22/02/2026
Não é metáfora.
Não é poesia ambiental.
É ontologia.
Rio não é coisa.
Não é recurso.
Não é paisagem neutra.
Rio é corpo vivo.
Tem ritmo, memória, espírito e resposta.
O que chamam de “desastre”
é reação de um ente violentado por séculos
em nome de progresso, lucro e colonialidade.
Enquanto tratarmos a terra como objeto,
ela continuará nos respondendo como sujeito.
Escutar os povos originários
não é gesto simbólico.
É sobrevivência.
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