Maria Bruna Mota - Psicanálise com Afeto

Maria Bruna Mota - Psicanálise com Afeto Por aqui coisas da vida: poesia, amor e psicanálise. Atendimento clínico online. Atendimentos Online.

MARIA BRUNA MOTA Pereira é Bacharel em Psicologia e Pós-Graduada em Psicanálise: Clínica com Crianças e Adolescentes pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Inscrita no Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais sob o registro 04/45107. Psicóloga e psicanalista, está em constante formação e aprimoramento, por meio de cursos, congressos e estudos. Na clínica psicológica oferece os seguintes serviços:

- análise
- psicoterapia psicanalítica para crianças, adolescentes e adultos
- orientação profissional
- orientação de pais
- supervisão clínica para psicólogos e psicanalistas. Também ministra cursos e palestras, as quais envolvem temáticas como relacionamentos interpessoais/amorosos, motivação, autoestima e fenômenos psicossociais.

Nem todo espaço de formação precisa ser pesado.Ser profundo não significa ser rígido.Ser sério não significa ser distant...
27/02/2026

Nem todo espaço de formação precisa ser pesado.

Ser profundo não significa ser rígido.
Ser sério não significa ser distante.

Existe uma forma possível de estudar psicanálise com leveza, troca real e presença viva.

Onde a teoria encontra a prática.
E onde o analista também pode ser sustentado.

Porque ninguém ensina isso na graduação:

💕Quem sustenta aquele sustenta?

Quanto mais estudamos, mais percebemos que não existe uma clínica padrão.Freud abriu caminhos.Lacan deslocou as pergunta...
25/02/2026

Quanto mais estudamos, mais percebemos que não existe uma clínica padrão.

Freud abriu caminhos.
Lacan deslocou as perguntas.
E nós seguimos tentando escutar o singular.

Talvez o erro seja tentar aplicar a teoria como receita.

A teoria não é um manual.
Ela é uma lente.

E a lente não substitui o olhar do analista — apenas o sustenta.

Nem sempre o que falta na clínica é teoria.Às vezes, o que falta é sustentação.Sustentar a dúvida.Sustentar o silêncio.S...
23/02/2026

Nem sempre o que falta na clínica é teoria.
Às vezes, o que falta é sustentação.

Sustentar a dúvida.
Sustentar o silêncio.
Sustentar aquilo que ainda não sabemos nomear.

A formação em psicanálise não termina quando aprendemos conceitos.
Ela começa quando conseguimos permanecer diante do não saber — sem sair correndo para respostas prontas.

Talvez seja por isso que estudar em grupo transforme tanto: não pela quantidade de conteúdo, mas pela possibilidade de pensar junto.

Psicanálise não é acumular saber.
É aprender a sustentar o processo.

✨ E você, em que momento da sua formação está hoje?

Em tempos hipermodernos o SuperEu assume uma roupagem ainda mais categórica.Na mesma medida em que condena e pune o suje...
20/02/2026

Em tempos hipermodernos o SuperEu assume uma roupagem ainda mais categórica.

Na mesma medida em que condena e pune o sujeito, ele se torna um carrasco que ordena o gozo.

A instância superegóica, responsável pela representação das normas sociais, se vê impelida a assumir um exercício duplo.

Se sua função é garantir que o sujeito tenha seus impulsos inibidos, se portando conforme a ordem social vigente, na sociedade atual que grita para que esse sujeito seja feliz e faça tudo o que tenha vontade, aqui ele atua como operador do gozo, onde trazer impulsos à tona nem sempre vai ao encontro do sujeito do desejo.

Se o sujeito quer trabalhar menos, o superego o conclama para trabalhar mais.
Se o desejo é assumir um papel tradicional como homem ou mulher (o que no passado às vezes era diferente), o superego diz que não pode, que precisa assumir seu verdadeiro eu e gênero.

O que antes era proibido agora é livremente permitido, o que nem sempre vai representar o desejo inconsciente.

Desejo não é fazer o que a sociedade não apoia, é sustentar singularidade. E quando os impulsos deixam de ser singulares para compor a massa, nem sempre isso que vem do inconsciente é o que vai ser da ordem do desejo particular.

Estamos vivendo em tempos complexos, onde nada é mais como antes. Onde as fronteiras não são nítidas e as referências sociais estão em declínio.

As comportas se abrem para os mais diferentes gozos, até aqueles disfarçados de satisfação pulsional.

Cenário perfeito para o sofrimento e para a inserção da escuta operada pelo analista.

Sobre os pacientes/analisantes que começam e interrompem o processo.Nessa época do ano muitos psis ainda estão sentindo ...
18/02/2026

Sobre os pacientes/analisantes que começam e interrompem o processo.

Nessa época do ano muitos psis ainda estão sentindo a saída de alguns pacientes, seja pelas férias, feriado ou pela justificativa das despesas de começo de ano.

Vamos retomar um ponto importante. ☝️

A análise mexe com as resistências. É um acontecimento inevitável.
Por melhor que sejam as intenções do sujeito, já esperamos que ele resista ao tratamento em algum momento.

Convenhamos: quem é que gosta de ter as feridas cutucadas? Quem é que gosta de mexer naquilo que, aparentemente, está “confortável”?

Além da disponibilidade psíquica de cada um, o tempo para dar conta de lidar com isso é totalmente singular.
Alguns não darão conta de seguir sem uma pausa.

Para esses, que podem não dar conta do processo agora, pode ser que baste deixar uma porta aberta para que possam voltar em outro momento.

Curte à vontade os últimos dias de festa, mas já deixa sua sessão marcada. 🎭😉
16/02/2026

Curte à vontade os últimos dias de festa, mas já deixa sua sessão marcada. 🎭😉

Satisfação é totalmente diferente de bem-estar.O que faz bem ao Eu do sujeito pode não causar satisfação para o inconsci...
16/02/2026

Satisfação é totalmente diferente de bem-estar.

O que faz bem ao Eu do sujeito pode não causar satisfação para o inconsciente.
É por isso que o sujeito inventa sintomas para a sua vida: para dar conta de conciliar demandas impossíveis.

Quando essa organização fura, quando o sintoma para de servir ao propósito, o sujeito entra num sofrimento que não consegue mais manejar.

Diante disso, busca as mais variadas formas de contornar o “desequilíbrio”: outro sintoma, como insônia, compulsões, etc; medicação e, algumas vezes, a análise.

Se ele nos buscar, nossa tarefa não é ajudá-lo a se sentir bem e recuperar o bem-estar, mas interrogar ativamente o sintoma e convidá-lo a construir uma outra maneira de fazer algo com isso.

Só pra começar o carnaval suave.Não se preocupem de se sentirem assim depois de ler Lacan.Depois piora! 😆
14/02/2026

Só pra começar o carnaval suave.

Não se preocupem de se sentirem assim depois de ler Lacan.

Depois piora! 😆

Sobre os pacientes/analisantes que começam e interrompem o processo.A análise mexe com as resistências. É um acontecimen...
12/02/2026

Sobre os pacientes/analisantes que começam e interrompem o processo.

A análise mexe com as resistências. É um acontecimento inevitável.
Por melhor que sejam as intenções do sujeito, já esperamos que ele resista ao tratamento em algum momento.

Convenhamos: quem é que gosta de ter as feridas cutucadas? Quem é que gosta de mexer naquilo que, aparentemente, está “confortável”?

Além da disponibilidade psíquica de cada um, o tempo para dar conta de lidar com isso é totalmente singular.
Alguns não darão conta de seguir sem uma pausa.

Para esses, que podem não dar conta do processo agora, pode ser que baste deixar uma porta aberta para que possam voltar em outro momento.

Sucesso é algo bem relativo para a psicanálise, e passa totalmente pelo campo do singular.O que é sucesso para mim pode ...
10/02/2026

Sucesso é algo bem relativo para a psicanálise, e passa totalmente pelo campo do singular.

O que é sucesso para mim pode não ser para você.

Para mim, sucesso é poder fazer bem a minha clínica, escutar com qualidade, ter tempo para estudar, fazer análise e estar com os pares.

É saber que o dinheiro não deve ser o que move o analista, mas que é importante abrir espaço para ele em minha vida.

Quando se trata do ofício psicanalítico, então, não existe uma meta padrão a ser estimulada e alcançada.

Existe, aqui, a proposta de construção de uma jornada singular que seja pautada nos próprios valores, não nos valores de “todo mundo”.

09/02/2026
Traduzinho do lacanês para o português...O homem pensa que controla o que fala, o que pensa, o que faz.Acredita que tudo...
06/02/2026

Traduzinho do lacanês para o português...

O homem pensa que controla o que fala, o que pensa, o que faz.
Acredita que tudo que decide está em suas mãos, no sentido de estar no campo da consciência.

A descoberta freudiana nos leva a perceber que sim, temos responsabilidade por tudo que decidimos, mas não da forma que pensávamos antes.
Existem responsabilidades das quais não queremos nos dar conta, das quais queremos escapar. Mas não é por certas impressões serem inconscientes que não revelamos sobre ela.

Por trás de tudo que fazemos e falamos sempre há muito mais sendo dito e a se dizer.

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