16/02/2026
Na fertilização in vitro, quantidade não é sinônimo de sucesso. A decisão sobre quantos embriões transferir precisa ser baseada em ciência, segurança e diálogo, nunca na pressa ou na ideia de “aumentar as chances a qualquer custo”.
Hoje, a conduta mais recomendada, na maioria dos casos, é a transferência de um único embrião. Isso porque transferir mais embriões aumenta discretamente as chances de gravidez, mas eleva de forma importante os riscos associados à gestação gemelar, como prematuridade, hipertensão arterial e complicações obstétricas, além da necessidade frequente de UTI neonatal.
Essa decisão é sempre tomada em conjunto com a paciente. Quando existe o desejo de transferir dois embriões, é fundamental que todos os riscos sejam claramente discutidos e compreendidos. Segurança materna e fetal fazem parte do tratamento.
Com o avanço da idade, essa conversa se torna ainda mais cuidadosa. Aos 42 anos, por exemplo, a chance de um embrião ser euploide gira em torno de 10% a 20%. Por isso, ferramentas como o PGT-A ajudam a identificar os embriões com maior potencial de gerar uma gestação saudável. Em algumas situações, também se discute a ovodoação como alternativa.
Quando pensamos em taxa de sucesso acumulada, a estratégia mais segura costuma ser clara: um embrião por vez. Mesmo assim, é importante lembrar que gestações múltiplas podem ocorrer de forma inesperada, já que um único embrião pode se dividir, algo raro, mas possível.
Seguimos avançando com fé, ciência, prudência e bom senso, sempre respeitando a história, o corpo e o tempo de cada mulher. É assim que eu ajo!
Dr. Arnaldo Cambiaghi CRM 33.692 | RQE 42074
IPGO – Medicina da Reprodução
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