Dra. Polianna Souza

Dra. Polianna Souza CRM/SP109226.

Médica geriatra pela UNIFESP, formação em Cuidados Paliativos pela Asociacion Pallium Latinoamerica e em Oncogeriatria pela SIOG, área de atuação em Dor pela AMB e administradora do site Oncogeriatria Brasil.

Quando o resultado é difícil, busco três objetivos: que a família compreenda, se sinta acolhida e saia com previsibilida...
08/12/2025

Quando o resultado é difícil, busco três objetivos: que a família compreenda, se sinta acolhida e saia com previsibilidade do próximo passo.

Na conversa, sigo este fio:

— “Tenho um resultado importante e sensível. Podemos falar agora por alguns minutos?” (alinhar tempo)

— “Como vocês estão entendendo a situação até aqui?” (ouvir antes de informar)

— “O exame mostrou… (pausa). Isso significa… (pausa).” (entregar em partes, sem jargão)

— “Entendo que assuste/entristeça. Faz sentido sentir isso.” (nomear a emoção e sustentar o silêncio)

— “Hoje, o mais seguro é: [conduta] / [encaminhamento] / [reavaliação em X]. Como preferem receber as próximas informações?” (fechar com caminho claro e canal de dúvidas)

Detalhes fazem diferença: linguagem simples; uma ideia por frase; evitar promessas e prazos rígidos; oferecer caminhos possíveis conforme a evolução clínica.

Se houver dúvida sobre capacidade decisional do paciente, vale avaliação estruturada e envolvimento de representante legal ou familiares, sem apagar o protagonismo possível.

Registrar no prontuário quem participou, o que foi compreendido, decisões e incertezas. Psicologia, serviço social e enfermagem podem fortalecer esse cuidado integrado.

Sugiro adaptar as frases ao seu serviço e salvar como “modelo” para uso no dia a dia.

Se fizer sentido, discuta com seu grupo de prática clínica e observe um ajuste possível para esta semana.

Escolhas com sentido e segurança nascem do encontro entre evidência e valores. Na rotina, segurança protege desfechos; a...
05/12/2025

Escolhas com sentido e segurança nascem do encontro entre evidência e valores. Na rotina, segurança protege desfechos; autonomia preserva propósito.

O caminho passa por decisão compartilhada e por checar, caso a caso, a capacidade de decidir: compreensão; apreciação; raciocínio; expressão da escolha.

O que oriento:

Primeiro: o que importa para esta pessoa agora? Valores; metas de cuidado; limites aceitáveis.

Depois: riscos e benefícios considerando fragilidade; comorbidades; expectativa funcional; não apenas sobrevida.

Por fim: plano factível, alinhado ao serviço (SUS ou plano de saúde) e registrado no prontuário.

Se houver dúvida sobre capacidade, vale avaliação estruturada e envolvimento de representante legal ou família, mantendo o protagonismo possível do paciente.

Isso reduz retrabalho e evita condutas que protegem o protocolo, mas ferem a pessoa.

Autonomia não é “deixar fazer”, e segurança não é “tutelar”. É combinar evidência com valores e revisitar a decisão quando a condição clínica muda.

Vale compartilhar este conteúdo com quem atua no cuidado integrado.

O que ficou em 2025 no cuidado do idoso com câncer: triagem estruturada; fragilidade como guia de decisão; plano integra...
03/12/2025

O que ficou em 2025 no cuidado do idoso com câncer: triagem estruturada; fragilidade como guia de decisão; plano integrado; pré-habilitação viável; paliativos desde o início.

Neste conteúdo, seguem caminhos que vêm funcionando com recursos reais.

Se fizer sentido, discuta com seu grupo de prática clínica como aplicar estes passos no seu contexto.

Refs.: PNCP/MS 2024; SBOC 2024; INCA; SBGG.

Se atualizar em Oncogeriatria com a agenda no limite é desafiador, eu sei. Por isso, o estudo precisa caber no seu dia, ...
01/12/2025

Se atualizar em Oncogeriatria com a agenda no limite é desafiador, eu sei. Por isso, o estudo precisa caber no seu dia, não o contrário.

Quando estou me atualizando, costumo me perguntar: “o que deste conteúdo muda o desfecho para o meu paciente hoje?”. Essa pergunta guia o foco, transforma leitura em conduta e dá tração às discussões de caso.

Caminho possível:

- Doses pequenas e consistentes: 20 min, 2–3x por semana.

- Prioridade para o que se aplica ao Brasil real: dor no longevo frágil; polifarmácia; triagem geriátrica pré-tratamento.

- Uso de protocolos e mentoria para padronizar decisões e alinhar as áreas envolvidas no cuidado.

O que você pode fazer hoje:

- Três temas que impactam os atendimentos desta semana.

- Para cada tema: um material confiável; diretriz, resumo crítico ou protocolo institucional.

- Cada tema em 3 linhas: quando usar; quando evitar; como monitorar.

- Registro no seu repositório vivo de condutas (app de notas, por exemplo); compartilhamento com a equipe.

Vale levar este ponto para a próxima reunião clínica e alinhar com quem está na linha de frente com você.

Qual tema precisa virar conduta clara no seu serviço nesta semana?


No idoso com câncer, detalhes mudam desfechos: olhar geriátrico, funcionalidade medida, medicações revistas, músculo pro...
28/11/2025

No idoso com câncer, detalhes mudam desfechos: olhar geriátrico, funcionalidade medida, medicações revistas, músculo protegido e metas combinadas.

Vale observar como isso aparece na sua rotina de atendimento.

Um protocolo bem aplicado muda a trajetória do cuidado do paciente idoso com câncer.No meu artigo no LinkedIn, apresento...
26/11/2025

Um protocolo bem aplicado muda a trajetória do cuidado do paciente idoso com câncer.

No meu artigo no LinkedIn, apresento um caso real (anônimo) e explico, passo a passo, como G8/AGA, ajuste de dose, reconciliação de medicações, pré-habilitação e seguimento em janela curta resultaram em mais segurança e mais tempo em casa.

Artigo completo no meu LinkedIn (link na bio).

Tenho observado que, em homens a partir de 60 anos, a prevenção só funciona quando junta risco oncológico, funcionalidad...
24/11/2025

Tenho observado que, em homens a partir de 60 anos, a prevenção só funciona quando junta risco oncológico, funcionalidade e preferências. Quando ajustamos esses três eixos, ganhamos adesão e evitamos sobrediagnóstico.

Na prática, o que mudo na consulta?

Fragilidade e quedas: avalio marcha, preensão e histórico de quedas para calibrar metas e risco de eventos.

Metas de cuidado: priorizo o que importa para o paciente e sua rede (família/cuidadores) antes de propor exames.

Rastreamento com benefício real: indico apenas quando há probabilidade de benefício no horizonte de vida e capacidade de tratar.

PSA seletivo: sempre com decisão compartilhada.

Cólon: rastreio oportunista, conforme funcionalidade e riscos.

Tabagismo: cessação como intervenção-mestra; TCBD apenas em alto risco e onde houver acesso.

Pele: olhar dirigido para lesões novas ou sangrantes.

Sarcopenia: verifico força e apetite; prescrevo exercício e proteína.

Polifarmácia: ajusto para segurança e adesão.

Antes de pedir qualquer exame, eu me pergunto:

Qual o benefício concreto para este paciente, no meu contexto (SUS/privado)? Isso muda a consulta, não?

Sugiro compartilhar com sua equipe e discutir a padronização de PSA seletivo e rastreio oportunista.

Na semana passada entrei na sala com a cabeça cheia de condutas e prazos.Respirei e comecei por onde importa: “o que é p...
21/11/2025

Na semana passada entrei na sala com a cabeça cheia de condutas e prazos.

Respirei e comecei por onde importa: “o que é prioridade pra você hoje?”. Veio uma resposta simples e poderosa: dormir sem dor. A partir daí, a consulta virou. Recalibrei analgesia (dose, via, intervalo), cortei pedidos que não mudariam conduta agora e alinhei expectativas do que é possível nesta semana.

Quando abrimos espaço para valores e funcionalidade, o raciocínio clínico ganha nitidez. O que parecia “protocolo” virou decisão compartilhada: qual benefício concreto, em qual horizonte de tempo, com qual custo de sintomas e logística?

Documentei a meta da paciente, dei retorno em linguagem clara e combinei sinais de alerta. Curiosamente, a adesão veio junto: ela entendeu o porquê e topou o como.

Se quiser transformar sua próxima consulta, experimente essa sequência: comece pela prioridade do paciente, ajuste o manejo do sintoma dominante e termine com um próximo passo viável e um combinado de reavaliação.

É pequeno no tempo, grande no impacto. A gente se sente mais ético, mais seguro; e o paciente, mais cuidado.

Micro-roteiro do serviço: prioridade do paciente → manejo do sintoma dominante → próximo passo viável + reavaliação.

Já pensou em adotar esta sequência nos seus atendimentos?

Se esse tema faz sentido para você ou para sua equipe, vamos conversar.

Agenda marcada: estarei no GU Review / Simpósio Multiprofissional – LACOG 2025, em São Paulo.Tenho observado que, no cân...
18/11/2025

Agenda marcada: estarei no GU Review / Simpósio Multiprofissional – LACOG 2025, em São Paulo.

Tenho observado que, no câncer de próstata avançado, dor e outros sintomas seguem subtratados; sobretudo no idoso com câncer. Na mesa das 9h10 no dia 28 de novembro, vou debater caminhos práticos em equipe.

Traga as perguntas da sua rotina; quanto mais reais, melhor a troca.

Espero você para um diálogo técnico e humano.

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Estaremos em recesso de 20/12/24 a 06/01/25. Desejamos a todos muitas bênçãos nesse período de festas e confraternizaçõe...
20/12/2024

Estaremos em recesso de 20/12/24 a 06/01/25. Desejamos a todos muitas bênçãos nesse período de festas e confraternizações, um Feliz Natal para todos aqueles que o comemoram e um Ano Novo de muita saúde, amor e realizações! Em breve estaremos juntos por aqui novamente!

PROCESSO SELETIVO ENSINO EINSTEIN 2025: Estão abertas até o dia 20/02/2025 as inscrições para a Pós-graduação em Oncoger...
17/12/2024

PROCESSO SELETIVO ENSINO EINSTEIN 2025: Estão abertas até o dia 20/02/2025 as inscrições para a Pós-graduação em Oncogeriatria do Ensino Einstein, agora em formato híbrido. Em um mundo que envelhece e no qual a incidência de câncer em idosos aumenta exponencialmente, não podemos deixar de nos preparar para um cuidado mais seguro e efetivo dessa população, embasado nas melhores evidências. Entidades como a International Society of Geriatric Oncology (SIOG), National Comprehensive Cancer Network (NCCN), American Society of Clinical Oncology (ASCO) e European Society for Medical Oncology (ESMO)recomendam que todo idoso com câncer seja submetido a avaliações geriátricas para o melhor planejamento e acompanhamento de sua jornada de tratamento. Venha aprender conosco como aplicar esses conceitos à sua prática!
Sob a coordenação de Polianna Souza, Morgani Rodrigues e Ludmila Koch.
Saiba mais: https://mkt.einstein.br/qe9sul

Endereço

São Paulo, SP
01332-000

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