04/03/2026
Muitas pessoas tentam reduzir ou parar uma medicação psiquiátrica e acabam passando por algo que ninguém explicou antes.
Irritabilidade intensa.
Tremor.
Náusea.
Insônia.
Sonhos vívidos.
Sensação de perda de controle emocional.
Quando isso acontece, o paciente costuma ouvir que a doença “voltou”. Nem sempre é isso.
Durante anos de uso, o cérebro se adapta à presença da medicação. Receptores mudam de sensibilidade, circuitos se reorganizam e o organismo passa a funcionar com aquela substância presente. Quando a retirada é feita rápido demais, o sistema nervoso reage.
Por isso reduzir medicação não é apenas diminuir miligramas.
O ponto central é a ocupação dos receptores cerebrais. Nas doses mais altas, pequenas reduções mudam pouco essa ocupação. Já nas doses finais, reduções mínimas podem representar uma queda grande na ação da medicação no cérebro.
É justamente nessa fase que muitas pessoas sofrem mais.
Um processo de redução seguro costuma ser gradual, ajustado ao longo do tempo e acompanhado de perto. O objetivo não é apenas retirar a medicação. É preservar estabilidade emocional e qualidade de vida durante todo o percurso.
Conheça histórias de pessoas que passaram pelo tratamento com cetamina e como isso pode transformar caminhos de vida. O link está no post.
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Dr. Tiago Gil
Médico Anestesista
CRM/SP 157.384 | RQE 64.781
Referências:
Horowitz MA, Taylor D. Tapering of SSRI treatment to mitigate withdrawal symptoms. Lancet Psychiatry. 2019.
Horowitz MA et al. Antidepressant withdrawal and receptor occupancy. Psychopharmacology.