Maria Bruna Mota - Psicanálise com Afeto

Maria Bruna Mota - Psicanálise com Afeto Por aqui coisas da vida: poesia, amor e psicanálise. Atendimento clínico online. Atendimentos Online.

MARIA BRUNA MOTA Pereira é Bacharel em Psicologia e Pós-Graduada em Psicanálise: Clínica com Crianças e Adolescentes pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Inscrita no Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais sob o registro 04/45107. Psicóloga e psicanalista, está em constante formação e aprimoramento, por meio de cursos, congressos e estudos. Na clínica psicológica oferece os seguintes serviços:

- análise
- psicoterapia psicanalítica para crianças, adolescentes e adultos
- orientação profissional
- orientação de pais
- supervisão clínica para psicólogos e psicanalistas. Também ministra cursos e palestras, as quais envolvem temáticas como relacionamentos interpessoais/amorosos, motivação, autoestima e fenômenos psicossociais.

💕A minha profunda gratidão a todos vocês que abrilhantam ✨ o meu percurso e fazem reviver em mim o compromisso com o meu...
01/01/2026

💕A minha profunda gratidão a todos vocês que abrilhantam ✨ o meu percurso e fazem reviver em mim o compromisso com o meu desejo decidido de transmitir a psicanálise!

Longe de cumprir todas as idealizações e fantasias propostas pelo mundo da virtualização, o que nos cabe é fazer o que é...
31/12/2025

Longe de cumprir todas as idealizações e fantasias propostas pelo mundo da virtualização, o que nos cabe é fazer o que é possível.

É muita ingenuidade nossa acreditar que um dia vamos alcançar essa perfeição imaginária que supomos existir. Chegar a isso poderia beirar a uma tentativa narcísica e infantil de reviver nosso auge como majestades bebês. Mesmo o mundo dourado de completo atendimento das necessidades do bebê é mítico, pois se fossemos plenos nesse momento da vida, não demandaríamos do Outro e não passaríamos para o estatuto de sujeito.

Se os ideais têm alguma função, na minha opinião, é para nos colocar a trabalho de movimentar nossas vidas. Mas isso só é interessante quando se dá rumo ao desejo. No momento em que isso nos escraviza, o rumo passa a se dar na direção do gozo, levando aos fenômenos que encontramos por aí nas redes.

Que nossas listas de intenções contenham mais desejos do que imperativos de gozo; mais experiências do que objetos de consumo; mais planos para uma vida que nos faça sentido do que para terceiros.

A vida de sujeito desejante presta. Mas ela só pode ser tateada se sustentarmos uma certa dose de imperfeição.

Ao que responde a necessidade de agradar a todo mundo?Não sejamos inocentes de que esse é um sacrifício em prol do bem-e...
30/12/2025

Ao que responde a necessidade de agradar a todo mundo?

Não sejamos inocentes de que esse é um sacrifício em prol do bem-estar dos outros.

Ao querer agradar todo mundo é a nós mesmos que buscamos preencher, sejam as nossas marcas narcísicas ou a busca de ser alguma coisa no desejo do Outro, de ser amado pelo Outro.

Aquilo que fazemos para alguém sempre irá dizer mais sobre nós do que sobre o outro.

É inevitável passar pela vida sem entrar em contato com a experiência do inominável. A impossibilidade de tudo dizer, si...
29/12/2025

É inevitável passar pela vida sem entrar em contato com a experiência do inominável. A impossibilidade de tudo dizer, simbolizar e nomear nos rodeia constantemente, e irá nos assolar em muitos momentos.

A análise convida o sujeito a simbolizar e ressignificar suas vivências e traumas, mas também convida a dar borda para aquilo que ele não consegue colocar no campo da palavra.

Experiências como a finitude, a morte, o luto, acidentes de trânsito e avião, desastres naturais são algumas das formas que colocam o sujeito diante do real. Diante daquilo que não se consegue nomear comparece a angústia que paralisa e obtura o desejo.
Falamos muito de desejo na psicanálise, que ele orienta o tratamento e deve ser a causa do trabalho. Não é para menos que ele é essencial para operar contra a angústia do encontro com o real. Porque no real não dá para desejar, mas isso que não cessa de não se inscrever também alerta para o fato de que a falta sempre se coloca, sendo esta justamente o motor do desejo.

Como a colega bem colocou, o real não cabe na palavra. Mas ainda podemos usar a palavra para dizer alguma coisa e assim escapar daquilo que não podemos representar.

Pelos nossos desejos somos sempre responsáveis.Fugir disso e fugir de nossa autenticidade e colocar nossos afetos em ris...
25/12/2025

Pelos nossos desejos somos sempre responsáveis.
Fugir disso e fugir de nossa autenticidade e colocar nossos afetos em risco.

Dizem que gente feliz não incomoda e não atrapalha ninguém.

Imagina só como seria a convivência humana se cada um sustentasse seu desejo diante do Outro e permitisse o mesmo aos outros.

Sei que esse ideial é utópico e não impede que o mal estar se instale na cultura.
Mas que cada um possa ser mais fiel aos seus desejos, que cada um possa legitimar sua subjetividade em um mundo que pede cada vez mais que nos igualemos ao padrão normativo.

Que nosso Natal seja luz e nos inspire o melhor possível que cada um de nós pode ser.

Se o desejo nasce da falta de completude, do movimento de se interessar por algo de forma singular, isso equivale a dize...
23/12/2025

Se o desejo nasce da falta de completude, do movimento de se interessar por algo de forma singular, isso equivale a dizer que ele só existe onde há espaço para se constituir.

A mãe que insiste em alimentar o bebê que não sente fome.
A mulher que se desdobra em mil para resolver tudo para todos.
O pai que acredita que o desejo do filho é o iPhone de última geração e se joga no trabalho para prover.

À mãe sempre presente não sobra tempo para desejar para além do filho que, ao ser prontamente atendido, não se separa dela.
A mulher que se respalda no preenchimento da função de cuidado pode acabar cuidando do outro de uma maneira que ele nem sequer pediu, ao mesmo tempo que deixa de exercer as próprias satisfações.
O pai que não se enxerga para além do lugar de prover se esquece que como homem não precisa ser forte o tempo todo, ao mesmo tempo que não compreende que, ao demandar um iPhone, o filho está demandando outra coisa da ordem do amor.

Desejo não é toma lá dá cá, não é coisa pronta e acabada.
Desejo é coisa refinada, que exige muito mais criatividade.

Se alcançar exatamente aquilo que queremos nos trouxesse a tal sonhada felicidade, não estaríamos nas redes sociais buscando o olhar do outro, à procura de validação. Não estaríamos sempre querendo outra coisa, sem saber exatamente do que se trata.

Por isso é preciso tecer a cada dia em torno da parte que falta - e que estará para sempre inacabada.

🌀Repetir, repetir, repetir e só depois elaborar.Pode parecer óbvio para o analista que escuta, mas para o sujeito que re...
22/12/2025

🌀Repetir, repetir, repetir e só depois elaborar.

Pode parecer óbvio para o analista que escuta, mas para o sujeito que repete, este precisará perceber a recorrência presente naquilo que considera inédito.

É aí que entra a necessária paciência do analista para acolher esse movimento e aguardar o momento em que o paciente consiga se desvincular da repetição.

Eu compartilho pouco, ou quase nada da minha espiritualidade aqui.Não que não seja um aspecto importante e que, de algum...
14/12/2025

Eu compartilho pouco, ou quase nada da minha espiritualidade aqui.

Não que não seja um aspecto importante e que, de alguma forma, não humanize a minha escuta, mas me faz mais sentido dar ênfase em outras coisas.

Resolvi compartilhar essa foto porque acredito ser um lembrete importante para o trabalho que faço.

Nesse pote personalizado vieram deliciosos biscoitos, compondo minha caixa-presente de convite para madrinha de casamento do meu irmão.

Eu aposto na possibilidade de fazer o dinheiro proveniente da clínica circular e se multiplicar em nossas vidas, mas há coisas inegociáveis que devem vir antes.

A ética de trabalho, o afeto, a autenticidade, o estudo comprometido, a jornada pessoal. Tudo isso e muitas outras coisas valem mais que qualquer moeda, porque dizem de um valor incalculável.

Sem o que dá significado à nossa prática e às nossas vidas, o dinheiro é apenas dinheiro, apenas um objeto vazio.

E isso é de uma pobreza que deixa o saldo da vida muito mais negativo que qualquer conta vermelha.

Se satisfaz em outro lugar, num lugar do qual não nos damos conta. Mas nunca se satisfaz totalmente.Porque o objeto do d...
12/12/2025

Se satisfaz em outro lugar, num lugar do qual não nos damos conta. Mas nunca se satisfaz totalmente.

Porque o objeto do desejo nunca é exato, nunca preenche completamente.

Também é por nos interrogar sobre o desejo do Outro que tecemos fantasias sobre esse desejo, e essas fantasias serão a moldura de como olhamos para o mundo.

Falar é falhar.E disso, nenhum sujeito escapa.
10/12/2025

Falar é falhar.

E disso, nenhum sujeito escapa.

Uns achados aleatórios na galeria...
28/11/2025

Uns achados aleatórios na galeria...

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