02/2026

O espaço da supervisão clínica é um lugar especial, no qual a técnica e a prática se encontram.
Facilitar essa troca é ocupar um lugar sensível de escuta, tanto dos casos que são apresentados quanto do profissional que os trazem.

O respeito ao raciocínio clínico e aos caminhos escolhidos por cada profissional é fundamental para o desenvolvimento de uma prática baseada, ao mesmo tempo, no conhecimento da Psicologia Analítica e na equação pessoal de quem a exerce.

Facilitar esse processo, acompanhar amadurecimentos, sustentar perguntas e ver profissionais ganhando mais chão na própria prática é algo que me encanta — e é o que me move na supervisão.

Se esse tipo de espaço faz sentido para você, estou por aqui.

Endereço

Rua Andrade Fernandes, 297C. Vila Madalena
São Paulo, SP
05449-050

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