21/03/2026
A data de hoje, 21 de março, é marcada como o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial. Quando olhamos para quem ocupa os espaços em nossa sociedade, é fundamental voltar a atenção para a medicina.
Apesar dos avanços no acesso ao ensino médico, os dados ainda revelam uma profunda desigualdade racial na formação e na atuação profissional. Segundo a Demografia Médica do Estado de São Paulo de 2026, apenas 9,4% dos estudantes de medicina são negros.
Essa presença está muito aquém do ideal quando se considera a proporção da população de São Paulo, onde 41% das pessoas se identificam como negras e pardas, segundo dados do último Censo IBGE.
Políticas públicas como a Lei de Cotas, sancionada em 2012, são fundamentais para começar a corrigir essas distorções históricas. No entanto, as cotas, por si só, não garantem acesso e estruturas profissionais dignas, nem protegem a população negra das opressões do racismo estrutural, como evidencia o caso da cirurgiã Andréa Marins Dias, morta a tiros no Rio de Janeiro em uma ação policial.
Essa realidade não é por acaso. Ela reflete barreiras históricas, sociais e estruturais que ainda limitam o acesso, a permanência e a equidade, tanto na sociedade em geral quanto na medicina.
Eliminar a discriminação racial é combater pensamentos e estruturas racistas. A luta social pela igualdade deve ser coletiva!