26/03/2026
O manejo do paciente com epilepsia no cenário perioperatório impõe ao anestesiologista um desafio que transcende a monitorização hemodinâmica convencional.
Na Unità, acreditamos que a segurança desse paciente depende de uma estratégia fundamentada em três pilares técnicos:
1- Dinâmica das Interações FarmacológicasPacientes em uso crônico de fármacos antiepilépticos, como a fenitoína e a carbamazepina, frequentemente apresentam indução do sistema citocromo P450. Para o anestesista, isso se traduz em uma farmacocinética alterada, exigindo ajustes criteriosos de alguns anestésicos, que podem ter seu tempo de ação signif**ativamente reduzido. Por outro mecanismo, também os relaxantes musculares adespolarizantes também possuem menor tempo de ação.
2- Seleção dos Agentes Anestésicos
A escolha do plano anestésico deve ser estratégica. Embora agentes como o propofol e os benzodiazepínicos possuam propriedades anticonvulsivantes consolidadas, o uso de determinados fármacos, como o etomidato, cetamina ou o sevoflurano em concentrações elevadas (especialmente sob hiperventilação), requer cautela devido ao potencial risco de atividade epileptiforme em indivíduos suscetíveis. A lidocaína endovenosa, o ácido tranexâmico também podem favorecer convulsões.
3 - Vigilância e Monitorização Processada
A monitorização da profundidade anestésica via EEG processado com o BIS, Conox ou a Entropia são grandes aliados quando não for utilizado o EEG convencional. Permitem não apenas assegurar a hipnose adequada, mas também identif**ar padrões de supressão ou atividade elétrica atípica que poderiam passar despercebidos em uma monitorização clínica puramente macroscópica.
No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, a Unità reforça que o sucesso do desfecho cirúrgico em pacientes neurológicos é fruto de uma anestesia baseada em evidências, na qual o controle da atividade elétrica cerebral é tão vital quanto a estabilidade dos sinais vitais.
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