VOA Instituto de Psicologia

VOA Instituto de Psicologia Instituto especializado no cuidado aos vínculos afetivos.

Assim como a ilustre frase de Bowlby, "do berço ao túmulo", desenvolvemos diversas atividades dentro da temática dos relacionamentos como forma de promover uma base segura para novos voos.

A cadeira vazia. O nome que não será sorteado no amigo secreto. O prato preferido que não será preparado. A ligação que ...
18/12/2025

A cadeira vazia. O nome que não será sorteado no amigo secreto. O prato preferido que não será preparado. A ligação que não vai acontecer. A celebração que perde o sentido.

Datas simbólicas podem ser gatilhos de reativação da dor. A ausência se atualiza, se reinscreve no corpo e na memória. O mundo externo está iluminado, mas dentro de alguém que elabora um luto, há menos euforia e mais cansaço.

Por isso, se você está em luto: não se cobre por não estar “no clima”. Você não precisa participar de tudo. Não se culpe por se emocionar ou por não se emocionar; por sorrir ou por não sorrir.

E se você convive com alguém enlutado: não pressione por alegria. Não diga que “a pessoa gostaria de ver você feliz”. Não tente “resolver”. O melhor apoio é simplesmente respeitar o tempo do outro.

Ausências serão sentidas - caso um à sua maneira.🖤


Não se trata apenas de sentir medo. Trata-se de viver em contenção crônica, sem espaço para confiar, explorar, amar ou s...
15/12/2025

Não se trata apenas de sentir medo. Trata-se de viver em contenção crônica, sem espaço para confiar, explorar, amar ou simplesmente estar.

No vínculo, a segurança deveria ser premissa. Mas para muitas mulheres, o vínculo é o próprio risco.

E o mais perverso: o discurso do amor e do cuidado é frequentemente manipulado para manter mulheres nesses lugares. Como se coubesse a elas salvar a relação. Como se fosse falha delas a violência do outro. Como se estivesse em suas mãos a manutenção da família ou da “ordem”.

Por isso, é urgente dizer com todas as letras: Segurança é um direito psicológico. Sem ela, não há terapia, afeto ou projeto de vida que se sustente.


Se você quiser fazer parte da nossa comunidade em 2026, aqui estão os programas já agendados, todos com opção de parcela...
01/12/2025

Se você quiser fazer parte da nossa comunidade em 2026, aqui estão os programas já agendados, todos com opção de parcelamento sem juros.

Programe-se para investir no seu conhecimento!🪁

Dúvidas e informações: envie pra gente uma DM ou entre em contato pelo WhatsApp (link na bio). E compartilhe com outras psis!


Falar sobre saúde mental masculina é falar sobre vínculos primários, modelos internos de apego e permissão para existir,...
07/11/2025

Falar sobre saúde mental masculina é falar sobre vínculos primários, modelos internos de apego e permissão para existir, como se é.

A dificuldade dos homens em buscar ajuda emocional não é um acaso individual — é parte de um sistema que ensinou, desde cedo, a desconectar-se de si para sobreviver.

Na Teoria do Apego, entendemos que os primeiros vínculos moldam como lidamos com afeto, dor, intimidade. Quando há exigência de autocontrole e negação da vulnerabilidade, o preço costuma ser alto: isolamento emocional, baixa percepção dos próprios estados internos e dificuldade para confiar nos outros.

Homens, lembrem-se: cuidar do que sentimos é também um jeito de (re)construir vínculos mais seguros.💙


“A força é aquilo que transforma quem quer que lhe seja submetido em uma coisa”, disse a escritora e filósofa francesa S...
06/11/2025

“A força é aquilo que transforma quem quer que lhe seja submetido em uma coisa”, disse a escritora e filósofa francesa Simone Weil.

As mães de cada uma das mais de 115 pessoas mortas no Rio de Janeiro viram os corpos de seus filhos virando números. Em meio aos seus próprios sofrimentos e dúvidas, são “lembradas” ainda de que não deram conta do seu papel social: de criar, cuidar, supervisionar, orientar.

Uma cobrança, aliás, que quase sempre recai exclusivamente sobre elas, as mães (e quase nunca sobre eles, os pais).

Mortes na favela geram lutos não-reconhecidos. Lutos silenciados. Sendo lugares historicamente marginalizados, o sistema entende que, ali, tudo pode acontecer: conflitos, chacinas, tiros, gente sendo perseguida e gente perseguindo. Portanto, não cabe sofrimento diante da morte.

Nesse cenário de guerra (e guerra é um ato não-lógico) f**a a pergunta: existe espaço para o ? Existe permissão para as mães sofrerem? Existe cuidado aos enlutados?

E se uma menina de 11 anos contasse uma história a partir de suas anotações em um caderno escolar?  A Pri leu, recomendo...
28/10/2025

E se uma menina de 11 anos contasse uma história a partir de suas anotações em um caderno escolar? A Pri leu, recomendou e veio aqui destacar seus trechos favoritos.

O livro de Mariana Salomão Carrara demonstra toda a ingenuidade e lucidez de uma garota frente a acontecimentos e desafios da vida - uma infância comum, que não é espetacular, nem performática. É uma escrita que lembra a lógica do desenho infantil.

A personagem fala de morte, de medo, de culpa e também de amor, de amizade e daquela sensação de estar fora de seu lugar.

Quem já leu ou ficou com vontade de ler?


Nem sempre é fácil sustentar o compromisso com a terapia (e a gente sabe, fazer terapia nem sempre é “gostosinho!”).Na m...
23/10/2025

Nem sempre é fácil sustentar o compromisso com a terapia (e a gente sabe, fazer terapia nem sempre é “gostosinho!”).

Na maioria das vezes, faltar, desmarcar, esquecer, atrasar não signif**am, necessariamente, desinteresse, desleixo ou desconfiança. Mas de forma indireta essas ações servem como matéria e contam sobre os modos de se priorizar (ou não), de manter vínculos, de sustentar processos internos.

Este post não é para deixar ninguém paranoico, mas para propor uma observação com mais gentileza aos movimentos que você faz - dentro e fora da terapia.

Faz sentido?


A maioria das pessoas aprendeu que regular as emoções é “manter o controle” - como se isso fosse possível 100% do tempo....
17/10/2025

A maioria das pessoas aprendeu que regular as emoções é “manter o controle” - como se isso fosse possível 100% do tempo.

Oscilar entre as zonas descritas por Daniel Hill é normal e esperado. A pergunta, portanto, não é “como faço para viver sempre na janela de tolerância?”, mas sim “o que me faz sair dela, o que essa emoção quer me dizer e o que me ajuda a voltar?”

Nossas emoções podem ser importantes bússolas para nossas ações. Às vezes nos desregulamos justamente pela intensidade dessas emoções, mas é justamente compreendendo as razões de elas terem vindo tão intensas que podemos nos conhecer melhor: o que nessa situação me deixou com TANTA raiva ou TÃO triste ou TÃO ansioso?

Às vezes é porque realmente fomos MUITO desrespeitados, perdemos alguém que amamos MUITO ou estamos em uma situação em que o que está em jogo é MUITO importante pra nós!

Para cada indivíduo, as respostas serão diferentes, uma vez que os pontos de instabilidade são particulares e associados a nossas próprias experiências, histórias e vulnerabilidades.

A regulação vem com a prática, quando permitimos ouvir o que nosso sistema interno tem a dizer.


Vivemos em um tempo em que os pais têm acesso a muita informação sobre desenvolvimento infantil, o que é ótimo. Mas, em ...
15/10/2025

Vivemos em um tempo em que os pais têm acesso a muita informação sobre desenvolvimento infantil, o que é ótimo. Mas, em paralelo, cresceu também uma espécie de pânico silencioso: o medo de errar, de causar danos irreversíveis, de se tornar “o trauma” de seus filhos.

Só que relações humanas não se constroem na lógica da perfeição. Elas se constroem na sustentação das falhas. E na realidade de sermos todos humanos,

O que forma uma base segura para o desenvolvimento emocional de uma criança não é a ausência de marcas, mas a presença de vínculos consistentes.

Na clínica, quando falamos de trauma, estamos falando de vivências intensas e repetidas de desamparo, insegurança ou abandono emocional, e não da frustração cotidiana diante de um “não” necessário.

O limite, quando bem sustentado, ensina proteção, ajuda a organizar o mundo interno e mostra que há alguém ali cuidando.

Temos visto cuidadores que sentem tanto medo do trauma que se paralisam na idealização, sem sustentar o desconforto da posição de responsabilidade que ser pai e mãe exige.

Ser filho de Maria é diferente de ser filho de Ana e não tem nada de errado nisso, já que nascer em cada família compõem nosso repertório de valores, padrões, crenças e comportamentos.

Conta pra gente se essa reflexão faz sentido pra você e como esse tema tem aparecido por aí?


Hoje é um dia especial aqui no VOA: aniversário da Pri, nossa libriana, cofundadora do VOA e carinhosamente chamada de C...
13/10/2025

Hoje é um dia especial aqui no VOA: aniversário da Pri, nossa libriana, cofundadora do VOA e carinhosamente chamada de CEO!🙅🏻‍♀️

INFORMAÇÃO BÔNUS: Para além de uma psicóloga excepcional, a Pri é uma excelente gestora (de tudo!), uma amiga muito fiel e uma leitora voraz, principalmente de histórias reais e... peculiares.😆

Pri, você é incrível. Seja muito feliz!!!🎈

Beijo nosso!
Equipe VOA

Outubro é o mês Internacional da Conscientização sobre a Perda Gestacional e Neonatal — um luto que, muitas vezes, acont...
02/10/2025

Outubro é o mês Internacional da Conscientização sobre a Perda Gestacional e Neonatal — um luto que, muitas vezes, acontece em silêncio.

Por não haver corpo visível, certidão, nome oficial, velório ou rituais sociais, esse tipo de perda ainda não encontra espaço legítimo na cultura do luto. É o chamado luto não reconhecido — quando a perda existe, mas não encontra validação no entorno.

A perda gestacional é a interrupção de um presente e de um futuro: não se perde apenas um filho(a), mas também uma vida inteira que estava sendo sonhada, em muitas camadas.

Falar sobre perda gestacional é também cuidar da saúde mental. Que possamos sustentar conversas delicadas, mas necessárias.


Tem algo perigoso acontecendo quando o discurso sobre saúde mental vira uma corrida para encaixar pessoas em diagnóstico...
17/09/2025

Tem algo perigoso acontecendo quando o discurso sobre saúde mental vira uma corrida para encaixar pessoas em diagnósticos, sem escutar suas histórias.

É importante a gente pensar, sempre que estiver buscando um diagnóstico: este diagnóstico está a serviço de quê? De pertencimento, segurança, validação, tratamento, busca por melhoria…?

Não é raro ver palavras como “TDAH”, “borderline”, “TOC” ou “ansioso” sendo usadas como atalhos, fora de seus contextos e, principalmente, sem embasamento técnico.

O que você, psi, acha dessa patologização “de tudo”?


Endereço

Rua PADRE JOÃO MANUEL, 222 Conj 95/96
São Paulo, SP
01411000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando VOA Instituto de Psicologia posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para VOA Instituto de Psicologia:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram