08/12/2025
Quando o resultado é difícil, busco três objetivos: que a família compreenda, se sinta acolhida e saia com previsibilidade do próximo passo.
Na conversa, sigo este fio:
— “Tenho um resultado importante e sensível. Podemos falar agora por alguns minutos?” (alinhar tempo)
— “Como vocês estão entendendo a situação até aqui?” (ouvir antes de informar)
— “O exame mostrou… (pausa). Isso significa… (pausa).” (entregar em partes, sem jargão)
— “Entendo que assuste/entristeça. Faz sentido sentir isso.” (nomear a emoção e sustentar o silêncio)
— “Hoje, o mais seguro é: [conduta] / [encaminhamento] / [reavaliação em X]. Como preferem receber as próximas informações?” (fechar com caminho claro e canal de dúvidas)
Detalhes fazem diferença: linguagem simples; uma ideia por frase; evitar promessas e prazos rígidos; oferecer caminhos possíveis conforme a evolução clínica.
Se houver dúvida sobre capacidade decisional do paciente, vale avaliação estruturada e envolvimento de representante legal ou familiares, sem apagar o protagonismo possível.
Registrar no prontuário quem participou, o que foi compreendido, decisões e incertezas. Psicologia, serviço social e enfermagem podem fortalecer esse cuidado integrado.
Sugiro adaptar as frases ao seu serviço e salvar como “modelo” para uso no dia a dia.
Se fizer sentido, discuta com seu grupo de prática clínica e observe um ajuste possível para esta semana.