30/10/2015
S I S O
1.Como saber se tenho os dentes do siso?
Consultando um especialista é possível a necessidade da solicitação de exames para avaliar a presença dos dentes dos siso e sua posição na arcada óssea. Em muitos casos, um exame radiográfico com uma radiografia panorâmica pode ser suficiente para determinar o estágio de formação do dente, o seu tamanho e posição, e quais estruturas vizinhas podem sofrer algum tipo de interferência devido à presença dos terceiros molares. Em outros casos, uma tomografia computadorizada é necessária.
2.Porque do siso causar tanta dor em algumas pessoas?
Existem vários motivos que justif**am a dor devido ao dente do siso. Há casos em que ele não rompe a gengiva e não vem à tona (não erupciona). Dependendo da posição em que o dente do siso estiver, ele irá empurrar todos os outros dentes para fora do lugar e isso causa uma forte dor. Além do dente do siso não aparecer, ele ainda tirará os demais dentes do lugar, fazendo com que, no futuro, o paciente tenha que fazer um trabalho de correção, provavelmente com o uso do aparelho odontológico. Quando ocorre essa movimentação dos dentes devido ao dente do siso, provavelmente o paciente sente algum desconforto.
Outro motivo de fortes dores é quando o dente do siso está pressionando o nervo. Quando ele não rompe a gengiva, pode pressionar os nervos dos dentes. Nossos dentes são repletos de ramif**ações nervosas e estão interligados entre si por essas ramif**ações. O dente do siso, ao pressionar essa região, pode causar fortes dores que parecem irradiar pela boca toda. E ainda, pode-se sentir dor de dente quando o dente do siso tenta se ajeitar na dentição já existente. Pouquíssimas pessoas têm espaço na sua arcada dentária para receber e acomodar o dente do siso sem que este empurre os demais dentes. Quando o dente do siso tenta encontrar seu espaço na arcada dentária, além da dor causada por empurrar os outros dentes, como todos f**am muito apertados, a chance de surgir uma cárie devido ao acúmulo de restos de comida entre os dentes é muito grande.
3.Existe risco se não remove-los?
Se os dentes do siso não são removidos, alguns problemas podem surgir.
a) ausência de espaço adequado e suficiente pode ocasionar a impacção do dente de siso, fazendo com que ele não venha a irromper;
b) dentes do siso parcialmente irrompidos, que apresentam uma recobrimento parcial de gengiva, resultam em um acúmulo de alimentos sob a gengiva, causando vermelhidão, inchaço, dor, mau hálito e abscesso;
c) risco aumentado de desenvolvimento de cáries nos dentes posteriores devido à dificuldade de escovação e uso do fio dental;
d) tratamentos ortodônticos, com o aparelho ortodôntico fixo, podem ter o movimento limitado devido à presença desses dentes;
e) dentes impactados podem levar à formação de cistos, causando danos permanentes em dentes vizinhos, nos ossos e nervos.
4.Como é a cirurgia dos dentes do siso?
A cirurgia de siso só pode ser realizada após uma cuidadosa avaliação do estado de saúde geral do paciente. Muitas vezes, uma profilaxia deve ser realizada previamente à cirurgia para remoção de placa e cálculo dentário, diminuindo os riscos de infecções. A cirurgia é realizada sob anestesia local. Dentes que estão completamente irrompidos e presentes na boca podem ser removidos com mais tranquilidade quando comparados aos dentes parcialmente rompidos e dentes impactados. No caso dos dentes impactos, incisões na gengiva e na mucosa devem ser feitas para que haja uma boa visualização do dente. Em alguns casos, pode ser realizada uma osteotomia, isso é, a remoção da parte óssea que recobre o dente impactado. Além disso, também pode ser realizada a odontosecção do dente. Essa manobra tem como finalidade dividir o dente em porções menores, facilitando a sua retirada. Uma vez que o dente do siso é removido, as incisões são suturadas e fechadas com fios de algodão ou nylon, que devem ser mantidos em posição por sete ou dez dias.
5.Como é o pós a cirúrgico?
A medicação pós-operatória deve ser seguida como prescrita.
Um leve sangramento pode ocorrer por algumas horas após a extração do dente. Para controlar este sangramento, coloque um pedaço de gaze limpa sobre a região.
Algum inchaço na região é esperado e pode ser diminuído com compressa de bolsas com gelo. Coloque um pedaço de gelo, envolto em um pano, e aplique-o sobre a região do dente por 10 minutos, seguidos por 20 minutos de descanso, e depois retome mais 10 minutos de aplicação. Repita esse processo nas primeiras 48 horas, ele pode minimizar de forma considerável o edema da região.
Evite bochechos ou cuspir durante as próximas 24 horas após a extração do dente, evitando o rompimento dos pontos e o deslocamento do coágulo que é necessário para total cicatrização da ferida cirúrgica.
Nos próximos dois dias, não ingira alimentos quentes e consistentes. Prefira alimentos a temperatura ambiente e que não exijam muito esforço mastigatório.
Escove todos os dentes normalmente, mas evite os dentes vizinhos diretos na região do dente extraído durante as primeiras 24 horas. No segundo dia, retome de forma suave a escovação de todos os dentes. Não use enxaguantes bucais, apenas se forem prescritos.
6.Quando é indicada a extração?
A extração é indicada em dentes que não têm espaço suficiente para erupcionar e se manter em uma posição favorável à mastigação e de fácil higienização. A extração também é indicada para dentes que podem ocasionar ou estão ocasionando os seguintes quadros:
a) Pericoronarite: inflamação da gengiva que recobre o dente, devido ao acúmulo de placa bacteriana entre a gengiva e o dente, ocasionando dor, inchaço, mau hálito e dificuldade na abertura da boca.
b) Cáries: devido à dificuldade de higienização dos dentes do siso, o acúmulo de resíduos alimentares leva à formação de cárie, tanto no terceiro molar como no segundo molar. Essas cáries podem evoluir de forma gradativa e imperceptível, até alcançarem a polpa do dente, provocando dor.
c) Doenças de gengiva e do periodonto: o acúmulo de placa associada à dificuldade de escovação provoca a infecção e inflamação do tecido gengival. Com tempo, essa inflamação atinge o osso, ocasionado perda óssea e dos tecidos de sustentação do dente.
d) Cistos e tumores: a infecção do tecido circunvizinho ao dente incluso pode levar à formação de cistos e tumores na região.
7.A partir de qual idade é indicada a remoção?
Os dentes do siso são mais fáceis de remover em pacientes mais jovens, pois as raízes ainda não estão completamente formadas e o osso ao redor do dente é mais poroso, diminuindo o risco de lesões ao nervo alveolar inferior. Esse nervo é responsável pela sensibilidade de alguns dentes, da língua e parte do lábio inferior.
8.Exame de radiografia específ**a:
Uma radiografia panorâmica e uma radiografia periapical é muito importante nas cirurgias de terceiros molares. Estas permitem a visualização do tamanho exato, completo e a forma do terceiro molar (posição da coroa, o número, o tamanho e a forma das raízes) como também permitem a visualização do nervo alveolar inferior e a proximidade que os terceiros molares estão desse nervo. Nos casos de terceiros molares superiores, a radiografia panorâmica permite a visualização da posição destes dentes em relação à extensão do seio maxilar. Visualizar a posição dos dentes em relação a nobres estruturas anatômicas permite um maior planejamento da cirurgia, um melhor ato cirúrgico e um melhor pós-operatório para o paciente.
9.Preciso de alguma medicação?
Sim. As medicações prescritas ao paciente diminuem os riscos de infecção e inflamação, melhorando o pós operatório. O paciente deve informar se já está tomando ou se é alérgico a algum medicamento.
10.Quantos dentes do siso podem ser extraídos em uma única cirurgia?
Quando a cirurgia é feita no consultório, o número de dentes a serem removidos depende muito da sua posição e complexidade. Dentes com difícil acesso e abertura bucal insuficiente eventualmente acabam cansando o paciente, portanto uma segunda intervenção talvez seja necessária. Nas cirurgias hospitalares, todos os sisos são removidos em uma única cirurgia.
11.É feita no hospital ou no consultório?
A cirurgia de siso pode ser feita no consultório como também no hospital.
12.Qual é o tipo de anestesia?
Quando a cirurgia é feita no consultório, a anestesia de escolha é local. Já no hospital, a anestesia é geral.
13.Tirar os dentes do siso dói?
Com as associações de técnicas cirúrgicas tradicionais e contemporâneas, anestésicos modernos e um conhecimento aprofundado da anatomia local, os pacientes têm apresentado uma ótima recuperação do procedimento. Em casos de grande complexidade, um leve desconforto é esperado, porém o uso de medicamentos diminui o desconforto e acelera o pós-operatório e a recuperação.
14.Quanto tempo leva a cirurgia?
O tempo cirúrgico pode variar de 10 minutos a 2 horas. Depende muito do caso (a posição do dente, quantos dentes serão removidos, etc.). Nenhum caso é igual a outro.
15.É preciso cortar o dente?
Em casos de dentes inclusos, é muito comum a realização da odontosecção, ou seja, o dente é dividido em duas ou mais partes. Esse procedimento facilita a sua remoção, preservando estruturas nobres adjacentes, como outros dentes, nervos e o próprio osso.
16.Após a extração, pode haver dor no local?
Uma inflamação local e fisiológica (decorrente do próprio organismo) é esperada em qualquer tipo de cirurgia. Nos casos de cirurgia dos dentes do siso, a diminuição dessa inflamação depende da habilidade do cirurgião, da posição dos dentes, do uso de medicação prévia e após o ato cirúrgico, e da resposta do próprio paciente.
17.Quanto tempo preciso de repouso?
Na maioria dos casos, apenas um dia de repouso é necessário.
18.Meu lábio e minha língua podem f**ar paralisados?
A parestesia, isto é, a ausência de sensibilidade parcial da língua e do lábio, ocorre quando o nervo alveolar inferior é tocado. Esta parestesia pode durar semanas ou até meses. O uso de medicamentos e a aplicação de infravermelho e laser na região afetada podem acelerar a recuperação da sensibilidade.
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