09/01/2026
O Janeiro Verde reforça a importância da conscientização sobre o câncer de colo de útero, uma doença que pode ser evitada e tratada quando detectada precocemente.
A infecção persistente pelo HPV (Papilomavírus Humano) é responsável por 99% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente em mulheres, com 17 mil novos casos estimados por ano no triênio 2023-2025, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A taxa de mortalidade é de 4,79/100 mil mulheres, porém com diferença regional marcante no Brasil.
Entre os mais de 100 tipos de HPV os subtipos 16 e 18 são os de maior relevância por serem oncogênicos e responsáveis por cerca de 70% dos casos em que pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras (lesão intraepitelial escamosa de alto grau e adenocarcinoma in situ), cuja identificação e tratamento adequado possibilita a prevenção da progressão para o câncer cervical invasivo.
Além de aspectos relacionados à própria infecção pelo HPV (subtipo e carga viral, infecção única ou múltipla), outros fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual parecem influenciar os mecanismos ainda incertos que determinam a regressão ou a persistência da infecção e também a progressão para lesões precursoras ou câncer.
SABENDO QUE HÁ UMA VACINA PARA PREVENIR O CÂNCER VOCÊ TOMARIA?
Então, para o tipo relacionado ao HPV ela existe é a medida mais eficaz de prevenção. Ela estimula o sistema imunológico a produzir anticorpos contra a doença, o que evita a infecção pelos quatro tipos mais prevalentes do vírus, os não oncogênicos 6 e 11, mas que se relacionam com a formação de verrugas e os oncogênicos 16 e 18.
A vacina está disponível gratuitamente no SUS em dose única, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, pessoas em uso de Profilaxia Pré-Exposição-PreP (15 a 45 anos), vítimas de violência sexual, pessoas vivendo com HIV ou aids e pessoas imunossuprimidas (9 a 45 anos).
Lembre-se: Vacinas salvam vidas!