22/02/2021
Sim, tem dias que não temos vontade de ir à terapia/analise por ter que falar sobre determinado assunto de novo, e novamente, e mais uma vez e parece que não conseguimos sair do lugar, sentimos que está tudo parado... Será?
Esse talvez seja o primeiro movimento, a percepção de como somos repetitivos, de como falamos sobre as mesmas coisas e que vivendo muitas vezes não nos damos conta disso.
Por vezes, recordar não é somente trazer uma memória, mas aquilo não é consciente justamente por ser algo dolorido, dessa forma atuamos na forma de repetições no dia a dia, sabe aquela sensação de ser azarado, ter o dedo podre nas relações, pode ter algo a ver com isso.
Precisamos retomar a partir do presente, pontos vividos no passado, para que tenhamos a possibilidades de reinventar um outro futuro. Mas isso como já sabemos não é uma tarefa mágica.
Levar a sério nosso processo terapêutico é um caminho, questionar aquilo de” é só uma fase, logo passa” ou até mesmo “não vou gastar meu tempo de sessão falando disso”. Será mesmo?
Por qual razão não dá uma chance?