12/11/2025
Muitas pessoas substituem o refrigerante tradicional pelo “zero”, com a convicção de que estão fazendo uma opção mais saudável. No entanto, estudos recentes indicam que a troca do açúcar por adoçantes artificiais pode, na verdade, acarretar riscos ainda maiores para a saúde.
Uma extensa pesquisa publicada no Stroke Journal demonstrou que o consumo diário de refrigerantes diet está associado a um risco até três vezes maior de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e demência. Isso sugere que o que aparenta ser inofensivo à primeira vista pode ser bastante prejudicial internamente ao cérebro.
A razão para isso reside nos efeitos de adoçantes como o aspartame e a sucralose. Essas substâncias têm a capacidade de modificar a microbiota intestinal, desorientar os receptores de glicose e interferir na sinalização da insulina no cérebro. Como resultado, podem desencadear inflamações silenciosas e desregular a função dos neurotransmissores.
O cérebro não se baseia em rótulos, mas sim em bioquímica. Sendo assim, o termo “zero açúcar” não é equivalente a “risco zero”. Pelo contrário: essa escolha, aparentemente vantajosa, pode estar disfarçando um risco significativo.
Grandes instituições como a Harvard Medical School e a American Heart Association já emitiram alertas sobre os potenciais efeitos metabólicos e cognitivos resultantes do consumo contínuo desses componentes.
Se a sua preocupação é manter a saúde do cérebro e envelhecer com clareza mental, é fundamental reavaliar até mesmo os pequenos hábitos diários. Isso inclui questionar o que você bebe achando que é “benéfico”.
Cássia Veridiana Dourado Leme Bueno
Endocrinologia e Metabologia CRM-SP 146.961 | RQE 60.459