11/05/2025
Sou filha, sou mulher, sou profissional, sou faltosa, sou imperfeita, sou resultado de muitas ausências e também sou soma nas presenças. E …SOU MÃE.
Não porque gestei, mas porque minha filha me fez ser sua mãe. Na verdade, ela me faz ser a mãe dela cada dia um pouquinho mais.
Algumas vezes, ela se perde comigo nessa aventura e logo em seguida nos encontramos novamente.
Criamos encontros e desencontros a cada momento para que também nos reste espaço para sermos, para sentirmos, para compreendermos (ainda que sem compreender).E assim, cria-se vida e novos sentidos, novos signif**ados e novos caminhos. E a cri(AÇÃO) é sobre isso.
O espaço sempre sobra: no útero que f**a vazio após dar vida, em cada ano que nossos filhos crescem um pouquinho mais e deixam de ser tão nossos e vão se tornando Eles mesmos, a cada desentendimento e a vontade de sumir, de se tornar invisível… tudo isso faz parte da Maternidade.
Não ganhamos super poderes apenas por ter um serzinho que nos chama de mãe. Por mais sedutor que pareça ser e para muitas pessoas de fato seja, se tornar mãe não faz de você completa, perfeita e muito menos onipotente.
Elisabeth Badinter escreveu um livro muito clássico da psicanálise chamado: O MITO DO AMOR MATERNO. Nele, constatamos que muito do que é cobrado de uma mãe, precisa ser construído.
Parem de se alienar em MANUAIS PERFEITOS DE COMO SE TORNAR A MÃE IDEAL, porque isso não existe. É frustrar nossos filhos é essencial para que possamos abrir espaço, falta, desejos… para que possamos criar VIDA.
Se perguntem: Como EU LIDO COM MINHAS FALTAS? Antes de tentar sair por aí comprando um ARSENAL da mãe perfeita.
Por isso, sem maiores ilusões e com muitas desilusões rsrs desejo a VOCÊS UM FELIZ DIA DAS MÃES.