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Falar de compulsão alimentar é um assunto complicado e delicado que demanda conhecimentos além daqueles que escutamos to...
24/06/2016

Falar de compulsão alimentar é um assunto complicado e delicado que demanda conhecimentos além daqueles que escutamos todos os dias de leigos que definem a doença como : “Você só pensa em comida”, “Você não leva nenhuma dieta a sério”, “Como quer emagrecer se come desse jeito?”, “Você não tem força de vontade”. Geralmente é isso que escutamos dos outros quando nos pegam a comer compulsivamente e sem saber explicar, continuamos nos escondendo de alguma forma nesse “hábito” incontrolável que é maior que a nossa razão de saber quando parar.
De um jeito simples vou definir o que é a compulsão alimentar: é uma doença mental em que a pessoa não tem controle em relação à comida, fazendo-a comer mesmo quando não está com fome ou já estar satisfeita. Pessoas com compulsão alimentar comem grandes quantidades de alimentos em pouco tempo. As causas podem ser inúmeras e obviamente cada caso é um caso e precisa ser cuidado como tal. Generalizar os motivos da compulsão alimentar é entrar em um campo perigoso e errôneo onde deixa-se de escutar a pessoa e suas aflições.
Eu acredito que o ser humano é um ser social e, querendo ou não, é visto pelas relações que ele forma. Pessoas que não conseguem se relacionar de maneira adequada ou como gostariam, ou ainda, tem questões internas que guardam dentro de si, acabam construindo formas inadequadas no campo relacional. Uma dessas formas é a relação construída com a comida. Sim, a comida passa a ser um caminho para o alívio. Na maioria das vezes, enxergam na comida um acolhimento ou um escape para questões aflitivas. Em muitas ocasiões as pessoas não tem essa consciência e arranjam maneiras equivocadas de lidar com essa “culpa”, desenvolvendo ainda mais a compulsão ou até outros transtornos alimentares.
É essencial trabalhar a relação/comida de uma forma agradável e adequada. A idéia, para tratar a compulsão, não é cortar essa relação de maneira abrupta, tanto porque comer gera prazer além de ser fundamental pra sobrevivência do ser humano, mas ressignificá-la para que a comida seja vista como algo necessário e prazeroso na medida certa.
Para conseguirmos alcançar esse objetivo, é necessário, principalmente, OUVIR o que a pessoa tem a dizer e assim construir juntos novos signif**ados. Desenvolver o “ouvir”, a empatia e o vínculo é papel do terapeuta para que esse caminho seja o mais tranquilo possível.

Poderoso ChefãoA visão do psicólogo Pra maioria das pessoas o psicólogo é visto como o solucionador dos problemas e o “e...
12/06/2016

Poderoso Chefão
A visão do psicólogo
Pra maioria das pessoas o psicólogo é visto como o solucionador dos problemas e o “expert” nos assuntos emocionais e psíquicos do ser humano. Ledo engano. Ao menos, na visão sistêmica, principalmente após a cibernética de segunda ordem, o psicólogo passa a fazer parte do processo de solução daquela relação em desequilíbrio (Lembrem-se, a teoria sistêmica trabalha as relações). Obviamente possui técnicas e conhecimentos mais específicos, mas, passa a ser mais um indivíduo facilitador que junto com a família vai construindo ressignif**ações ,tentando ampliar a visão como um todo de todos integrantes participantes do processo.
Um dos motivos de certo preconceito em relações à terapias, é justamente o das pessoas acharem que não precisam de ninguém para resolver seus próprios problemas e mais agravante que isso, é que existem profissionais que fazem questão de se posicionar como tal, como o conhecedor único da ciência e com poder de solucionar qualquer problema, se considerando realmente “O Poderoso Chefão”.
Na na ni na não.., na teoria sistêmica, a solução é construída mutuamente. A solução está no próprio paciente e na sua forma relacional com o meio em que vive. O terapeuta ali tem a função “de ver mais lados das coisas, formando um conjunto com a família para vislumbrar múltiplas perspectivas que serão incorporadas onde, ao menos, surgirão pontos de vista alternativos que podem permitir resoluções originais de problemas crônicos” (Carlos E. Sluzki).
É o paciente que guia o processo, para junto com o terapeuta criar novos signif**ados. O cliente é o especialista (Harlene Anderson).
Por isso, desconfie se alguém disser que pode resolver seus problemas. Nenhum terapeuta pode se não houver cooperação do próprio paciente. O trabalho é mútuo e engrandecedor para os dois lados.

É impossível não se comunicar...(A importância da comunicação)Uma das premissas de Paul Watzlawick, um dos mais notáveis...
01/06/2016

É impossível não se comunicar...
(A importância da comunicação)
Uma das premissas de Paul Watzlawick, um dos mais notáveis teóricos da teoria da Comunicação e um dos fundadores do Mental Research Institute of Palo Alto (Uma das mais importantes escolas da teoria sistêmica)se baseia em 5 axiomas da comunicação, o qual o primeiro e que julgo mais essencial é que É impossível não se comunicar.
Quantas vezes nos pegamos sem abrir a boca, mas falando um monte dentro da gente? Quando namorado avisa que vai jogar bola no aniversário de namoro, quando nossa mãe nos pede algo bem na hora que iríamos sair, quando o pai nos busca na melhor hora da festa. Vamos confessar que f**amos fulos da vida e apesar de não extravasar com palavras, jogamos um olhar ou nos “mordemos” por dentro utilizando todo nosso vocabulário, digamos assim, mais raivoso.
O ideal é nos explicitarmos de forma direta e verbal sobre qualquer opinião formada em diversos acontecimentos . Essa comunicação objetiva é chamada de comunicação digital, ou seja, falamos o que queremos e provavelmente o outro entende, mesmo que as vezes discorde ou contra argumente.
O maior problema que encontramos é quando essa comunicação é feita de uma forma não verbal negativamente. Quando usamos “aquele” gesto, temos “determinada postura”, usamos nosso olhar matador e por aí vai. Todas essas manifestações não verbais são o que chamamos de Comunicação Analógica. Criamos, então, expectativas em relação ao outro e haja frustração porque, afinal de contas, ninguém tem uma bola de cristal pra adivinhar o que pensamos ou sentimos em determinado momento se não nos comunicarmos com palavras. E é essa comunicação velada, que muitas vezes é repetitiva, se tornando uma característica reincidente, que provavelmente vai afetar consideravelmente a relação entre seus membros, que muitas vezes precisarão de ajuda para se reequilibrar, se ajustar novamente e obterem resultados efetivos.
Nesse momento, uma ajuda profissional de terapia familiar ou de casal pode ser um grande diferencial para contextualizar o problema e, construir juntamente, formas de lidar com as questões que estão interferindo nessa relação negativamente e assim encontrar novos ressignif**ados.

A chegada de um bebê1 + 1=3Ilógico né? Nem tanto se você for pensar num casal que está começando a vida a dois. Os valor...
01/06/2016

A chegada de um bebê
1 + 1=3
Ilógico né? Nem tanto se você for pensar num casal que está começando a vida a dois. Os valores, ideais, mitos, manias dela(1) somados aos dele (1) vira algo completamente diferente (3) do que era antes, quando cada um tinha seu espaço particular.
É necessário que haja preparação e adaptação, principalmente no início, pra esse casal encontrar uma nova forma de ser, de interagir sem deixar de existir a individualidade de cada um. E também acabamos inserindo, com a convivência, características do outro que não possuíamos.
Aí, de repente, vem a gravidez e com isso a chegada de um novo ser num ambiente que, possivelmente já estava em equilíbrio.
É indispensável que se abra um lugar físico para comportar essa criança e também abrir um espaço nessa união, pois passam a ser um casal como são para iniciar a função de pais, adaptando-se a uma nova realidade. Para isso é preciso ter cuidado, organização, fazer “novos combinados” para que essa fase passe da maneira mais tranquila e natural sem cobranças e discussões futuras que podem ser geradas pela falta de comunicação no início.
A criança mudará individualmente cada um e também mudará o relacionamento em si, por isso é necessário que haja sempre um diálogo claro, esclarecimentos e combinados para a relação se manter em equilíbrio. Serão novas pessoas, com novos papéis e precisam se acostumar a esta transformação.
Se houver tudo isso, de maneira geral, a chegada da criança será vista pela família de uma maneira positiva, de grande experiência e aprendizado pra todos.

Crise no casamentoOutro dia estava assistindo um filme chamado “História de nós dois” e nossa, me identifiquei muito. Po...
18/04/2016

Crise no casamento

Outro dia estava assistindo um filme chamado “História de nós dois” e nossa, me identifiquei muito. Pode ser que existam casamentos raros que sejam excepcionais a vida inteira, mas a grande maioria passa por crises e não é uma só, são várias. Vai depender de muita coisa pra manter esse relacionamento vivo. A primeira coisa que deve existir e talvez eu contrarie muita gente é o carinho e a parceria do casal. Sem isso, não há amor que perdure. Uma amiga me disse uma vez que o importante é cuidar um do outro e eu concordo. O cuidado deve ser essencial e principalmente depois dos filhos ele f**a em segundo plano. Aí começam as cobranças, a falta de paciência e por aí vai. Deixamos de olhar um pro outro como casal e muitas vezes nos percebemos esquecidos, desprezados e ignorados. Nossa auto estima cai lá pra baixo e a única solução que enxergamos é a separação e isso acontece principalmente na fase de casais com filhos pequenos que não suportam a pressão e as mudanças que acarretarão com a chegada desse novo ser ou seres. Se essa fase é superada virão outras que colocarão o casamento à prova e é necessário querer f**ar junto mesmo pra conseguir que essa relação perdure. Existem três autoras principais que classif**am essas fases como sendo Ciclo Vitais. As americanas Mônica McGoldrick e Betty Carter e a Brasileira Ceneide Cerveny.
Em muitos desses obstáculos, pelo cansaço, responsabilidade de ambos e a difícil arte de educar perde-se o interesse pelo parceiro e nesses momentos acontecem as famosas crises, que podem gerar brigas, desprezos e até traições. O importante aqui é ressaltar que não haverá julgamentos ou reprovações. A idéia é fazer com que essa relação do casal em desequilíbrio amplie seus signif**ados e de alguma maneira possa se manter, se for realmente o desejo de ambos. Que deixe de ser uma disputa do casal sobre quem está certo ou errado, tanto porque, cada um tem sua verdade construída. Tentamos fazer com que visualizem o contexto de uma forma diferente e assim, permearmos, o caminho terapêutico.
Acredito que todos nós conhecemos algum casal que já passou por alguma crise, estão atualmente em uma e muitas vezes somos nós os protagonistas em questão. É essencial que haja disposição de ambos para uma mudança signif**ativa e digo, como psicóloga, trocando casos e informações com colegas da área e também convivendo com núcleo de amigos que passaram por situações em crise, que a terapia de casal pode ajudar e muito essa relação.

E se a pessoa não for um bom entendedor? O ideal é ter sempre uma comunicação clara!
13/04/2016

E se a pessoa não for um bom entendedor? O ideal é ter sempre uma comunicação clara!

13/04/2016

É impossível não se comunicar...
(A importância da comunicação)
Uma das premissas de Paul Watzlawick, um dos mais notáveis teóricos da teoria da Comunicação e um dos fundadores do Mental Research Institute of Palo Alto (Uma das mais importantes escolas da teoria sistêmica)se baseia em 5 axiomas da comunicação, o qual o primeiro e que julgo mais essencial é que É impossível não se comunicar.
Quantas vezes nos pegamos sem abrir a boca, mas falando um monte dentro da gente? Quando namorado avisa que vai jogar bola no aniversário de namoro, quando nossa mãe nos pede algo bem na hora que iríamos sair, quando o pai nos busca na melhor hora da festa. Vamos confessar que f**amos fulos da vida e apesar de não extravasar com palavras, jogamos um olhar ou nos “mordemos” por dentro utilizando todo nosso vocabulário, digamos assim, mais raivoso.
O ideal é nos explicitarmos de forma direta e verbal sobre qualquer opinião formada em diversos acontecimentos . Essa comunicação objetiva é chamada de comunicação digital, ou seja, falamos o que queremos e provavelmente o outro entende, mesmo que as vezes discorde ou contra argumente.
O maior problema que encontramos é quando essa comunicação é feita de uma forma não verbal negativamente. Quando usamos “aquele” gesto, temos “determinada postura”, usamos nosso olhar matador e por aí vai. Todas essas manifestações não verbais são o que chamamos de Comunicação Analógica. Criamos, então, expectativas em relação ao outro e haja frustração porque, afinal de contas, ninguém tem uma bola de cristal pra adivinhar o que pensamos ou sentimos em determinado momento se não nos comunicarmos com palavras. E é essa comunicação velada, que muitas vezes é repetitiva, se tornando uma característica reincidente, que provavelmente vai afetar consideravelmente a relação entre seus membros, que muitas vezes precisarão de ajuda para se reequilibrar, se ajustar novamente e obterem resultados efetivos.
Nesse momento, uma ajuda profissional de terapia familiar ou de casal pode ser um grande diferencial para contextualizar o problema e, construir juntamente, formas de lidar com as questões que estão interferindo nessa relação negativamente e assim encontrar uma melhor maneira de ampliar as possibilidades, alcançando assim um entendimento maior dos membros dessa relação.
Sabemos que existe uma enorme resistência com relação à terapias e tratamentos psicológicos, mas este site visa também, além de outras coisas, desmistif**ar a terapia e perceber que nos identif**amos um com os outros mais do que imaginamos. Dessa maneira só temos a ganhar, amadurecer e engrandecer nossa forma de agir nas nossas relações, quaisquer que forem!

09/04/2016
Uma leitura fantástica sobre aquele que foi o maior hospício do Brasil! Uma aula pra médicos psiquiatras e outros, além ...
25/02/2016

Uma leitura fantástica sobre aquele que foi o maior hospício do Brasil! Uma aula pra médicos psiquiatras e outros, além de colegas psicólogos de como não devemos taxar as pessoas, diagnosticando-as com algum distúrbio mental como se fossem números ou prontuários com requisitos a serem preenchidos pra confirmar a tal "loucura" ( como se faz hoje em dia alimentando a indústria farmacêutica). Cada um tem uma história, um ciclo de relações que devem ser investigados. F**a a lição de que escutar o que o paciente está dizendo é a melhor forma de ajuda-lo

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