Paulo Crespolini - Psicólogo

Paulo Crespolini - Psicólogo Boas-vindas! Aqui é uma clínica voltada, principalmente, para o tratamento dos relacionamentos afetivos e conjugais. Sejam bem-vindas e bem-vindos!
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Junto disso, o Paulo Crespolini também disponibiliza atendimento psicológico para adolescentes, adultos e famílias. Este espaço virtual existe para que possamos dialogar sobre variados adoecimentos psíquicos, com a liberdade respeitosa de quem se estaciona para ouvi-los, integrá-los e transformá-los.

31/01/2026
Lá nos cafundós da memória ainda existe a Mercearia da Tia Joana, a Bodega do Bartolomeu, a Vendinha da Zumira… Muitas d...
25/01/2026

Lá nos cafundós da memória ainda existe a Mercearia da Tia Joana, a Bodega do Bartolomeu, a Vendinha da Zumira… Muitas das vezes era a sala de uma família convertida em estabelecimento comercial dos bons. Tinha balança, óleo de soja, o arroz que a mãe mandava buscar, mas a gente gostava mesmo era do suspiro, da língua de sogra, da maria-mole e do pé de moleque. Num lugar estratégico se avistava os seguintes dizeres: “Não vendemos fiado”. E, noutro lugar, mais estratégico ainda, estava guardada a caderneta que dizia: “Vendemos fiado sim”. Nela tinha a lista da Dona Maria boleira, que pagava todo dia 10. O Seu Custódio sapateiro, no mais tardar, dia 03 e a Lió alguma coisa, só no final do mês, depois de receber da passação de roupa, na casa dos outros.
Eita povo honesto, cujo maior preceito era o de pagar. Dever? Só obrigação mesmo. Já na Mercearia da Dona Vida as coisas são diferentes. Onde a confiança é fiada também há a possibilidade do calote. Se tem o direito, tem o avesso. Todo trair vem de um afiançar. Quem constrói o amigo, edif**a o inimigo. Um do ladinho do outro. A gente não tece apenas o amor que vê, mas a dor que insiste desver. Quantas provas uma pessoa precisa cumprir pra ser digna da confiança da gente? Compensa viver armado, na guarita do medo e desconfiado de si, de Deus e todo mundo?
A confiança vem da capacidade que a gente tem de se entregar ao outro, de desarmar as defesas, depor as armas, de permanecer na sombra e água fresca em vez do tiro, porrada e bomba. Confiar não é coisa de gente ingênua, muito menos uma idiotice. Olha a arapuca aí, meu povo. Ao deixarmos de confiar em quem quer que seja: nos tornamos menos confiantes porque f**amos atrofiados no amor. Nunca foi sobre deixar de confiar. Sempre foi sobre retirar a confiança quando ela for tratada com indignidade. Qual a sua caderneta? Quem está listado nela? Menos dívida, mais pertencimento.

PAULO CRESPOLINI
▪️Psicólogo - CRP 06/132391
☎️WhatsApp: (11) 97752-7000

A vida é alicerce, fundada em chão fecundo, donde pedra morta jamais será. Prenha de muitos fazimentos e parida por inco...
01/01/2026

A vida é alicerce, fundada em chão fecundo, donde pedra morta jamais será. Prenha de muitos fazimentos e parida por incontáveis desfazimentos: ela não vem pronta no início, mas f**a sempre pronta no fim. Em uma vida que se faz obra: quem constrói amor também é construtor da dor. O tamanho do que dói é da largura do que ama. Sem tirar nem por. Se nem o amor dura pra sempre, quanto dirá a dor. Do mesmo ‘jeitim’ que teve de amar até firmar, vai ter de doer até passar. Quem joga luz, faz sombra. Quem constrói uma amizade, edif**a ao inimigo. Onde há ganho há perda. A virtude é irmã do vício. Quando um não puder ser, o outro haverá de ser. Numa vida feita de opostos sofre quem se agarra a uma coisa só e esquece da outra à espreita.
Agora, espia aqui comigo: sendo tudo processo, a ansiedade é atalho vão e ilusório. Se tem um trem que a gente desperdiça é a força da gente. Cuide da sua força! Se não faz sentido, se não tem um pra quê, não insista. Deixe de teima. A vida é um arranjo. Ela se faz entre o ideal e o possível. E tá de bom tamanho. Desobrigue-se! É sobre rede, sombra e água fresca, sem azucrinação na cabeça, por favor! Celebre a própria desimportância. A vida continua viçosa ‘com’ e ‘sem’ a gente. Adianta f**ar sentado na cadeira da justiça, aguardando por um acerto de contas? Perdoe, mas honre a quem é capaz de honrá-lo. Perdão não é sobre esquecer. É sobre recordar, pra nunca mais acontecer, naquilo que da gente depender.
Tente não infligir feridas que ferem ferindo: a si e aos outros. Confie na raiva que gera indignação e desconfie da raiva que dá nos nervos. Tem ciclo que fecha, tem ciclo que f**a aberto. Só siga e vá! Decisão é caminho e coisas f**am pra trás: porque não “podem”, não “conseguem” ou não “sabem” acompanhar a gente. Tem um povaréu ali na frente. Que 2026 tenha jeito de lar, sonhos abraçados, saúde nos poros, afetos cultivados, natureza cuidada e experiências colecionadas.
PAULO CRESPOLINI
▪️Psicólogo - CRP 06/132391
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Lá me vinha ela com a lamparina por entre as mãos, feita de um pavio de lã ao meio e com querosene até as tampas: “Coloc...
07/12/2025

Lá me vinha ela com a lamparina por entre as mãos, feita de um pavio de lã ao meio e com querosene até as tampas: “Coloca um cadim de luz. Enxerga! Vendo, espia. Se espiado, apure. Já, apurado, se aprume, resolva, avia logo com isso. ‘Alumia!’ Ilumina, criatura.” Antigamente, quando não havia luz na roça, era a candeia que nos servia, cheinha de azeite de mamona. Em seguida, veio a lamparina e, adiante, o lampião a gás. Até na cidade cada um tinha que levar a própria luz pra sair de casa. Torno a repetir: ‘levar a própria luz’! Lâmpada de LED é algo muito dos modernosos. Feituras à parte: é somente a luz quem faz enxergar aquilo que teimamos apagar.
Não é lampejo. É o clarão que tudo vê. Mas, de sofrer tantas invisibilidades do lado de fora, aprendemos a triste sina de nos invisibilizar do lado de dentro. “Tem base um trem desse?”; “Até parece que vou ser doido de abandonar tudo”; “Depois de velha me aparece uma ideias malucas dessas…” E, assim, seguimos, tratando como ‘loucura’ os apelos que nos vêm lá da fundura d’alma. É doidice querer recomeçar? É muita sandice tentar a felicidade nessa altura do campeonato? Que desatino desacelerar numa sociedade doente de pressa. Normal mesmo são os infelizes em vínculos onde até o amor já foi sepultado? Sãos, então, são aqueles que, no caixão onde jaz o afeto, não arredam o pé por medo do futuro? Que vida bem vivida é essa onde se conta mentiras pra si, como se fosse possível reviver o que foi morto por feridas violentamente reabertas? O que as fotos filtradas e as bodas pomposas esqueceram de contar aos amados?
Quantas vezes chegamos a ouvir os nossos anseios mais legítimos. Eles vêm com o tutano movedor da mudança, diante de uma vida que só soube viver de acordo com a vontade dos outros. Mas, apavorados com o desconhecido, tratamos de descambar em descaminhos, fazendo uma montoeira de coisas errantes: na contramão de quem fomos e no avesso de quem poderíamos ser. De repente se perdeu para não ter que mudar? Pode ser autêntico quem rejeita ao chamamento de si, que clama por mudança, ruptura e coragem?“Alumia” isso!
PAULO CRESPOLINI
▪️Psicólogo - CRP 06/132391
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