02/12/2025
Você vive ou já viveu problemas emocionais no seu ambiente de trabalho? Pouca gente fala disso, mas os desajustes emocionais estão na raiz de problemas ligados à saúde mental.
Tais problemas nascem de um esforço crônico para se adaptar, bater metas, se relacionar bem, ser motivado, produtivo, colaborativo, etc. Você é exigido emocionalmente, mas muitas vezes não tem a possibilidade de se reorganizar internamente.
A constante “adaptação forçada” gera o efeito oposto: alto desgaste emocional e desadaptação. O uso positivo das emoções não encontra espaço para existir, pois a carga emocional está sendo usada para: medir palavras o tempo todo, evitar quaisquer tipos de conflitos, antecipar as reações dos outros, demonstrar que é “profissional”, não criticar, não questionar, não inovar... Todo esse esforço, além de silencioso e invisível, está na contramão do que uma empresa necessita: gente sadia emocionalmente, pois são elas que geram os verdadeiros resultados.
Quando o ambiente corporativo não oferece espaço para conversar sobre o que realmente pesa, as emoções continuarão desligadas do processo racional, gerando exaustão mental e física.
E esse é o ponto:
Os profissionais precisam levar inteligência e sabedoria às emoções. Eles não se cansam de ter que trabalhar, mas se cansam de se obrigarem emocionalmente a caber em um espaço que não oferece segurança psicológica básica.
Ambientes empresarias que permitem a expressão adequada das emoções e lidam cotidianamente com elas, criam um campo fértil para que os profissionais gerenciem pressões e mudanças de forma saudável. De quebra, colaboram com a prevenção de transtorno mentais e burnout, aumentam a satisfação dos profissionais e, consequentemente, dos clientes externos.
E isso muda tudo. Empresas que não negligenciam a força por trás das emoções, alavancam vantagem competitiva e reputação.
Faz sentido para você?
Comente com alguém que já viveu ou vive contexto semelhante.
👉 E siga acompanhando: aqui eu falo sobre assuntos mal interpretados pelo senso comum e pouco debatidos, mas que merecem uma reflexão mais crítica : o universo emocional e seus desdobramentos no mundo do trabalho.